De todas as pessoas ao meu redor, das que foram e das que ainda nem conheci, foi você quem acampou essa noite nos meus sonhos.
22 de out. de 2024
25 de out. de 2023
Chicken or pasta?
1 de jul. de 2020
Sobre sermos todos seres humanos
Somos segregados desde a mais tenra idade, quando ainda estamos abertos para o mundo. Meninos e meninas. Rosa e azul. Do mais alto pro mais baixo. Dos que foram melhor em matemática pros que foram pior. Futebol para eles e vôlei para elas. Saias e shorts. Tênis e sapatilhas. Esse só pode casar com aquela. E assim seguimos, sufocados e silenciados.
Depois disso sofremos demais para entender o que acontece dentro da gente. Para aprendermos a nos aceitar, a nos amar. Daí vem o hábito de soltar as mãos quando vemos um conhecido se aproximando ou quando estamos em mar aberto, não em algum porto seguro. É um reflexo de sobrevivência, pois o nosso redor é tormenta. A gente amealha amigos pelo caminho para compor uma família que nos ampara, aceita, abraça e fortalece. Que nos ama, no meio da trilha de rejeição.
O mais correto talvez não seja seja dizer que a gente cresce, mas sim que a maior parte de nós sobrevive. Sobrevive a um ódio à toa. Ninguém deveria ser obrigado a viver marginal ao amor, a sobreviver a uma raiva descabida. A gente engole o choro e se cobre com uma armadura de arco-íris. A gente apanha e cai. E ouve que certamente apanhou por algum motivo, por ter feito algo. Sim, por ser quem e como sou e não entender porque isso gera tanta recusa em algumas pessoas. Mas, por toda essa vida, a gente aprende a levantar com a cabeça mais erguida e a voz mais alta.
Eu era beirada até acordar da dolorida realidade das calçadas, mesmo em minha bolha de privilégios e padrões. Era festa ao meu redor e me foi imposta uma concussão. E foi o que precisei para elevar minha voz. E para o amor transbordar por essas feridas. Para que eu use o que tenho ao meu alcance para fomentar a mudança e para fortalecer essa causa e as causas com as quais dialogo.
Encerramos ontem o Mês do Orgulho LGBTQIA+ e começamos hoje um novo mês em que não seremos mais beirada, ao longo do qual vamos nos orgulhar ainda mais. Nós somos todos os meses, todos os dias, todas as horas. Do nascer ao pôr do sol. Somos o mundo, somos uma explosão de cores, somos amor. E que abram caminho, porque também somos os cabelos das bonecas e as partidas de futebol, únicos em nossas semelhanças, imensos em nossas singularidades.
Eu sou grato a todos que cruzaram minha vida e me trouxeram até aqui, que são minha família e me possibilitaram ser quem sou. Meu irmão, minha mãe, o Carlão, a Bete, o Dr. Lauro, Gabriel, André Lucas, Vinny, Victor, Johnny, Pomba, Fe Fontes, Mayara, Lemp, Caio, Aline, meu pai, Karen, Raquel, Malu, Rod, Rafa Cescon, Pedro. Obrigado! Eu tenho muito orgulho. De mim, da gente.
Como disse a atriz Dominique Jackson, “somos todos seres humanos. Trata-se de inclusão e nunca pedirei respeito a nenhum de vocês. Eu demando. Você não vai me dizer que me aceita. Você não vai dizer que me tolera. Você não tem esse poder. Você vai me respeitar por quem eu sou”.
É sobre o amor. E sobre não calar. 🌈
10 de abr. de 2020
Hoje eu quero ser...
...uma ampulheta, para fazer o passar parecer lúdico e só revelar o fim ao deslizar do último grão de areia pela goela de vidro, quando já não há mais tempo.
...uma agulha, para juntar partes, ajudar a tirar farpas, cutucar e causar dor.
...uma Coca-Coca de máquina, um pouco aguada, bem gelada, descendo por uma garganta áspera.
...um relógio, para poder parar de trabalhar sem muitas conseqüências, mas achar que, assim, tenho o poder de controlar as horas e dominar o mundo.
...uma roupa extravagante atravessando uma passarela, sustentada por um corpo esquálido iluminado por flashes.
...um apagão aéreo, para deixar pessoas ilhadas em outros países e testar os limites do ser humano.
