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25 de jul. de 2024

Terra Altar

Entre o céu e a terra, um inesperado caminho de rios pelo qual navega um povo que tem a força de quem vive do que planta, do que pesca, do que cria, e que carrega a esperança de dias melhores nas palmas das mãos e no cortado de palma. E num sorriso que nenhuma intempérie aplaca.

Pedimos licença. Para entrar em um lugar sagrado é preciso despir-se. Pés descalços para dançar de acordo com o vento que sacode as bandeiras de São João e esculpe rocha que um dia foi mar. Mares, montes, desertos. A vida acontece no movimento, no encontro com o desconhecido. Caminhar por um santuário chamado Chapada Diamantina, uma Bahia suspensa. 

O sagrado está dentro da gente. Gente que carrega a fé na jornada de um dia. Gente que carrega fé na terra arada que tudo dá. Mãe d’água que protege o pantanal, que alimenta o Quilombo. Que traz na rede do pescador a comida que nutre a aldeia. As mãos da cozinheira que preparam a fruta verde como prato principal quando a fome chega fora de hora. Aqui os amanheceres não esperam o tempo de amadurecer. Godó de banana. Palma cortada que enche a cumbuca. Vatapá pra São Cosme & Damião. Ritual embalado em renda que se transforma em oração. 

Da arte rupestre que narra a vida que já estava ali milhares de anos antes dos nossos passos, até os passos de dança dos rituais e do caminhar para semear e colher. Venha com a gente viver a expedição Chapada Diamantina, uma Terra Altar cravada no Nordeste de um Brasil que resiste. Que existe. 

*Uma viagem com Carol Daher, coisa mais linda do mundo!®



3 de mar. de 2023

Vem comigo que no caminho eu explico

Eu não sou uma pessoa que se sente confortável com grandes mudanças, rompimentos, o que o mercado de trabalho graciosamente buscou em língua estrangeira o termo “disrupção” para batizar. Brincava com os amigos e amigas que me ladeiam (peço que guarde esse segredo!) que minha vontade era fundar uma agência chamada “Zona de Conforto”, para quem é competente, gosta do que faz e também aprecia a sensação do conforto e acolhimento similar à do útero materno. 

Hoje, evoluindo com minha formação e minha carreira, também entendo que, no úmido ambiente uterino, seguimos o ritmo frenético das batidas do coração alheio, bem como as variações de humor e hormônios, sendo bombardeados por informações e cobrados a evoluir e “nos formar”, física e emocionalmente, desde que compusemos as primeiras divisões celulares. Já cheios de metas a cumprir e avaliações periódicas. Portanto, há que se encontrar um meio termo, aprender com as experiências, pivotar e evoluir. Reimaginar, recriar, repensar todo novo dia. 

Por isso agradeço ao Pedro Vitor de Melo Alves 🏳️‍🌈, mentor da minha carreira, parceiro nas trincheiras #LGBTQIAP+ e amigo, por ter me indicado e incentivado a fazer o eMBA na Fundação Dom Cabral, que concluí este mês depois de um período de grandes questionamentos, desafios, trocas, aprendizados e, claro, mudanças. Agradeço também a Mastercard e a Sarah Buchwitz por terem me proporcionado essa jornada, aos professores e professoras da FDC, que muitas vezes fizeram patê do meu cérebro, a Vanessa Amaral, Monique e Camila, que seguraram as rédeas da turma 112, aos colegas de turma, a minha mãe, que sempre deu todas as bases e condições pros meus estudos (e muito amor) e ao meu irmão, professor da Unicamp, com uma porção de doutorados e livros publicados, que é meu maior exemplo e esteio. 

Que eu seja um profissional cada vez mais consciente dos meus privilégios, inclusivo e trabalhando para um mundo mais justo e com oportunidades para todas as pessoas. Bora sacudir minha vida e esse planeta pra causar um impacto positivo, efetivo e duradouro.

7 de mar. de 2018

Uma pedra

- O que às vezes a gente não percebe é que ele está pensando três passos na nossa frente.
- A única coisa que eu consigo notar são os tropeços mais bem pagos da história.

8 de ago. de 2013

BRAVO!

"Há despedidas que não encontram tradução. O que falar diante de um amigo que se muda para bem longe, um amor que morre, um projeto querido que se interrompe? Às vezes, o melhor - o mais preciso e eloquente - é dar adeus em silêncio."

Armando Antenore

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11 de mar. de 2013

Rede de Parceiros

Nunca escrevi um e-mail de despedida ao sair das empresas em que trabalhei. Rascunhei, agendei horário de envio, inseri os endereços das pessoas, mas nunca apertei enviar. Tudo por simbolismo, talvez. Não gostaria de encerrar nada ali. Queria carregar comigo os bons momentos, as pessoas que transpassaram minha vida além do profissional, o quanto aprendi e cresci em cada um desses lugares, o quanto me diverti, o quanto não me arrependi por ter seguido meus instintos na carreira. Ou o quanto aquilo foi chato pra caramba, sejamos honestos.

