"Trust is the fundamental principle for how we connect, for how we communicate and how we actually make things happen. Today we make thousands and thousands of decisions that involve trust, both in our personal and professional relationships. (…) Sometimes that trust is explicit, but often it’s actually unstated, it’s unspoken. Trust is most often manifested in facial, vocal and gestural cues that we all do. (…) Perhaps, most importantly, we trust people based on our perception of how much they genuinely care. Empathy and emotional intelligence are wright at the core of building trust relationships. And ultimately, we all know that we can’t live or work alongside people we don’t trust and whom don’t trust us back."
(Dr. Rana el Kaliouby's opening keynote at the Affectiva Emotion AI Summit 2018: Trust in AI)
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4 de out. de 2018
18 de set. de 2018
Felicidade ou satisfação: o que esperar da vida?
(Texto do meu irmão Duda, a.k.a. Luiz Estevam*)
Chega a impressionar como encontramos infinitas maneiras de complicar nosso cotidiano. Dentre as inúmeras formas de complicar nossa existência, uma que se destaca é o quanto evitamos ser felizes. Você deve estar pensando que o autor do texto enlouqueceu: “Tudo o que as pessoas querem é ser felizes! Como ele diz o contrário?”.
A resposta é óbvia, mas não simples. Em primeiro lugar, temos que tentar definir felicidade, e isso é muito difícil. A maioria de nós associa felicidade a um tempo ou uma coisa fora de nós mesmos. Condicionamos a felicidade.
Para ajudar a dissolver esse engano, vamos pensar juntos. Precisamos distinguir satisfação de felicidade. Satisfação é condição necessária da vida. Tenho sede: se não beber água, morro. Se beber, vivo. Ter um mínimo de satisfação é, portanto, imperativo em nossa vida. Além das necessidades básicas a serem satisfeitas, uma existência digna e confortável – estou falando de bens materiais mesmo – é fundamental. Ter é algo que nos satisfaz. Ao menos momentaneamente.
O problema da satisfação é que ela tende a ser passageira. Tenho um celular que me satisfaz em todas as necessidades (e bizarrices) que um celular pode ter. Mas basta saber que lançaram um modelo melhor (ou que alguém já tem esse aparelho) que uma voz surge em nossa cabeça: estou insatisfeito e quero mais. Essa constante, ou quase constante, sensação de buraco interno só é preenchível pela satisfação de um desejo. Mas essa satisfação é profundamente enganosa. Ela não é felicidade, mas euforia, alegria. Passa rápido. Pulamos de desejo em desejo, buscando o efeito extremante prazeroso e evanescente da satisfação de necessidades muitas vezes criadas por nós mesmos.
Por outro lado, é perfeitamente possível viver sem ser feliz. Um escravo pode ter suas necessidades mínimas satisfeitas, mas nunca será feliz. Pois felicidade implica duas coisas de antemão: liberdade e segurança. Se eu for livre e me sentir seguro, posso começar a entender que felicidade é um estado mais duradouro da existência. Longe dos sorrisos que nunca cessam das tradicionais propagandas de margarina e de viagens. Pense como seria a vida se ela estivesse em modo constante de gargalhada. Como dormir se estou eufórico? Como fruir um bom livro, filme ou episódio de série se estou rindo sem parar?
Aproveitar com intensidade a exuberância criativa da vida não é estar em desequilíbrio o tempo todo, como se buscássemos a próxima dose da droga da felicidade (aliás, há muita gente lucrando com elixires da felicidade por aí...).
Não há sentido na vida que não a de uma existência feliz (livre e segura, lembremos). Ser feliz implica reconhecer que há muito de incontrolável na vida. Mas também que há muito sobre o que podemos ter alguma gerência: nossa individualidade, caráter, escolhas, personalidade. Como nenhum de nós é igual ao outro, o que me deixa genuinamente feliz é algo que é realmente autêntico. Quando busco ser feliz de verdade não há receita.
Resumindo: seja feliz por ser você mesmo, pois a felicidade que funciona para seu vizinho não lhe serve. A felicidade – a real – não está na foto do Instagram, mas em entender por que preciso postar tudo em redes sociais. A felicidade está em acatar que cabe muita tristeza na vida, pois do contrário jamais haveria alegria. Uma vida que por vezes contém tristeza, decepção, frustração, mas em que há reflexão, conhecimento de si e ética, é muito mais plena (portanto feliz!) do que uma vida cheia de coisas e planos que satisfazem, mas que é vazia de sentido.
