Os astros começam muito bem:
"O dia de hoje para você
O céu está ajudando você a reaprender a falar. A sua natureza racional não deve estar conseguindo entender porque os outros demoram tanto para entender o que você está dizendo. Até mesmo uma conversa corriqueira pode provocar uma reação inesperada. Aprenda a fazer perguntas..."
Depois perdem a razão:
"Recado dos astros para os aquarianos
Mesmo sem querer você está esbanjando charme e sedução. Só não vale ficar reclamando do assédio que você não escolheu..."
27 de set. de 2007
Vamos a la playa
Queria chorar um monte hoje. Mas não me deixo.
Todos evadindo, sabor de infância, dor moderna.
Fuga para a praia em festa emprestada, torcendo para que alegria passe por osmose.
Perdidinho.
Todos evadindo, sabor de infância, dor moderna.
Fuga para a praia em festa emprestada, torcendo para que alegria passe por osmose.
Perdidinho.
21 de set. de 2007
Da alma brotam os cabelos
É mais que sabida a minha admiração e respeitosa e fraternal paixão por Adilia Belotti. Ela me faz ter certeza que algumas pessoas nascem diferentes, iluminadas. Isso para dizer que, hoje, republico um excerto de sua coluna Conversa de Mulher e outro da entrevista que deu para o Sampaist que falam por si:
“Não que tenha sido uma decisão fácil. Não foi não. Mas ia virando uma urgência assim, aos pouquinhos. E então, num dia 31 de dezembro tornou-se minha mais importante resolução de Ano-Novo: deixar os cabelos brancos.E deixei. Achei que era uma coisa minha, mas aqui e ali fui encontrando companheiras de ousadia. E percebi que, no fundo, os cabelos brancos eram uma provocação. E são, até hoje." (Conversa de Mulher, 21/09/2007)
“E o naipe feminino do Sampaist quer saber: como ter o seu cabelo quando crescer?
A receita é meio longa:
Aos 15, pinte o cabelo de azul e compre uma mochila que combine;
Aos 20, esqueça o cabelo e mantenha-o amarrado num rabo de cavalo;
Aos 25, faça permanente, para se despedir dos cachos:
Aos 30, levante o queixo e solte as madeixas:
Aos 35, corte o cabelo bem rente, pinte de cor de cobre, a correria exige coisas práticas;
Aos 40, brinque de luzes, faça chapinha hoje, escova amanhã, perca tempo;
Aos 45, chanel, para curtir a elegância;
Aos 46, na noite de ano-novo, prometa a si mesma que não vai mais pintar o cabelo, raspe a cabeça com máquina 4 e encontre um cabeleireiro que ouse ajudar você a se reinventar..." (Sampaist, 11/11/2006)”
Ontem raspei os meus novamente, depois de confirmar que eles ainda crescem.
“Não que tenha sido uma decisão fácil. Não foi não. Mas ia virando uma urgência assim, aos pouquinhos. E então, num dia 31 de dezembro tornou-se minha mais importante resolução de Ano-Novo: deixar os cabelos brancos.E deixei. Achei que era uma coisa minha, mas aqui e ali fui encontrando companheiras de ousadia. E percebi que, no fundo, os cabelos brancos eram uma provocação. E são, até hoje." (Conversa de Mulher, 21/09/2007)
“E o naipe feminino do Sampaist quer saber: como ter o seu cabelo quando crescer?
A receita é meio longa:
Aos 15, pinte o cabelo de azul e compre uma mochila que combine;
Aos 20, esqueça o cabelo e mantenha-o amarrado num rabo de cavalo;
Aos 25, faça permanente, para se despedir dos cachos:
Aos 30, levante o queixo e solte as madeixas:
Aos 35, corte o cabelo bem rente, pinte de cor de cobre, a correria exige coisas práticas;
Aos 40, brinque de luzes, faça chapinha hoje, escova amanhã, perca tempo;
Aos 45, chanel, para curtir a elegância;
Aos 46, na noite de ano-novo, prometa a si mesma que não vai mais pintar o cabelo, raspe a cabeça com máquina 4 e encontre um cabeleireiro que ouse ajudar você a se reinventar..." (Sampaist, 11/11/2006)”
Ontem raspei os meus novamente, depois de confirmar que eles ainda crescem.
