Mostrando postagens com marcador Jornal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornal. Mostrar todas as postagens

3 de mar. de 2023

Vem comigo que no caminho eu explico

Eu não sou uma pessoa que se sente confortável com grandes mudanças, rompimentos, o que o mercado de trabalho graciosamente buscou em língua estrangeira o termo “disrupção” para batizar. Brincava com os amigos e amigas que me ladeiam (peço que guarde esse segredo!) que minha vontade era fundar uma agência chamada “Zona de Conforto”, para quem é competente, gosta do que faz e também aprecia a sensação do conforto e acolhimento similar à do útero materno. 

Hoje, evoluindo com minha formação e minha carreira, também entendo que, no úmido ambiente uterino, seguimos o ritmo frenético das batidas do coração alheio, bem como as variações de humor e hormônios, sendo bombardeados por informações e cobrados a evoluir e “nos formar”, física e emocionalmente, desde que compusemos as primeiras divisões celulares. Já cheios de metas a cumprir e avaliações periódicas. Portanto, há que se encontrar um meio termo, aprender com as experiências, pivotar e evoluir. Reimaginar, recriar, repensar todo novo dia. 

Por isso agradeço ao Pedro Vitor de Melo Alves 🏳️‍🌈, mentor da minha carreira, parceiro nas trincheiras #LGBTQIAP+ e amigo, por ter me indicado e incentivado a fazer o eMBA na Fundação Dom Cabral, que concluí este mês depois de um período de grandes questionamentos, desafios, trocas, aprendizados e, claro, mudanças. Agradeço também a Mastercard e a Sarah Buchwitz por terem me proporcionado essa jornada, aos professores e professoras da FDC, que muitas vezes fizeram patê do meu cérebro, a Vanessa Amaral, Monique e Camila, que seguraram as rédeas da turma 112, aos colegas de turma, a minha mãe, que sempre deu todas as bases e condições pros meus estudos (e muito amor) e ao meu irmão, professor da Unicamp, com uma porção de doutorados e livros publicados, que é meu maior exemplo e esteio. 

Que eu seja um profissional cada vez mais consciente dos meus privilégios, inclusivo e trabalhando para um mundo mais justo e com oportunidades para todas as pessoas. Bora sacudir minha vida e esse planeta pra causar um impacto positivo, efetivo e duradouro.

30 de jan. de 2014

Pkou!

Uns oito anos atrás, não tenho muita certeza, quando "vacilava entre a infância e a juventude" e tremulava entre a adolescência e a vida adulta, vi um quadrinho do Laerte na Folhateen que conseguiu colocar em uma página – de jornal, para compor da melhor forma aquele momento de um estudante de jornalismo – toda a intensa enxurrada de sentimentos do período.

Separei a página, com o bonito som da folha rasgando na lombada do caderno, e enquadrei. Pendurei na parede do apartamento de São Bernardo. Postei em meu fotolog. Lembrei do quadrinho em várias ocasiões, dias, tardes, noites. Mudei para São Paulo e, até hoje, o quadro está pendurado na escada de casa, onde passo todos os dias. Ora adulto, ora adolescente. Sempre pensando no Apache.

E foi essa mesma história, foram esses traços e texto que Laerte escolheu para inaugurar seu espaço no Brasil Post (The Huffington Post Brasil). Talvez uma parte de minha alma confusa se encontre com a dele ao longo desses inesquecíveis nove retângulos.

--

P.S.: Hoje, coincidentemente, é o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos. =)

23 de ago. de 2013

Recortes da semana

Você é uma cidade?
"(...) Você poderá voltar às mesmas ruas muitas vezes, deve fazê-lo na verdade, mas nenhum outro momento terá a surpresa daqueles instantes iniciais, quando os nossos olhos são puros e o nosso coração é virgem outra vez. Pode-se amar uma cidade a vida inteira, mas é impossível descobri-la duas vezes.