*LUIZ ESTEVAM DE OLIVEIRA FERNANDES é historiador formado pela Unicamp com pós-doutorado pela University of Texas at Austin. Autor de livros como “Santos Fortes” (com Leandro Karnal; Ed. Rocco). IN Revista Delboni Auriemo V.1 N.16/2018
Happiness from Steve Cutts on Vimeo.
Chega a impressionar como encontramos infinitas maneiras de complicar nosso cotidiano. Dentre as inúmeras formas de complicar nossa existência, uma que se destaca é o quanto evitamos ser felizes. Você deve estar pensando que o autor do texto enlouqueceu: “Tudo o que as pessoas querem é ser felizes! Como ele diz o contrário?”.
A resposta é óbvia, mas não simples. Em primeiro lugar, temos que tentar definir felicidade, e isso é muito difícil. A maioria de nós associa felicidade a um tempo ou uma coisa fora de nós mesmos. Condicionamos a felicidade.
Para ajudar a dissolver esse engano, vamos pensar juntos. Precisamos distinguir satisfação de felicidade. Satisfação é condição necessária da vida. Tenho sede: se não beber água, morro. Se beber, vivo. Ter um mínimo de satisfação é, portanto, imperativo em nossa vida. Além das necessidades básicas a serem satisfeitas, uma existência digna e confortável – estou falando de bens materiais mesmo – é fundamental. Ter é algo que nos satisfaz. Ao menos momentaneamente.
O problema da satisfação é que ela tende a ser passageira. Tenho um celular que me satisfaz em todas as necessidades (e bizarrices) que um celular pode ter. Mas basta saber que lançaram um modelo melhor (ou que alguém já tem esse aparelho) que uma voz surge em nossa cabeça: estou insatisfeito e quero mais. Essa constante, ou quase constante, sensação de buraco interno só é preenchível pela satisfação de um desejo. Mas essa satisfação é profundamente enganosa. Ela não é felicidade, mas euforia, alegria. Passa rápido. Pulamos de desejo em desejo, buscando o efeito extremante prazeroso e evanescente da satisfação de necessidades muitas vezes criadas por nós mesmos.
Por outro lado, é perfeitamente possível viver sem ser feliz. Um escravo pode ter suas necessidades mínimas satisfeitas, mas nunca será feliz. Pois felicidade implica duas coisas de antemão: liberdade e segurança. Se eu for livre e me sentir seguro, posso começar a entender que felicidade é um estado mais duradouro da existência. Longe dos sorrisos que nunca cessam das tradicionais propagandas de margarina e de viagens. Pense como seria a vida se ela estivesse em modo constante de gargalhada. Como dormir se estou eufórico? Como fruir um bom livro, filme ou episódio de série se estou rindo sem parar?
Aproveitar com intensidade a exuberância criativa da vida não é estar em desequilíbrio o tempo todo, como se buscássemos a próxima dose da droga da felicidade (aliás, há muita gente lucrando com elixires da felicidade por aí...).
Não há sentido na vida que não a de uma existência feliz (livre e segura, lembremos). Ser feliz implica reconhecer que há muito de incontrolável na vida. Mas também que há muito sobre o que podemos ter alguma gerência: nossa individualidade, caráter, escolhas, personalidade. Como nenhum de nós é igual ao outro, o que me deixa genuinamente feliz é algo que é realmente autêntico. Quando busco ser feliz de verdade não há receita.
Resumindo: seja feliz por ser você mesmo, pois a felicidade que funciona para seu vizinho não lhe serve. A felicidade – a real – não está na foto do Instagram, mas em entender por que preciso postar tudo em redes sociais. A felicidade está em acatar que cabe muita tristeza na vida, pois do contrário jamais haveria alegria. Uma vida que por vezes contém tristeza, decepção, frustração, mas em que há reflexão, conhecimento de si e ética, é muito mais plena (portanto feliz!) do que uma vida cheia de coisas e planos que satisfazem, mas que é vazia de sentido.
*LUIZ ESTEVAM DE OLIVEIRA FERNANDES é historiador formado pela Unicamp com pós-doutorado pela University of Texas at Austin. Autor de livros como “Santos Fortes” (com Leandro Karnal; Ed. Rocco). IN Revista Delboni Auriemo V.1 N.16/2018
Happiness from Steve Cutts on Vimeo.