19 de set. de 2007
Infantilóide
Vez ou outra você constrói momentos lindos, que parecem sólidos como uma rocha e fingem driblar o tempo. Mas em 27 segundos consegue fazer tudo desmoronar e se acabar feito chocolate em pó solúvel.
Os focos de atenção e da vida são outros, as heranças, cobranças, andanças são outras. Num piscar que me soa ridículo, porque talvez eu tenha pouquíssimas paixões na vida que me movam ao transe, as mãos se soltam. Sou a casca da batata que não passa pela peneira para virar purê.
E não posso pedir aos astros que mudem certas coisas. Só bonsais crescem bem tendo as raízes podadas... Ao que isso aponta? Aflição.
Os focos de atenção e da vida são outros, as heranças, cobranças, andanças são outras. Num piscar que me soa ridículo, porque talvez eu tenha pouquíssimas paixões na vida que me movam ao transe, as mãos se soltam. Sou a casca da batata que não passa pela peneira para virar purê.
E não posso pedir aos astros que mudem certas coisas. Só bonsais crescem bem tendo as raízes podadas... Ao que isso aponta? Aflição.
18 de set. de 2007
Não é para os fracos
Paula e eu (sem Bebeto), grande amiga e coordenadora do núcleo de celebridades do iG, falávamos sobre a “old school” dos drogados contra os “junkies nem generation”. Courtney Love usa(va) de tudo, faz(ia) de tudo e nada derruba(va) a mulher. Aí vêm esses novos, todos educados a base de iogurte, dão uma cutucada com heroína e já saem decadentes pelas ruas.
Vou lançar uma campanha em prol da dignidade e do glamour dos velhos tempos dos drogaditos, quando tínhamos grandes conflitos e durabilidade, não essa velocidade de novela das oito com tramas pouco elaboradas. Para os espectadores sóbrios, é terrível não ter novidades e não poder se apegar a um personagem.
Vou lançar uma campanha em prol da dignidade e do glamour dos velhos tempos dos drogaditos, quando tínhamos grandes conflitos e durabilidade, não essa velocidade de novela das oito com tramas pouco elaboradas. Para os espectadores sóbrios, é terrível não ter novidades e não poder se apegar a um personagem.
11 de set. de 2007
Quantas calorias?
Sair da academia, depois de um dia moribundo e uma dúzia de exercícios pífios, descabelado e com roupas mundanas, e passar na casa de um amigo para uma taça de Porto Niepoort, pouco mais jovem – bem pouco – que eu.
Naquele oásis de calma fincado na São Paulo de regular qualidade do ar, notei, sendo olhado pelo Nuno Ramos enrolado no sofá, que é de conversas engraçadas e com algum conteúdo que tenho sentido falta. Nem só a pança de Britney tem graça, nem só o pop é assunto, nem só a internet conecta (quem falar em BlackBerry morre).
Bebo pouco, saio logo. Era noite sem lua.
“(…) Comme ils ont beaucoup bu
Ils titubent un petit peu
Mais la haut dans le ciel
La lune veille sur eux.”
Jacques Prévert
PS: Um abraço ao Comendador Cancela.
Naquele oásis de calma fincado na São Paulo de regular qualidade do ar, notei, sendo olhado pelo Nuno Ramos enrolado no sofá, que é de conversas engraçadas e com algum conteúdo que tenho sentido falta. Nem só a pança de Britney tem graça, nem só o pop é assunto, nem só a internet conecta (quem falar em BlackBerry morre).
Bebo pouco, saio logo. Era noite sem lua.
“(…) Comme ils ont beaucoup bu
Ils titubent un petit peu
Mais la haut dans le ciel
La lune veille sur eux.”
Jacques Prévert
PS: Um abraço ao Comendador Cancela.
4 de set. de 2007
Um dia de aforismos
Tira um tempo para olhar com certo distanciamento. Aí pára, coloca a mão no queixo, sobrancelha franzida e pensa: “que diabos estou fazendo?!”
--
Nove dias sem comer unha, seis de academia e setecentos e sessenta e cinco de saco cheio.
--
Nove dias sem comer unha, seis de academia e setecentos e sessenta e cinco de saco cheio.
3 de set. de 2007
No Twitter
De kalundum porque não sento mais ao lado de Adilia Belotti. A viGda perdeu um bocado de graça.