(...) temos de ser descobertos, nomeados e mapeados. É pelo olhar amoroso do outro que nos revelamos. É no olhar do outro que nos re-conhecemos. Como uma cidade. Um país. Um mundo que o outro queira habitar – e transformar em sua casa
."

Lost in Translation: Molly Ringwald, a garota de rosa-shocking relembra época em Paris
"(...) Vendi minha casa, guardei meus móveis num depósito e coloquei o que restou em sete malas. Ao desembarcar na capital francesa, aluguei um estúdio na Rue de Montpensier, que contorna o Palais Royal – Didier Ludot, o rei do vintage na cidade, acabara de inaugurar seu brechó logo abaixo do meu apartamento. Não demorou muito para que me apaixonasse – primeiro por Paris; depois por Henri.

(...) Fiz minha família cruzar as pontes do Sena inúmeras vezes, enquanto recuperava memórias. 'Por que estamos aqui?', minha filha perguntou quando caminhávamos pela Pont Marie. 'Porque', lhe disse, 'foi aqui que a mamãe cresceu
'."

--


         Dos momentos mais lindos que já vivi em Paris

29 de jan. de 2013

Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou

Da Folha de S. Paulo / NYT

(...) Criados na era do "ficar", os jovens da geração do milênio (também conhecidos como geração Y), que agora estão começando a pensar em se assentar, vêm subvertendo as regras da sedução.

(...) Eles entram em contato por mensagens de texto, posts no Facebook, MSN ou semelhantes e outras formas de "não encontros". Tudo isso vem deixando uma geração que não sabe como conseguir um namorado ou uma namorada.

"O novo encontro não é um encontro, é passar tempo juntos", comentou Denise Hewett, 24, produtora de TV em Nova York que está criando um seriado sobre essa nova paisagem romântica. Como um amigo lhe disse: "Não gosto de levar uma garota para sair. Gosto que ela me encontre em alguma coisa que estou fazendo - ir a um evento, um show, por exemplo".

(...) O problema, disse ela, é que "os jovens de hoje não sabem o que fazer além de 'ficar'.

(...) Para fazer a corte a alguém do modo tradicional - ou seja, pegar o telefone e convidar a pessoa para sair - era preciso coragem, planejamento e um investimento considerável de ego (uma rejeição ouvida pelo telefone dói).

Não é o caso com as mensagens de texto, os e-mails, o Twitter. (...) No contexto do relacionamento, esses tipos de comunicação dispensam o charme, em grande medida.

Diante de um fluxo interminável de solteiros entre os quais escolher nos sites de encontros on-line, muitas pessoas têm medo de estar perdendo alguma coisa interessante, então optam pela abordagem "speed-dating" - ou seja, passam rapidamente por grande número de pretendentes. (...)

"É como jogar dardos contra um alvo", disse Joshua Sky, 26, coordenador de "branding" em Manhattan. "Alguma hora uma das setas vai grudar no alvo."

Há outra razão que explica por que os encontros à moda tradicional tornaram-se obsoletos. Se o objetivo do primeiro encontro era saber um pouco sobre as origens do pretendente, seu grau de instrução, suas tendências políticas e seus gostos, hoje o Google e o Facebook cuidam de tudo isso. (...)


Matéria completa: Jovens subvertem regras da sedução com 'não encontros'

26 de dez. de 2007

Lendo a Folha de S. Paulo ao som dos fogos e sabor de champagne

É tão bom ler a Folha nesses dias de intervalo entre o Natal e o Ano Novo. Tão fininha, tão sucinta, tão fluida.

A matéria (sim, matéria. Meu Manual de Redação e Estilo aceita) sobre as festas de Natal na Daslu ficou sensacional . Olacyr de Moraes é o nosso Hugh Hefner! Será que tem uma vaga para mim no carro dele?