11 de mar. de 2018
Call me by your name...
“We had the stars, you and I. And this is given once only.”
... and I'll call you by mine.
--
"... if there is pain, nurse it, and if there is a flame, don't snuff it out, don't be brutal with it. Withdrawal can be a terrible thing when it keeps us awake at night, and watching others forget us sooner than we'd want to be forgotten is no better. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster than we should that we go bankrupt by the age of thirty and have less to offer each time we start with someone new. But to feel nothing so as not to feel anything — what a waste!”
--
15 de mai. de 2017
Fingindo poesia nos projetos da firma
O perfume é um momento de encanto, que desperta sensações, vontades, memórias. Tem tudo a ver com estado de espírito, identidade, como nos preparamos e nos mostramos para o mundo. Pode dar o tom para o cotidiano e nos transportar para lugares distantes.
Por isso Xxxxxx e Vogue convidam um selecionado grupo para um passeio na fábrica da Xxxxxx, um local que exalta a natureza, a inovação, o bem-estar e a sustentabilidade. Uma imensidão de cheiros e sensações que nascem da mistura dos ingredientes, ambientes e gentes.
Emulando o processo de criação de um perfume, os convidados passarão por uma imersão em um ambiente lúdico e sensorial, ao longo do qual encontrarão uma série de experiências que despertarão cada um dos cinco sentidos humanos. Aos moldes de grandes eventos e atrações atuais, como a peça Off Broadway “Sleep no More”, o Museu do Amanhã e Inhotim, utilizaremos as matérias primas, detalhes do processo de feitio, instalações e efeitos que vão estimular o tato, olfato, paladar, audição e visão das pessoas, à exemplo de cada uma das cinco fragrâncias da marca.
Espaços sensoriais
Interação com tecnologia
Gastronomia molecular
Uma noite brilhante como essa também é uma grande oportunidade para compor as celebrações dos 42 anos da Vogue Brasil e receber o seleto mailing de convidados da marca, que terão mais um motivo para aproveitar e se divertir.
Perto do encerramento, teremos um especialista contando um pouco mais sobre a mística dos perfumes, caminhando pelas notas de saída/cabeça, notas de coração/corpo e notas de fundo/base para explicar aos convidados como escolher o perfume ideal para sua personalidade e de acordo com momentos específicos.
Ao final, nada melhor que um grande show com muita música e balanço. Depois de toda essa experiência, INSERIR UM NOME convida todos a dançarem para celebrar a vida. As pessoas sairão de lá tendo seus sonhos e desejos permeados pelos aromas e prontas para grandes momentos.
Espaços sensoriais
Interação com tecnologia
Gastronomia molecular
Uma noite brilhante como essa também é uma grande oportunidade para compor as celebrações dos 42 anos da Vogue Brasil e receber o seleto mailing de convidados da marca, que terão mais um motivo para aproveitar e se divertir.
Perto do encerramento, teremos um especialista contando um pouco mais sobre a mística dos perfumes, caminhando pelas notas de saída/cabeça, notas de coração/corpo e notas de fundo/base para explicar aos convidados como escolher o perfume ideal para sua personalidade e de acordo com momentos específicos.
Ao final, nada melhor que um grande show com muita música e balanço. Depois de toda essa experiência, INSERIR UM NOME convida todos a dançarem para celebrar a vida. As pessoas sairão de lá tendo seus sonhos e desejos permeados pelos aromas e prontas para grandes momentos.
29 de mar. de 2016
Travesseiro da NASA
Dez anos da ida do Brasil ao espaço! É tempo de comemorar o sucesso da plantação de feijão na estação espacial, simulando o experimento com algodão realizado por todo brasileiro durante o ensino fundamental, e o lançamento do travesseiro do astronauta Marcos Pontes.
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29 de nov. de 2015
Chef's Table - Francis Mallmann
Cozinhar, amar, viver e incendiar:
"I don’t believe in flip and flopping food."
"When you cook with fire it’s much like making love. It could be huge, strong, or it could go very slow in ashes, a little cold. And that’s the beauty of fire. It goes 0 to 10 in strength, and in between 0 and 10 you have all these little peaks and different ways of cooking with it, and its very tender and fragile."