--
Quanto mais novidade na internet, menos gosto dela e menos as pessoas percebem a vida. Qual a próxima, Zygmunt?
--
Quanto mais novidade na internet, menos gosto dela e menos as pessoas percebem a vida. Qual a próxima, Zygmunt?
28 de ago. de 2007
Dia dos Pais tardio
O meu foco, nos últimos anos – os de convivência mais intensa – tem sido fazer o meu pai sair um pouco da austeridade social que ele tem (educação formal no Colégio São Bento e família rígida não são fáceis!) e aprender a “curtir a vida adoidado”. Conto, claro, com a essencial ajuda de meu irmão e de minha cunhada.
Tudo bem que vez ou outra ele precisa de um puxão de orelha também, porque exagera em algumas coisas (falta da adolescência), mas é o melhor divã para meus desabafos amorosos, profissionais e para pit stops de muita comida e gordura trans, nos mais diversos lugares.
Foi na parte culinária, aliás, que conseguimos dar nosso primeiro passo rumo à intimidade, depois de um período separados. Era na cozinha de sua casa que o tempo era só nosso e todas as vontades do estômago podiam ser atendidas, sem medo ou receio de qualquer coisa, incluindo um infarto.
Hoje as ressalvas são poucas e os momentos são muitos, mas ainda é no aconchego das panelas e das camisetas sujas de molho, ao entardecer com som de risadas e histórias da semana, que tenho certeza do amor que sinto por ele.
Aos que são e serão, ao meu e aos meus muito saudosos avôs, feliz Dia dos Pais!
--
Clique aqui para resultado do almoço falado no post anterior.
Tudo bem que vez ou outra ele precisa de um puxão de orelha também, porque exagera em algumas coisas (falta da adolescência), mas é o melhor divã para meus desabafos amorosos, profissionais e para pit stops de muita comida e gordura trans, nos mais diversos lugares.
Foi na parte culinária, aliás, que conseguimos dar nosso primeiro passo rumo à intimidade, depois de um período separados. Era na cozinha de sua casa que o tempo era só nosso e todas as vontades do estômago podiam ser atendidas, sem medo ou receio de qualquer coisa, incluindo um infarto.
Hoje as ressalvas são poucas e os momentos são muitos, mas ainda é no aconchego das panelas e das camisetas sujas de molho, ao entardecer com som de risadas e histórias da semana, que tenho certeza do amor que sinto por ele.
Aos que são e serão, ao meu e aos meus muito saudosos avôs, feliz Dia dos Pais!
--
Clique aqui para resultado do almoço falado no post anterior.
10 de ago. de 2007
Por que feijão, meu Deus?
Antes de eu revelar minha angústia sobre a roupa certa para encontrar com Pascal Barbot, do L'astrance e das três estrelas no Michelin, Luiz Horta se adiantou. Segue nossa intimidade dialogal revelada, em pormenores sórdidos:
Luiz diz:
Estou quebrando a cabeça sobre o dress code
Luiz diz:
Sou muito formal, não sei ir à feijoada de sábado
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu bem ia te perguntar sobre a vestimenta
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Uma camisa de linho branco, calça cáqui, chapéu e sandálias?
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Ou vamos de franceses dandies?
Luiz diz:
HAHAHAHAH
Luiz diz:
De boina e com uma baguete debaixo do braço e bigode pintado com rolha queimada
Luiz diz:
E um acordeom na mão
(...)
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu não sei falar a língua dele. Vou tentar me comunicar com contas, espelhos e uma mulata
E terminamos em seu “Decálogo de 15” sobre a elegância:
1. Never brown in town.
2. Até 17 horas: ternos claros.
3. Depois das 17 horas: ternos escuros.
4. Preto é para luto, mafiosos e audiências no Vaticano.
5. Branco para bicheiros e quem está nas Bahamas.
6. Nunca comer pão com garfo.
7. Bêbado é quando não se consegue dar um double Windsor knot.
8. Não mencione.
9. Não importa quanto custou.
10. Melhor não tocar no assunto.
11. Sendo Príncipe de Gales pode tudo.
12. Never explain.
13. Never complain.
14. Gravata é um assunto sério.
15. Não intua. Não conclua...
Do 6 ao 10 estou indo mal, no 14 pequei. Meu score é triste!