E ainda que seja um adulto_profissional, com Linkedin, carteira assinada, responsabilidades e obrigações, nada disso interessa ou conta quando nos pegamos fantasiando nossas vidas, como fossem os dias um perfeito roteiro, com o melhor dos finais. Minha passagem pela área de parcerias foi um pouco assim. O convite era para assumir uma área “cansada”, a qual não sabiam muito bem para onde apontar. Vim imaginando que seria um grande pepino e que teria uma porção de problemas. Longe disso.

Tive pouco a ensinar. A maior parte de meus quase dois anos aqui foi tentar extrair de cada um de vocês um potencial esmorecido pelo histórico. Vocês sabiam muito bem o tamanho de cada um, o espaço e especialidade de cada um e como fazer com isso uma trama firme, uma equipe coesa e que sabe trabalhar e encontrar saídas para as mais diversas situações, com pouca margem de manobra. E quem foi chegando logo percebeu esse perfil e soube se posicionar, agregar e entender que é parte fundamental do trabalho dos demais. E crescemos.

Aprendi muitíssimo. A ter uma equipe, o que refletir, o que absorver, o que é lealdade, honestidade e o real sentido de um time e trabalhar junto para um objetivo comum. Pude contar com vocês em todos os momentos. Imagino serem raros os “chefes” que nunca se sentiram desamparados ou “na mão” um dia sequer durante mais de um ano de trabalho em grupo.

Que nos cruzemos outras vezes pelo mundo profissional, como chefes, chefiados ou pares, que suas carreiras sejam alegres e abençoadas.  =)

Obrigado.

21 de ago. de 2012

Das despedidas momentâneas

" (...) Mas porque eu passava o dia ao lado dos meus amigos. Juntos. Ou, como diria um amigo meu, em sueco: 'tillsammans'.

E isso é precioso demais.

O que me consola em grande parte nessa despedida é saber que eu não estou deixando para trás aquilo que me fez mais feliz nesse tempo todo.

Obrigado pela alegria de todos os dias, pelos ppt's de algumas madrugadas, pelos bolos repartidos e por ter a honra de poder aprender a trabalhar ao lado de vocês".

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Despedida de Kristen Wiig do SNL, com Mick Jagger

19 de mar. de 2008

Seguro desemprego

De repente, a bancada do PHA levantou e deixou o prédio, e o site dele deixou o mundo virtual. E ninguém sabe, ninguém viu. Agora, só via Web Archive. Mais por Azenha.

20 de jan. de 2008

Ao vivo

Via e-mail, direto da Bienal/SPFW:

"Perdemos o desfile do Wilson Ranieri que acabou de começar, o técnico ainda está no telhado da Bienal tentando resolver o problema".

O gato subiu no telhado...

19 de jan. de 2008

Burp

Já tomei tanto energético e Coca-cola genérica aqui no SPFW que comecei a arrotar osteoporose.

18 de jan. de 2008

Here comes the sun

No meio do São Paulo Fashion Week, na sala de imprensa, cercado por jornalistas e cobranças, me pego cantando em voz alta – logo eu, que nunca faço isso – “little darling, it´s been a long cold lonely winter”. É o final dos tempos no começo de um novo ano.

14 de dez. de 2007

Entretenimento para ricos em almoço

"Colaboradores, estagiários e jovens aprendizes,

Informamos que os kits de Natal (ave e lombo temperados e congelados) já estão disponíveis para retiradas e estão sendo distribuídos por um caminhão na esquina da Rua Amauri (em frente ao restaurante Parigi).

Gerência de Recursos Humanos"

Isso sim é que é diversão.

18 de set. de 2007

Não é para os fracos

Paula e eu (sem Bebeto), grande amiga e coordenadora do núcleo de celebridades do iG, falávamos sobre a “old school” dos drogados contra os “junkies nem generation”. Courtney Love usa(va) de tudo, faz(ia) de tudo e nada derruba(va) a mulher. Aí vêm esses novos, todos educados a base de iogurte, dão uma cutucada com heroína e já saem decadentes pelas ruas.

Vou lançar uma campanha em prol da dignidade e do glamour dos velhos tempos dos drogaditos, quando tínhamos grandes conflitos e durabilidade, não essa velocidade de novela das oito com tramas pouco elaboradas. Para os espectadores sóbrios, é terrível não ter novidades e não poder se apegar a um personagem.

3 de set. de 2007

No Twitter

De kalundum porque não sento mais ao lado de Adilia Belotti. A viGda perdeu um bocado de graça.