"Love is one of the most difficult things in life, certainly one of the most beautiful ones."
"You don’t grow on a secure path, all of us should conquer in life and it needs a lot of work and it needs a lot of risk."
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30 de mar. de 2015
Easy A
"I don't know what your generation's fascination is with documenting your every thought, but I can assure you, they're not all diamonds."
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23 de mar. de 2015
Eu te amo, Kerry Washington
"We have been pitted against each other and made to feel like there are limited seats at the table for those of us who fall into the category of 'other'. As a result, we've become afraid of one another, we compete with one another, we judge one another. Sometimes, we betray one another. Sometimes even within our own communities we designate who among us is best suited to represent us and who really shouldn't even be invited to the party. As others, we are taught that to be successful, we must reject those other others, or we will never belong. (...)
To be represented is to be humanized. And as long as anyone, anywhere is being made to feel less human, our very definition of humanity is at stake and we are all vulnerable. (...)
We must see each other, all of us; and we must see ourselves, all of us. We have to continue to be bold and break new ground until that is just how it is. Until we are no longer firsts and exceptions and rare and unique. In the real world, being an 'other' is the norm. In the real world, the only norm is uniqueness, and our media must reflect that."
To be represented is to be humanized. And as long as anyone, anywhere is being made to feel less human, our very definition of humanity is at stake and we are all vulnerable. (...)
We must see each other, all of us; and we must see ourselves, all of us. We have to continue to be bold and break new ground until that is just how it is. Until we are no longer firsts and exceptions and rare and unique. In the real world, being an 'other' is the norm. In the real world, the only norm is uniqueness, and our media must reflect that."
20 de mar. de 2015
Sem miolo
Eu quero te encaixotar e esquecer tudo que tivemos, mas a memória nem sempre é obediente e simples como as líquidas conexões digitais. Não temos como nos esquivar de pequenos lembretes espalhados pela vida, como nos desconectar de estopins que nos remetem a momentos e pessoas, momentos com pessoas, pessoas em nossos momentos.
Lavo o rosto com água gelada para esfriar a cabeça e sua escova está ali, na caneca, ao lado da minha. Vou me trocar e a pequeníssima peça de roupa misturada entre as minhas ainda me faz rir. A camiseta de pinheirinhos junta-se aos escritos na janela pelo meu caminho. O prato de formigas não combina mais com meu brigadeiro de capim-limão.
Lembro quando você entrou em minha casa pela primeira vez, analisou tudo com as mãos para trás, como quem desbrava algo novo. Para mim, você parecia pertencer àquele lugar desde sempre. O seu sofá - e a brisa que nos acompanha - me desmanchou em poucos minutos.
Lembro quando vejo as flores de canudo, a cadeira branca de almofada florida ocupada por quem quer que seja, já sem graça alguma. Com os Aperof Spritzers e com tudo mais que fizemos nosso e trouxemos para o nosso mundo.
Para pegar a estrada, onde sempre consigo deixar tudo para trás, desenterro um CD e, surpresa, impossível brincar de "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". A segunda música é Sugar Pie Honey Bunch, a terceira diz: "Se me acaba el argumento y la metodología cada vez que se aparece frente a mí tu anatomia".
O amor é realmente uma coisa brega. Mais que meu cabelo outrora vermelho ou minhas roupas mais coloridas e estampadas. Mas é tão mais fácil abrir mão dessas outras coisas todas! Você puxou pra preto e suas poucas variações o tom das minhas roupas e coloriu minha vida.
Por mais que tenhamos voado milhares de quilômetros, caminhado por terras ultramarinas, usado o banheiro para os fins tradicionais nos lugares mais inusitados, trocado presentes, forjado um vocabulário próprio, nos beijado à meia-noite de 31 de dezembro sob pontualidade britânica e um sem fim de coisas nesses poucos meses, depois que eu soube seu verdadeiro estado e ele prevaleceu, você será para sempre um amor que não aconteceu, como o anexo desta mensagem.
Ontem passei mal. Saí do trabalho cambaleando e fui para casa no começo da tarde. Minha vontade era usar isso como desculpa, já que agora você trabalha perto de casa, e pedir socorro. Não por estar mal, mas para te ver. Adormeci, acordei no meio da madrugada um pouco feliz, ainda que zonzo e dolorido. Estava melhor e havia conseguido me segurar. Não te ver e manter meu argumento. Amar também é entender momentos e saber a hora de afastar. De perder. De reescrever todas essas palavras e imaginar quanto tempo o ritual vai levar desta vez.