Luiz diz:
Estou quebrando a cabeça sobre o dress code
Luiz diz:
Sou muito formal, não sei ir à feijoada de sábado
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu bem ia te perguntar sobre a vestimenta
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Uma camisa de linho branco, calça cáqui, chapéu e sandálias?
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Ou vamos de franceses dandies?
Luiz diz:
HAHAHAHAH
Luiz diz:
De boina e com uma baguete debaixo do braço e bigode pintado com rolha queimada
Luiz diz:
E um acordeom na mão
(...)
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu não sei falar a língua dele. Vou tentar me comunicar com contas, espelhos e uma mulata
E terminamos em seu “Decálogo de 15” sobre a elegância:
1. Never brown in town.
2. Até 17 horas: ternos claros.
3. Depois das 17 horas: ternos escuros.
4. Preto é para luto, mafiosos e audiências no Vaticano.
5. Branco para bicheiros e quem está nas Bahamas.
6. Nunca comer pão com garfo.
7. Bêbado é quando não se consegue dar um double Windsor knot.
8. Não mencione.
9. Não importa quanto custou.
10. Melhor não tocar no assunto.
11. Sendo Príncipe de Gales pode tudo.
12. Never explain.
13. Never complain.
14. Gravata é um assunto sério.
15. Não intua. Não conclua...
Do 6 ao 10 estou indo mal, no 14 pequei. Meu score é triste!
8 de ago. de 2007
Sereníssima
Vem falar de tempo, de diferenças, desafios. Da velocidade terrível da queda. De citações, imagens, coisas assimiladas que nos fazem e desconstroem. Do abismo de outra época, que ecoa hoje e amanhã para ser nomeado clássico.
Quer que todos os caminhos permeiem sua alma e extraiam as respostas exatas para charadas insolúveis. É vontade de plantar-se no mundo, de grudar em entranhas, de brotar dos céus para dominar do alto. Louros.
“Entra-se por mim na cidade da tristeza; entra-se por mim no abismo da eterna dor; entra-se por mim na mansão dos condenados. A eterna Justiça moveu Deus criar-me; obra sou da Divina Potestade, da suma sapiência, e do primeiro amor. Antes de mim não foram criadas, senão substâncias eternas, e eu eternamente duro. Vós, que em mim entrais, perdei toda a esperança de sair!”
Tempo.
Enquanto isso eu penso Web 2.0, ponderando se a escolha, mais uma escolha, a última, foi certa, mentindo que o solado será suficiente para que encontre um caminho, seguro que a vida é acima do skyline de um monitor. Mas sem saber para onde olhar. E a areia é fina, fina.
“Havia uma dessas ampulhetas na casa de meu pai. O orifício por onde a areia sai é tão fino que parece que a parte de cima nunca muda. Aos nossos olhos parece que a areia só acaba quando está no final. E até que aconteça, não vale a pena pensar até seu último momento. Quando já não há mais tempo. Quando não há mais tempo de se pensar.”
A ironia toda é que, ao acaso, Mahler me acolhe. Mas não elucida.
Quer que todos os caminhos permeiem sua alma e extraiam as respostas exatas para charadas insolúveis. É vontade de plantar-se no mundo, de grudar em entranhas, de brotar dos céus para dominar do alto. Louros.
“Entra-se por mim na cidade da tristeza; entra-se por mim no abismo da eterna dor; entra-se por mim na mansão dos condenados. A eterna Justiça moveu Deus criar-me; obra sou da Divina Potestade, da suma sapiência, e do primeiro amor. Antes de mim não foram criadas, senão substâncias eternas, e eu eternamente duro. Vós, que em mim entrais, perdei toda a esperança de sair!”
Tempo.
Enquanto isso eu penso Web 2.0, ponderando se a escolha, mais uma escolha, a última, foi certa, mentindo que o solado será suficiente para que encontre um caminho, seguro que a vida é acima do skyline de um monitor. Mas sem saber para onde olhar. E a areia é fina, fina.
“Havia uma dessas ampulhetas na casa de meu pai. O orifício por onde a areia sai é tão fino que parece que a parte de cima nunca muda. Aos nossos olhos parece que a areia só acaba quando está no final. E até que aconteça, não vale a pena pensar até seu último momento. Quando já não há mais tempo. Quando não há mais tempo de se pensar.”
A ironia toda é que, ao acaso, Mahler me acolhe. Mas não elucida.