...um bobo apaixonado, com tudo a que tenho direito.
...um balão meteorológico, para voar alto e longe e ouvir: "É OVNI!".
...uma bunda, daquelas bem redondas, que parecem ter sido desenhadas com compasso, para ser admirada depois da passagem por cabeças que torcem pescoços.
...o estepe de um carro, para ficar esquecido a maior parte do tempo e virar protagonista nas horas mais chatas.
...o movimento de rotação da Terra, para inverter minha lógica de funcionamento e fazer o dia virar noite.
...um milho de pipoca, que em pouco tempo muda de cor, forma e sabor, mas mantém a essência.
...uma garrafa de vinho vazia ao lado de um grupo sorridente de pessoas ruborizadas, que discutem coisas bobas como se fossem o que de mais importante há no mundo.
...um clássico do cinema europeu, no qual o tempo passa arrastado em preto e branco, com ótima trilha sonora, numa coleção menos acessada que a dos blockbusters e séries.
...uma roda-gigante, com luzes super coloridas, para girar o dia inteiro e nunca ficar zonzo. E vez ou outra flagrar um jovem casalzinho apaixonado.
...um pingüim, para ser uma ave que nada, protagonizar filmes e anda como se estivesse com as calças no tornozelo.
...um bicho preguiça, para passar o dia grudado numa árvore com cara de sono.
...um perfume doce para, em um esbarrão numa calçada, sair grudado em um corpo anônimo.
...uma batedeira, para misturar coisas rapidamente e sem medo.
...o tapete azul do meu banheiro, que não liga para fios de cabelo caídos e os pisões úmidos.
...uma pausa de mil compassos.
16 de out. de 2019
Serendipity
Poderíamos ter trocado olhares, um sorriso tímido de canto de boca, puxado alguma conversa e tomado um drink com bate-papo ali pertinho, no número 168. Mas não estávamos nas telas um do outro. Apenas na calçada. E não levantamos nossas cabeças. Talvez eu tenha sentido seu perfume na brisa leve daquele dia e achado interessante. E isso foi toda a nossa relação, esses foram os sentidos explorados, embora eu tenha me apaixonado por essa ficção.
29 de nov. de 2015
Chef's Table - Francis Mallmann
4 de dez. de 2014
Anglo-saxônico
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8 de out. de 2014
It takes two to tango
15 de ago. de 2014
10 de ago. de 2014
Hermitage
Era bem diferente de tudo que eu lembrava e imaginava. Adolescente clichê, chutei portas e tentei botar pra fora toda a raiva acumulada. Você se desculpou, explicou, aguentou, insistiu. Até que, no ano mais difícil da minha vida, me carregou no colo sem fazer muitas perguntas, deixando claro que me entendia, aceitava e permitindo que eu fizesse da sua casa em SP um bunker onde me escondi inúmeras vezes.
Nesse tempo, você fazia janta e deixava bilhetes pela manhã, ao sair pro trabalho. Ah, os bilhetes pela manhã! Escrevia longos e-mails pra mim, ouvia minhas baboseiras, criou coragem pra me dar a primeira bronca. Do fundo do meu poço, entendi minha solidão – o eremita que herdei de você – e, em vez de dividi-la, deixei que me ajudasse a sair dela e fizesse companhia. Você segurou uma barra imensa e voltei a te chamar de pai em meus pensamentos.
Abaixei a guarda e ganhamos o mundo. Rimos alto quando você foi trapaceado por uma pimenta disfarçada na Cidade do México. Bebemos vodka nas noites de sol infinito do verão russo. Vi uma alegria infantil nos seus olhos azuis, sempre camuflados pelos óculos, e seus pés balançando quando pode pilotar uma lancha pela primeira vez na vida, ladeado por ilhas cheias de vinhedos.
Fomos ao show do Eric Clapton, seu primeiro show em estádio. Ao Paul McCartney. Vimos juntos Bruce Springsteen cantar Thunder Road nos meus 30 anos. Gosto de ver você batendo tímidas palmas e levantando os pés, no que não caracteriza um pulo, quando está curtindo um show. E não seguro um sorriso emocionado quando você transcende e pula na pista ao som de Jump, do Van Halen.
Conversamos muito sobre a vó e família. Du e eu vivemos tantas coisas com ela, como netos, e é bonito poder unir com suas lembranças de filho. Eu gosto da sua história, até das partes em que troca os pés pelas mãos.