"A arte de perder não é nenhum mistério; (...)
Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério"
Forget about Montauk. Meet me in Berries.
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Lavo o rosto com água gelada para esfriar a cabeça e sua escova está ali, na caneca, ao lado da minha. Vou me trocar e a pequeníssima peça de roupa misturada entre as minhas ainda me faz rir. A camiseta de pinheirinhos junta-se aos escritos na janela pelo meu caminho. O prato de formigas não combina mais com meu brigadeiro de capim-limão.
Lembro quando você entrou em minha casa pela primeira vez, analisou tudo com as mãos para trás, como quem desbrava algo novo. Para mim, você parecia pertencer àquele lugar desde sempre. O seu sofá - e a brisa que nos acompanha - me desmanchou em poucos minutos.
Lembro quando vejo as flores de canudo, a cadeira branca de almofada florida ocupada por quem quer que seja, já sem graça alguma. Com os Aperof Spritzers e com tudo mais que fizemos nosso e trouxemos para o nosso mundo.
Para pegar a estrada, onde sempre consigo deixar tudo para trás, desenterro um CD e, surpresa, impossível brincar de "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". A segunda música é Sugar Pie Honey Bunch, a terceira diz: "Se me acaba el argumento y la metodología cada vez que se aparece frente a mí tu anatomia".
O amor é realmente uma coisa brega. Mais que meu cabelo outrora vermelho ou minhas roupas mais coloridas e estampadas. Mas é tão mais fácil abrir mão dessas outras coisas todas! Você puxou pra preto e suas poucas variações o tom das minhas roupas e coloriu minha vida.
Por mais que tenhamos voado milhares de quilômetros, caminhado por terras ultramarinas, usado o banheiro para os fins tradicionais nos lugares mais inusitados, trocado presentes, forjado um vocabulário próprio, nos beijado à meia-noite de 31 de dezembro sob pontualidade britânica e um sem fim de coisas nesses poucos meses, depois que eu soube seu verdadeiro estado e ele prevaleceu, você será para sempre um amor que não aconteceu, como o anexo desta mensagem.
Ontem passei mal. Saí do trabalho cambaleando e fui para casa no começo da tarde. Minha vontade era usar isso como desculpa, já que agora você trabalha perto de casa, e pedir socorro. Não por estar mal, mas para te ver. Adormeci, acordei no meio da madrugada um pouco feliz, ainda que zonzo e dolorido. Estava melhor e havia conseguido me segurar. Não te ver e manter meu argumento. Amar também é entender momentos e saber a hora de afastar. De perder. De reescrever todas essas palavras e imaginar quanto tempo o ritual vai levar desta vez.
"A arte de perder não é nenhum mistério; (...)
Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério"
Forget about Montauk. Meet me in Berries.
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19 de mar. de 2015
Late Night Thoughts
“I think about dying but I don't want to die. Not even close. In fact my problem is the complete opposite. I want to live, I want to escape. I feel trapped and bored and claustrophobic. There’s so much to see and so much to do but I somehow still find myself doing nothing at all. I’m still here in this metaphorical bubble of existence and I can’t quite figure out what the hell I’m doing or how to get out of it.”
Matty Healy | Foto Brooke DiDonato
28 de jan. de 2015
5 de jan. de 2015
15 de dez. de 2014
Cleaner
"My dad says that stains have memories. They remember their shape, their color, their smell. And the really deep ones return again and again. With these stains it's easier to start over than to try cleaning them. Sometimes you have a choice, sometimes you don't. All you can do is hope."
2 de dez. de 2014
Bad blood, mad love
"A good partnership is not so much one between two healthy people (there aren’t many of these on the planet), it’s one between two demented people who have had the skill or luck to find a non-threatening conscious accommodation between their relative insanities"
In "On Marrying the Wrong Person"
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In "On Marrying the Wrong Person"
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27 de nov. de 2014
White Collar
- You're the romantic. I mean, what's the deal with the bottle?
- It's an 82 Bordeaux.
- Yeah. Costs 800 bucks a pop.
- It does when it's full. I got it empty.
- Empty?