7 de ago. de 2007
Em que parte da língua sinto o doce?
Acabo de assistir Sem Reservas, de Scott Hicks. Bonitinho e mais dramático do que prometia o cartaz ao chamá-lo de comédia romântica. Pipoca, Coca®, Mentos® e Mayara.
O mérito fica com a escolha da atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) para um papel que, seguindo a lógica dos grandes estúdios, caberia a chatinha e passada Dakota Fanning. Ela era boa, mas resolveu crescer e gritar demais. Ok, eles não são bonzinhos. Abigail está em alta.
E a tradução de “tartar” ficou por tártaro mesmo.
O mérito fica com a escolha da atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) para um papel que, seguindo a lógica dos grandes estúdios, caberia a chatinha e passada Dakota Fanning. Ela era boa, mas resolveu crescer e gritar demais. Ok, eles não são bonzinhos. Abigail está em alta.
E a tradução de “tartar” ficou por tártaro mesmo.
3 de ago. de 2007
2 de ago. de 2007
Um golinho de vinho, se lhe agrada
Pedir as dicas de vinho ao Luiz acabou transformando um encontro de amigos que harmonizam tudo muito bem com refrigerantes em um jantar com algumas responsabilidades. Trocamos os copos pelas taças e aguçamos nossas curiosidades e paladares pensando no que teríamos pela frente.
A boa pedida da noite era um fondue com base de queijo gruyère e um de chocolate, para a sobremesa. As indicações foram um branco – não devemos temer nem menosprezá-los – e um Porto. Quebramos um pouco o protocolo e compramos também um tinto para bater com o queijo.
E assim desenrolou-se a noite, entre suspiros de agrado e caretas de reprovação:
Usei uma receita básica para o fondue, que não é uma coisa que exija muitos segredos, com pão italiano, filão e ciabatta. O primeiro a ser desarrolhado foi o branco, Alamos Chardonnay, safra 2006 (Mistral). Para quem pensa que os brancos são levinhos, bem a cara de “lançamentos em livrarias chiques”, esse é uma surpresa. É bem intenso, casou perfeitamente com o gruyère. Aplaudido!
Terminada essa rodada, fomos para o tinto (sugestão minha, não culpem o Horta!), um Isla Negra, safra 2006, com 85% de Syrah e 15% de Cabernet Sauvignon (Enoteca Fasano). Com a boca e papilas limpas, ele é suave, bastante frutado, puxando para o cassis e com linda cor vermelho rubi, aveludada. Depois do queijo, ficou bastante adstringente, merecendo uma discreta careta.
Quando os pães acabaram e enxergamos o fundo da panela, partimos para o de chocolate, feito com barras de 70% de cacau e uma pitada de “ao leite”. Hora do convidado mais ousado e difícil de encontrar, um Porto Niepoort. Mais adocicado, com notas (finos que somos!) de frutas secas e especiarias. Ficou saboroso com nossa sobremesa, cada um com seu espaço merecido, sem concorrência. Mas tomamos pouco, porque gente leiga acha que Porto é pra ser apreciado em pequenos goles sorvidos de tacinhas miúdas.
Um sucesso! Será a rendição de jovens da geração “de cola não alcoólica” ao mundo do “mosto de uvas viníferas fermentado, com duração indefinida"?
*Publicado originalmente no Glupt!, de Luiz Horta.
A boa pedida da noite era um fondue com base de queijo gruyère e um de chocolate, para a sobremesa. As indicações foram um branco – não devemos temer nem menosprezá-los – e um Porto. Quebramos um pouco o protocolo e compramos também um tinto para bater com o queijo.
E assim desenrolou-se a noite, entre suspiros de agrado e caretas de reprovação:
Usei uma receita básica para o fondue, que não é uma coisa que exija muitos segredos, com pão italiano, filão e ciabatta. O primeiro a ser desarrolhado foi o branco, Alamos Chardonnay, safra 2006 (Mistral). Para quem pensa que os brancos são levinhos, bem a cara de “lançamentos em livrarias chiques”, esse é uma surpresa. É bem intenso, casou perfeitamente com o gruyère. Aplaudido!