Foi por sua história torta que acabei destituído do meu posto de caçula para ganhar uma irmã mais nova, entender isso tudo e me emocionar ao vê-la de noiva e casando.
Jantamos juntos, ficamos trilili tomando vinho, que você tanto gosta e eu faço graça ao avaliar aromas, falamos sobre a vida e rimos. Gosto quando faço você rir com minhas besteiras.
Hoje estamos todos indo para a casa do Duda, eu como tio e padrinho, você como avô babão de gêmeas, para comemorar o primeiro dia dos pais dele. Vamos cozinhar!
Você está em duas das minhas tatuagens. Está no meu coração. Eu não escrevi sobre você até hoje porque esperei a hora e a coragem de dizer pra todo mundo o quanto eu te amo.
Feliz dia dos pais. =)
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Um pouco do pai, para o pai
(...) Viajamos nós quatro, ou com avós e tios, rimos juntos e vivemos uma festa. Que grande infância pudemos ter graças a isso. Mesmo quando as noites na chácara tornavam-se um breu de escuras, com as constantes quedas de energia que havia, ele nos levava para o quarto dele com a mãe, acendia um abajur, e lia capítulos de livros que jamais esquecemos: Tarzan, a Ilha do Tesouro e Origens (com um fóssil na capa!) foram acompanhados como novela, um capítulo atrás do outro, noite após a outra... Não à toa a leitura estar entranhada nos seus filhos!
(...) O Rui pai voltou com sua timidez, seu sorriso por detrás de um par de óculos. Seus olhos azuis traziam a companhia de cabelos grisalhos. Mas era o Rui pai, disposto a voltar a sê-lo. Nenhuma história de separação é completa se não flertar com a história da volta, da reconciliação, do perdão. Mútuo e definitivo. Perdoar não significa esquecer, mas lembrar para que não mais ocorra e, com isso, renovar as chances de erro mutuamente. Dar a chance para incontáveis acertos e poucos e novos erros. Perdoamo-nos, construímo-nos de novo. E isso foi muito legal.
(...) Mas, acima de tudo, sonhamos e desejamos ver se iluminar o quarto do menino que você tem dentro de si e que ele possa mirar seus próprios olhos azuis no espelho de seu coração e sorrir, sem medo de mais nada: você é um grande pai, o melhor que poderíamos ter.
11 de jul. de 2014
30 de jan. de 2014
Pkou!
Separei a página, com o bonito som da folha rasgando na lombada do caderno, e enquadrei. Pendurei na parede do apartamento de São Bernardo. Postei em meu fotolog. Lembrei do quadrinho em várias ocasiões, dias, tardes, noites. Mudei para São Paulo e, até hoje, o quadro está pendurado na escada de casa, onde passo todos os dias. Ora adulto, ora adolescente. Sempre pensando no Apache.
E foi essa mesma história, foram esses traços e texto que Laerte escolheu para inaugurar seu espaço no Brasil Post (The Huffington Post Brasil). Talvez uma parte de minha alma confusa se encontre com a dele ao longo desses inesquecíveis nove retângulos.
29 de jan. de 2014
Cantigas de amigo
- Gosto que você lembra de alguma coisa. Eu jamais conseguiria.
- Eu sei a Cantiga da Ribeirinha de cor, achava que poderia, um dia, flertar em galego-português. Nunca me serviu de nada, além de ocupar espaço em um cérebro com uma organização e prioridades duvidosas.
- As que eu sabia de cor são todas da escola mais óbvia, Romantismo.
- Eu adorava, o Lulu Santos também.
- Mal do Século era meu assunto favorito. Não conversava muito.
- Talvez vocês sejam os últimos românticos. Spleen.
- Bom, pelo menos um de nós ganhou uma puta grana com isso.
- Nãnãnãnã, aperta minha mão. Agora eu sou Dadaísta, o trabalho me fez empacar nessa escola.
- Antes Dadaísmo que Parnasianismo, detesto Parnasianismo. Gostava de Modernismo, também. O 'r-r-r' no meio das estrofes dava uma sonoridade bacana.
- Rapaz! É o triunfo das rimas ricas, arte pela arte!
- Adoro rimas ricas, mas não aguentava aqueles poemas longos, que não diziam nada.