- Look, when Kate and I met, we had nothing. I got that bottle, and I used to fill it up with whatever cheap wine we could afford. And we'd sit in that crappy apartment and drink it over cold pizza and pretend we were living in the Côte d'Azur.
- How'd that work out for you?
- It didn't. Cause that bottle was a promise of a better life.
--
Sobre outro.
- It's an 82 Bordeaux.
- Yeah. Costs 800 bucks a pop.
- It does when it's full. I got it empty.
- Empty?
- Look, when Kate and I met, we had nothing. I got that bottle, and I used to fill it up with whatever cheap wine we could afford. And we'd sit in that crappy apartment and drink it over cold pizza and pretend we were living in the Côte d'Azur.
- How'd that work out for you?
- It didn't. Cause that bottle was a promise of a better life.
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Sobre outro.
6 de out. de 2014
Into the Wild | Alexander Supertramp
"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past."
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"There is a pleasure in the pathless woods."
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"Happiness only real when shared."
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"The sea's only gifts are harsh blows and, occasionally, the chance to feel strong. Now, I don't know much about the sea, but I do know that that's the way it is here. And I also know how important it is in life not necessarily to be strong but to feel strong, to measure yourself at least once, to find yourself at least once in the most ancient of human conditions, facing blind, deaf stone alone, with nothing to help you but your own hands and your own head." (Primo Levi)
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"There is a pleasure in the pathless woods."
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"Happiness only real when shared."
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"The sea's only gifts are harsh blows and, occasionally, the chance to feel strong. Now, I don't know much about the sea, but I do know that that's the way it is here. And I also know how important it is in life not necessarily to be strong but to feel strong, to measure yourself at least once, to find yourself at least once in the most ancient of human conditions, facing blind, deaf stone alone, with nothing to help you but your own hands and your own head." (Primo Levi)
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29 de set. de 2014
Nymphomaniac: Vol. I
"Perhaps the only difference between me and other people is that I've always demanded more from the sunset, more spectacular colours when the sun hit the horizon. That's perhaps my only sin."
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14 de ago. de 2014
De graça
- Acho que me identifico. E você?
- To parado desde a hora que li. Sempre penso nisso, o quanto o humor não é só barricada. No fundo, queria que alguém transpusesse e me tomasse de assalto.
- Mas, não, serve só pra mascarar a doideira que a gente é por dentro e projetar uma alegria amistosa, que não gere questionamentos.
- Como é bom encontrar doidos iguais. Rs
"De fato a capacidade de juntar elementos distintos é uma característica da criatividade, mas também das psicoses. Já a habilidade de fazê-lo de forma surpreendente e rápida é central para o humor, mas surge igualmente nos episódios maníacos. Sendo assim, o dom de criar piadas parece ser mais fácil para as pessoas que vivem perigosamente próximas tanto da psicose como dos picos e vales do humor."
- To parado desde a hora que li. Sempre penso nisso, o quanto o humor não é só barricada. No fundo, queria que alguém transpusesse e me tomasse de assalto.
- Mas, não, serve só pra mascarar a doideira que a gente é por dentro e projetar uma alegria amistosa, que não gere questionamentos.
- Como é bom encontrar doidos iguais. Rs
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30 de jan. de 2014
Pkou!
Uns oito anos atrás, não tenho muita certeza, quando "vacilava entre a infância e a juventude" e tremulava entre a adolescência e a vida adulta, vi um quadrinho do Laerte na Folhateen que conseguiu colocar em uma página – de jornal, para compor da melhor forma aquele momento de um estudante de jornalismo – toda a intensa enxurrada de sentimentos do período.
Separei a página, com o bonito som da folha rasgando na lombada do caderno, e enquadrei. Pendurei na parede do apartamento de São Bernardo. Postei em meu fotolog. Lembrei do quadrinho em várias ocasiões, dias, tardes, noites. Mudei para São Paulo e, até hoje, o quadro está pendurado na escada de casa, onde passo todos os dias. Ora adulto, ora adolescente. Sempre pensando no Apache.
E foi essa mesma história, foram esses traços e texto que Laerte escolheu para inaugurar seu espaço no Brasil Post (The Huffington Post Brasil). Talvez uma parte de minha alma confusa se encontre com a dele ao longo desses inesquecíveis nove retângulos.