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Quanto mais novidade na internet, menos gosto dela e menos as pessoas percebem a vida. Qual a próxima, Zygmunt?

21 de jun. de 2007

D-tox

Quero colocar fogo em meu guarda-roupa, passar a, finalmente, andar pelado e enterrar a Juliana Imai junto com o Gianfranco Ferré.

Vai passar.

18 de jun. de 2007

Auto-estima? É para os fracos.

Para aplacar minha infinita tristeza com o fim de Siri e Alemão, um elogio simpático. De Flávia Durante, no Blah Blah Blog:

“SPFW
São Paulo Fashion Week é igual ao Oscar e Copa do Mundo. O povo fala mal mas adora dar pelo menos uma olhadinha...Bom, eu adoro o tema e acompanho tudo. Mas não dá pra deixar de rir com alguns momentos V.A. Pra se divertir com os exageros e gafes dê um pulo no Vodca Barata, no Papel Pop e no Blog de Moda, que estão fazendo uma cobertura super bem-humorada do evento.
Postado por Flávia Durante às 01:15 1 comentários”

De Bean, no Trash it Up:

"Os queridos do Sampaist Mayara, LucasOf e Lígia estão lá 24h/7 e fazendo um blog incrível. Absurdinho, olha só."

16 de jun. de 2007

Justa causa dissimulada. Ou customizada.

Como diria Paula Balsinelli, amiga – grande amiga – e mentora dos jogos de xadrez da vida, quem inventou a moda (e o poema) é idiota. Da parte do poema eu discordo, da outra, depois de quatro dias confinado na Bienal, já não sei mais.

Além de agüentar vaidades, banalidades, senilidades, sensibilidades, má educação, pressão, falta de noção, ainda tenho que ouvir que meu chefe quer muitos biquínis na home de nossa página especial e ver o cofrinho de nosso ombudsman – que como disse Tutty Vasques, parece ser vestido pela filha do Dunga - em visita ao nosso lounge.

Acho que vou escrever para ele dizendo que apelar por cliques é triste e antiético e para meu chefe dizendo que é feio homens usarem cintura muito baixa e camisa muito alta e justa com barriga.

E gente que não veio, não viu e quer contar e comer de colher. E palpitar. E diminuir.

Sim, péssimo humor. E ainda terei que pagar a conta do meu celular.

Mas gostando muito de trabalhar com os outros peões, tanto do conteúdo quanto do estúdio, dando um duro danado e fazendo um bonito trabalho.

14 de jun. de 2007

Nada mais gostoso que um Bubaloo banana...

Depois de um tour latino-americano com os quatro do Minhocão - Lemp (o homem que vai onde a notícia está e crítico musical), Fountains (a sensatez rock´n roll), Lucasof (o Censo) e Yaya (a caçula mimada que faz cara de dó e intérprete com pigarro) e muitas horas – muitas – acampado em aeroportos, voltei com minha gripe para terras brasileiras e fui direto para a Bienal, acompanhar o SPFW.

Hotsite: http://www.moda.ig.com.br/especial/
Blog: http://moda.blig.ig.com.br/

Espero sobreviver e poder retomar, um dia, os post freqüentes aqui. Saudades de blogar para mim, por nada de mais.

15 de fev. de 2007

Breve resumo do (meu) tempo

Nas duas últimas semanas eu fui ao estádio de futebol pela primeira vez para ver um jogo, comi canole na Moóca, fui à Festa do Ano Novo Chinês na Liberdade, comi na Bakery Itiriki - viva a aldeia global - e tomei a soda mais divertida do mundo.

Recebi um convite para a inauguração da exposição “Corpo Humano: Real e Fascinante”, com os corpos plastinados do Dr. Gunther von Hagens e a polêmica sobre a origem deles.

Ganhei um “braço-direito” no trabalho, a Mayara, leiga em internet e ganhando mais que eu (pra variar. Deus salve o RH e tudo mais no iG). Bom tê-la no time.

Assumi, depois de um e-mail oportuno, que a Tati é mesmo incrível, é A pessoa da arquitetura, e que vivemos nossas adolescências muito bem, com dores e delícias e excessos e faltas.

Aprendi sobre o “nouvelle manga”, experimentei pitaia, tive ciúmes, medo, raiva. Chorei. Mas ri muito. Cansei, dormi pouco, perdi a hora, andei menos de bicicleta, quase não desci do carro. Tomei chuva. Ah, chuva...E conversei sentado na sacada de casa, pra qual comprei cadeiras novas. Sou repetitivo e medroso. Engano bem.
Feliz.

Ansiedade para o meu aniversário e não trabalho no carnaval. "Não me diga mais quem é você..."