18 de jan. de 2006

"Hoje o samba saiu...

Você sai e deixa a toalha molhada, o vidro de xampu ao contrário e um sem fim de sinais de sua passagem, como quem diz “eu volto logo”. E a briga das sinapses é árdua para me convencerem de que eu quero o contrário.

“Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta
Hoje não a lastimo
Não há falta na ausência
A ausência é um estar em mim
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres
Porque a ausência, essa ausência assimilada
Ninguém rouba mais de mim”

Ausência – Carlos Drummond de Andrade

...procurando você"

Um comentário:

Fe Fontes disse...

Lu,
vc escreveu isso para mim, né?
Caraleô, perfeito!
beijooos