Separei a página, com o bonito som da folha rasgando na lombada do caderno, e enquadrei. Pendurei na parede do apartamento de São Bernardo. Postei em meu fotolog. Lembrei do quadrinho em várias ocasiões, dias, tardes, noites. Mudei para São Paulo e, até hoje, o quadro está pendurado na escada de casa, onde passo todos os dias. Ora adulto, ora adolescente. Sempre pensando no Apache.
E foi essa mesma história, foram esses traços e texto que Laerte escolheu para inaugurar seu espaço no Brasil Post (The Huffington Post Brasil). Talvez uma parte de minha alma confusa se encontre com a dele ao longo desses inesquecíveis nove retângulos.
7 de jan. de 2014
Ground Control to Major Tom
Passando 2013 em revista e relendo alguns comentários aqui do blog achei um da Bean, que, dez mil anos atrás, dizia: “Li uma vez que a maioria das nossas memórias de infância vêm de fotos e vídeos caseiros. Provavelmente a gente se lembre dos pais com uma roupa X, com um cabelo Y, com um sorriso congelado. Porque são ‘retalhos’ de várias fotos armazenadas na cabeça. Será?”.
Estou embalando coisas rumo ao congelador. Essa não precisa ser uma sensação ruim, finalmente passo a entender. É a composição da memória de uma forma que restem apenas os fragmentos que nos rasgam um sorriso ao serem resgatados. Os pés de uma tarde na praia, os cabelos de uma manhã de vento, o sorriso bobo da graça cotidiana que um dia houve, a blusa da festa, a camiseta do trabalho, uma careta, a calça já fora de moda, danças desengonçadas, pequenos lugares secretos de viagens... Toda essa marmita é de imagens estáticas, mas tem uma trilha sonora. Animada, como estes dias.
Eu não escovo os dentes toda noite, por mais cansado ou em qualquer estado físico ou mental que esteja, só por asseio ou costume. É porque, bem como sempre lavo os cabelos e nunca deixo de secar os vãos dos dedos dos pés, quero deixar para trás tudo que tenha acontecido e começar um tempo novo pelas manhãs. As lembranças boas não irão com a água, comporão meu corpo, e as ruins escorrem pelo ralo. Assim me renovo, com pequenos rituais particulares.
Minhas lembranças, hoje, voltam a ter o som de páginas virando. E a caixa do último brinquedo que ganhei diz “a partir de 30 anos”, embora continue sendo um quebra-cabeça.
--
“... mas se arriscar ainda é a única forma de não se tornar uma pessoa amarga. É preciso insistir no amor, apesar de tanta desordem por aí. (...) ‘Só me arrependo do que não faço’ é conversa fiada de gente bêbada. Você vai se arrepender de muita coisa que fez. Nem tudo que é quebrado pode ser consertado”
--
Estou embalando coisas rumo ao congelador. Essa não precisa ser uma sensação ruim, finalmente passo a entender. É a composição da memória de uma forma que restem apenas os fragmentos que nos rasgam um sorriso ao serem resgatados. Os pés de uma tarde na praia, os cabelos de uma manhã de vento, o sorriso bobo da graça cotidiana que um dia houve, a blusa da festa, a camiseta do trabalho, uma careta, a calça já fora de moda, danças desengonçadas, pequenos lugares secretos de viagens... Toda essa marmita é de imagens estáticas, mas tem uma trilha sonora. Animada, como estes dias.
Eu não escovo os dentes toda noite, por mais cansado ou em qualquer estado físico ou mental que esteja, só por asseio ou costume. É porque, bem como sempre lavo os cabelos e nunca deixo de secar os vãos dos dedos dos pés, quero deixar para trás tudo que tenha acontecido e começar um tempo novo pelas manhãs. As lembranças boas não irão com a água, comporão meu corpo, e as ruins escorrem pelo ralo. Assim me renovo, com pequenos rituais particulares.
Minhas lembranças, hoje, voltam a ter o som de páginas virando. E a caixa do último brinquedo que ganhei diz “a partir de 30 anos”, embora continue sendo um quebra-cabeça.
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“... mas se arriscar ainda é a única forma de não se tornar uma pessoa amarga. É preciso insistir no amor, apesar de tanta desordem por aí. (...) ‘Só me arrependo do que não faço’ é conversa fiada de gente bêbada. Você vai se arrepender de muita coisa que fez. Nem tudo que é quebrado pode ser consertado”
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