Terminada essa rodada, fomos para o tinto (sugestão minha, não culpem o Horta!), um Isla Negra, safra 2006, com 85% de Syrah e 15% de Cabernet Sauvignon (Enoteca Fasano). Com a boca e papilas limpas, ele é suave, bastante frutado, puxando para o cassis e com linda cor vermelho rubi, aveludada. Depois do queijo, ficou bastante adstringente, merecendo uma discreta careta.
Quando os pães acabaram e enxergamos o fundo da panela, partimos para o de chocolate, feito com barras de 70% de cacau e uma pitada de “ao leite”. Hora do convidado mais ousado e difícil de encontrar, um Porto Niepoort. Mais adocicado, com notas (finos que somos!) de frutas secas e especiarias. Ficou saboroso com nossa sobremesa, cada um com seu espaço merecido, sem concorrência. Mas tomamos pouco, porque gente leiga acha que Porto é pra ser apreciado em pequenos goles sorvidos de tacinhas miúdas.
Um sucesso! Será a rendição de jovens da geração “de cola não alcoólica” ao mundo do “mosto de uvas viníferas fermentado, com duração indefinida"?
*Publicado originalmente no Glupt!, de Luiz Horta.
30 de jul. de 2007
2 de jul. de 2007
29 de jun. de 2007
21 de jun. de 2007
D-tox
Quero colocar fogo em meu guarda-roupa, passar a, finalmente, andar pelado e enterrar a Juliana Imai junto com o Gianfranco Ferré.
Vai passar.
Vai passar.
18 de jun. de 2007
Auto-estima? É para os fracos.
Para aplacar minha infinita tristeza com o fim de Siri e Alemão, um elogio simpático. De Flávia Durante, no Blah Blah Blog:
“SPFW
São Paulo Fashion Week é igual ao Oscar e Copa do Mundo. O povo fala mal mas adora dar pelo menos uma olhadinha...Bom, eu adoro o tema e acompanho tudo. Mas não dá pra deixar de rir com alguns momentos V.A. Pra se divertir com os exageros e gafes dê um pulo no Vodca Barata, no Papel Pop e no Blog de Moda, que estão fazendo uma cobertura super bem-humorada do evento.
Postado por Flávia Durante às 01:15 1 comentários”
De Bean, no Trash it Up:
"Os queridos do Sampaist Mayara, LucasOf e Lígia estão lá 24h/7 e fazendo um blog incrível. Absurdinho, olha só."
“SPFW
São Paulo Fashion Week é igual ao Oscar e Copa do Mundo. O povo fala mal mas adora dar pelo menos uma olhadinha...Bom, eu adoro o tema e acompanho tudo. Mas não dá pra deixar de rir com alguns momentos V.A. Pra se divertir com os exageros e gafes dê um pulo no Vodca Barata, no Papel Pop e no Blog de Moda, que estão fazendo uma cobertura super bem-humorada do evento.
Postado por Flávia Durante às 01:15 1 comentários”
De Bean, no Trash it Up:
"Os queridos do Sampaist Mayara, LucasOf e Lígia estão lá 24h/7 e fazendo um blog incrível. Absurdinho, olha só."
Diálogos sem voz (a.k.a. Afiando as facas)
Das conversas com Luiz Horta pelo messenger, com o nick “Nasci para ter um açougue em um bairro calmo”:
Luiz diz:
oi lucas
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Olá
Luiz diz:
açougue de boa carne?
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Esteja certo q sim!
Luiz diz:
manda um bife de chorizo aqui pra mim
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
E seria um mestre em cortes
Luiz diz:
olha
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
É pra já, chefia
Luiz diz:
pode dar dinheiro
Luiz diz:
eu nasci para morar no bairro calmo com um bom açougue
(...)
Luiz diz:
bom spwf! cambio e desligo. quero tambem meio quilo de alcatra, sem contrapeso.
PS: Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.
Luiz diz:
oi lucas
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Olá
Luiz diz:
açougue de boa carne?
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Esteja certo q sim!
Luiz diz:
manda um bife de chorizo aqui pra mim
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
E seria um mestre em cortes
Luiz diz:
olha
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
É pra já, chefia
Luiz diz:
pode dar dinheiro
Luiz diz:
eu nasci para morar no bairro calmo com um bom açougue
(...)
Luiz diz:
bom spwf! cambio e desligo. quero tambem meio quilo de alcatra, sem contrapeso.
PS: Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.
Assinar:
Postagens (Atom)