E os obituários já estão super “The New York Times”. Hoje com “Maria Albino e a arte de Araraquara”. Tudo porque Matinas Suzuki Jr. entregou uma prova do livro que vai lançar, uma compilação com os melhores obituários do NYT, para o Otavio Frias Filho. Ele não perdeu tempo e já começou com a modinha aqui em nossas terras, antes que a publicação chegue às livrarias e todo mundo faça. Matinas também já deu o “start” nos obituários da rede de jornais Bom Dia, no interior do Estado.

A graça dos obituários? Que a morte não é notícia, mas sim a vida que a pessoa teve. O que dali pode ser ressaltado, já que a morte é certa para todos. Meio antagônico.
--
Esse foi mais um post “falta de assunto” antes da minha retrospectiva.

11 de abr. de 2007

Cartas sobre a adolescência

Sempre achei difícil - antes, durante ou agora, sofrivelmente depois dela - sintetizar a adolescência. Resumir em palavras os entraves com identidade, com caminhos, vontades, novidades e mudanças (ah, as mudanças...). As mais rebuscadas não serviam, porque deixavam tudo ainda mais complicado. E as simples não davam conta de tanta enormidade emaranhada de vida batendo taquicárdica.

Foi tropeçando nesse tempo, sempre marrento, teimoso e malcriado, que encontrei um pedaço de Neruda via Gustavo Ioschpe e Octavio Paz via meu irmão. Mudanças, identidade, rostos que não se reconhecem, estrangeiro em sua própria morada. Um tempo de suspensão numa existência que segue, em poucos e intensos anos, ondeando.

Os textos podem não iluminar ou tornar clarividente, mas é sempre reconfortante saber que, por mais que neguemos, algum adulto nos entende.

Depois, passado, “cambiamos y nunca más supimos quiénes éramos”.
--
Adilia em férias, Lemp em férias. Novos canais, briefing, Sampaist, SPFW, editar canais, reunião, Sampaist, briefing, contratos, telefone, contas, SPFW, notas, novos canais.
--
"(...) Es tarde, tarde. Y sigo. Sigo con un ejemplo
tras otro, sin saber cuál es la moraleja,
porque de tantas vidas que tuve estoy ausentey soy,
a la vez soy aquel hombre que fui."

Tal vez es éste el fin, la verdad misteriosa.

La vida, la continua sucesión de un vacío
que de día y de sombra llenaban esta copa
y el fulgor fue enterrado como un antiguo príncipe
en su propia mortaja de mineral enfermo,
hasta que tan tardíos ya somos, que no somos:
ser y no ser resultan ser la vida.

De lo que fui no tengo sino estas marcas crueles,
porque aquellos dolores confirman mi existencia."

No hay pura luz, de Pablo Neruda

21 de set. de 2005

Sexo animal

Mais uma do mundo da piada pronta:

"Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos frequentado por zoofilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda-feira.

A vítima, de 40 anos, sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato.

Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou.

As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.
A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais.

O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia" AFP

20 de set. de 2005

Pudins de cachaça

Do mundo da piada pronta:

"Os amigos Carlos Roberto Aquino, 39 anos, e Joel da Silva, 23, queriam descobrir qual dos dois bebiam mais. No sábado, sentaram-se um bar, no povoado Cobra D'Água, município de Pacatuba, a 116 quilômetros de Aracaju, e beberam até morrer.

Carlos morreu no local, enquanto Joel foi levado para um dos hospitais do interior, mas não resistiu. Ambos tiveram intoxicação por excesso de álcool.

O desafio entre os amigos era saber quem teria coragem de beber um copo cheio de cachaça pura. Nesta brincadeira, consumiram oito garrafas de cachaça. O primeiro a cair, no próprio bar, foi Calos Roberto. Joel ainda chegou a ir para casa, depois foi medicado num posto de saúde. Ao retornar para casa, dormiu e não acordou mais." US

Pelo menos o Joel ganhou a aposta.