PERFIL
“Enforque-se na corda da liberdade”.

LINKS
Urbanistas SP
Hoje eu quero ser
Desmodando
Cinq Contre un
Luiz Horta
Trash it Up
(im)pop
Intermezzo
Libellus
De Repente
Sulfúrica
limãolimãolimão
Poeta que Pariu
Papel Pop
Just Lia
Veio no vento
Gymnopedies
Prataporter
Pavé Francês
Comidinhas
Blog da Capitu
Hypercool
Allex in Casa
Dica do Dia
Oficina de Estilo
Julia Petit
VJ Amanda Barbie

ÚLTIMOS POSTS
A questão
Ponto.
Eu sou uma castanha
Encarar
Me perdoa?
Das frases de efeito dos seriados
"To everything (turn, turn, turn), there is a seas...
Dos rascunhos em papel
17 de julho de 2008
Sigo

ARQUIVOS

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Julho 2005

Agosto 2005

Setembro 2005

Outubro 2005

Novembro 2005

Dezembro 2005

Janeiro 2006

Fevereiro 2006

Março 2006

Abril 2006

Maio 2006

Junho 2006

Julho 2006

Agosto 2006

Setembro 2006

Outubro 2006

Novembro 2006

Dezembro 2006

Janeiro 2007

Fevereiro 2007

Março 2007

Abril 2007

Maio 2007

Junho 2007

Julho 2007

Agosto 2007

Setembro 2007

Outubro 2007

Novembro 2007

Dezembro 2007

Janeiro 2008

Fevereiro 2008

Março 2008

Maio 2008

Julho 2008

Janeiro 2009

Fevereiro 2009

Abril 2009

Agosto 2009

Novembro 2009

Dezembro 2009

Janeiro 2010

Fevereiro 2010

 

  Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010
A questão

Ontem, durante uma conversa, dessas sem muito nexo na pausa para o café e retomada de fôlego, perguntei para uma amiga se ela já teve a sensação de acordar sem voz, muda, e contar até três ou dizer alô para certificar-se do contrário. A resposta ganhou da pergunta: “não, mas já acordei sem saber quem eu era. Eu sabia que era, mas tive que pensar um tempo e refletir, tipo ‘sou, mas quem eu sou? Como sou?’, até voltar”.

Estou assim faz alguns dias, do acordar ao dormir, e ainda não voltei. Talvez também não tenha pensado muito em quem ou como sou. Talvez nunca tenha nem ido e continue como sempre. Seja a vida um palco, seja a pergunta de Shakespeare ou não. Hoje estou num dia para cantar alto "These are the days of our lives". Inferno astral.

O próximo post será o ducentésimo. Que virá?
Quarta-feira, Janeiro 20, 2010
Ponto.

Decretar o fim antes de um fato marcante ou da perda do respeito é
para os muito fortes ou determinados. Os demais temem estar errando, a
solidão, a carência, as possibilidades, o que quer que o cérebro
invente nesses tempos líquidos para driblar a decisão.

Seja por qualquer via ou causa, terminar é um ritual. Um cerimonial de
encaixotar coisas, desengavetar outras. Dar destinos a cartas
inacabadas ou nunca enviadas, encontrar espaço para sentimentos
reaproveitáveis, apagar palavras nunca ditas. Tentar rearranjar a
casa, para que cada canto perca a história acumulada e volte a ser um
espaço a ser desbravados pela próxima pessoa que, cada vez mais
difícil, entrar pela porta.

Cada cerimonial gasta um pouco da verba total. O coração fica mais
resistente em fazer concessões, os abraços, beijos e entregas parecem
sempre custar muito mais caro a cada novo planejamento.

Tirar a roupa, tomar um banho, olhar atentamente a água que escorre. Pensar na trilha perfeita, escrever, curtir a fossa.

É difícil ser atropelado enquanto se atravessa a rua pensando.

Dos clichês, sozinho ninguém morre.

Tudo entra no arquivo da memória, que podemos moldar como bem queiramos.
Terça-feira, Dezembro 08, 2009
Eu sou uma castanha

Enquanto isso, no messenger:

Andrea diz:
achei uma castanha grávida de gêmeos
tavam tipo abraçadinhos

Lucasof - Eu sou uma castanha diz:
Uahuahauhauahuah
Tira foto e twitta!

Andrea diz:
tá doido, ja mandei pra dentro
sou sem sentimentos

*Este é o primeiro post no blog que menciona o Twitter.
Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Encarar

Voltei pra terapia. Já estava mais, bem mais do que na hora. Agora preciso voltar a blogar.

Me perdoa?

É tudo medo e insegurança.
=/
Segunda-feira, Agosto 10, 2009
Das frases de efeito dos seriados

"Things never turn out exactly the way you planned. I know they didn't with me. Still, like my father used to say, 'traffic's traffic, you go where life takes you' and growing up happens in a heartbeat. One day you're in diapers, the next you're gone, but the memories of childhood stay with you for the long haul’. I remember a time, a place, a particular fourth of July, the things that happened in that decade of war and change. I remember a house like a lot of houses, a yard like a lot of yards, on a street like a lot of other streets. I remember how hard it was growing up among people and places I loved. Most of all, I remember how hard it was to leave. And the thing is, after all these years, I still look back in wonder" (The Wonder Years)

"A heart is a fragile thing, that's why we protect them so vigorously, give them away so rarely, and why it means so much when we do. Some hearts are more fragile then others, purer somehow. Like crystal in a world of glass. Even the way they shatter is beautiful" (Everwood)
Quinta-feira, Abril 02, 2009
"To everything (turn, turn, turn), there is a season..."

Desligo o telefone depois de falar com uma grande amiga. Uma hora e tanto trocando vozes, parece adolescência. Mas hoje já me preocupo com o valor da conta, a hora de acordar e o trabalho.

Dividimos as mesmas angústias. Rompimentos. Coisas que não entendemos. Estendemos o ombro com o som de nossos sorrisos, ora angustiados, ora graciosos, ora constrangidos. Sinceros, nessa época de quaisquer coisas. Sinceridade que perturba, como espelho, e conforta ao ser dividida.

Perguntamos como nunca ninguém nos contou que depois de alcançar um desafio, de realizar um sonho, entrar pela porta da arvorezinha, ia bater aquela sensação de "e agora, para onde"?

É crescer, perder cabelos, lutar contra a barriga enquanto enrugamos a testa, mudar a ótica, querer correr para casa da mãe e ter de resolver os problemas de nossas próprias casas. Alugadas.

Até a crise econômica, assunto de nossos pais naqueles tempos de plano verão e dinheiro congelado, agora aparece. "Vamos sair, sim, só espera o salário cair..."

Tanta conversa de mudanças.
É tanto medo, tanto erro, tantos rumos para pernas esquálidas que titubeiam.
É tudo líquido.

Como terminamos? "A vida se resolve com os lemas do Arcadismo. Coisas que o coração quer dizer e só o latim consegue". Sorrisão de besteira e boa noite, segue o abraço com beijo morno e fraternal por esse cordão helicoidal.
--
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos
."

FP
Sábado, Fevereiro 14, 2009
Dos rascunhos em papel

Descalço, sentado na rede, com meu Beagle de estranhos hábitos roncando de patas cruzadas no banco logo atrás de mim, abaixo o livro de Danuza Leão - a quem tenho como amiga, embora ela nem saiba de minha existência - e dou graças pelas robustas árvores da casa de minha mãe, que camuflam o progresso e as máquinas ao redor. Só o que vejo além delas é uma grande pastagem verde, um galpão antigo de telhas terracota. Antes de pensar no "até quando", levanto o livro e disperso as idéias.