- É, não diziam nada, fato. Prefiro o Simbolismo de rimas paupérrimas. E amanhã podemos falar sobre Haroldo de Campos.
- Adoro a palavra 'paupérrima', devia usar mais no cotidiano.
- Eu gosto demais. Vem a Elis cantando em minha cabeça, tipo o sax da barba: "É pau, é pérrima, é o fim do caminho, tchararara".
- Nossos tópicos são meio que experiências cognitivas.
- Um tratado para gerações futuras, que estarão evaporando a liquidez destes tempos, sem entender nada.
- Já temos mais para a introdução do nosso livro.
- Pirata barba macia, vou me recolher aos meus aposentos.
- Não soa como um nome de pirata de grande credibilidade, mas funciona. Também vou dormir para ver se amanhã faço algo que preste, tipo uma Cantiga de Amigo.
- Acho bem contemporâneo e consistente. E patrocinável. Eu vou lavar minhas garcetas pela manhã e perguntar algo tenso para as flores de meu verde pinho. Boa noite, até amanhã, beijo simbolista.
- O meu beijo de boa noite vai seguir o clichê e ser romântico. Beijo e boa noite.
- Um beijo subjetivo e idealizado ou grotesco e sublime? A resposta você confere na próxima aula.
- Aguardaremos. Eu, o subjetivo, o idealizado, o grotesco e o sublime.
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"We'd like to know a little bit about you for our files, we'd like to help you learn to help yourself"
7 de jan. de 2014
Ground Control to Major Tom
Estou embalando coisas rumo ao congelador. Essa não precisa ser uma sensação ruim, finalmente passo a entender. É a composição da memória de uma forma que restem apenas os fragmentos que nos rasgam um sorriso ao serem resgatados. Os pés de uma tarde na praia, os cabelos de uma manhã de vento, o sorriso bobo da graça cotidiana que um dia houve, a blusa da festa, a camiseta do trabalho, uma careta, a calça já fora de moda, danças desengonçadas, pequenos lugares secretos de viagens... Toda essa marmita é de imagens estáticas, mas tem uma trilha sonora. Animada, como estes dias.
Eu não escovo os dentes toda noite, por mais cansado ou em qualquer estado físico ou mental que esteja, só por asseio ou costume. É porque, bem como sempre lavo os cabelos e nunca deixo de secar os vãos dos dedos dos pés, quero deixar para trás tudo que tenha acontecido e começar um tempo novo pelas manhãs. As lembranças boas não irão com a água, comporão meu corpo, e as ruins escorrem pelo ralo. Assim me renovo, com pequenos rituais particulares.
Minhas lembranças, hoje, voltam a ter o som de páginas virando. E a caixa do último brinquedo que ganhei diz “a partir de 30 anos”, embora continue sendo um quebra-cabeça.
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“... mas se arriscar ainda é a única forma de não se tornar uma pessoa amarga. É preciso insistir no amor, apesar de tanta desordem por aí. (...) ‘Só me arrependo do que não faço’ é conversa fiada de gente bêbada. Você vai se arrepender de muita coisa que fez. Nem tudo que é quebrado pode ser consertado”
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22 de ago. de 2013
Fui ao Orkut e resgatei um testimonial
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"(...) Lo importante no es entrar
en todas la casas, sino no estar
totalmente afuera de ellas (...)"
6 de ago. de 2013
Caleidoscópio
Um ano após a formatura, em 2007, falei sobre você. Era um testemunho no Orkut - bons tempos - no qual grifava aspectos divertidos. A síntese era uma menina que habitava um mundo "Rock & Roll hype vintage hypercool", seja lá o que isso signifique, e me ensinava que "amizade não é sufoco e silêncios podem ser cúmplices, não constrangedores". Já era linda aos meus olhos e ao meu coração. Amiga lá de longe, da beira da capital, e nas caronas de ida e vinda sempre aproveitei para dividir pedaços de mim. Talvez você seja a primeira-dama do Cibié.
Agora você mora perto, posso ir andando. E como fujo para sua casa! Com paredes de chita colorida e quadros de viagem, cinema e rock. E, sim, com um terracinho todo seu. Gosto de saber que sou parte disso. Gosto de poder achar que estou cochilando escondido enquanto vemos filmes, e que você vela essa soneca porque sabe que, nesse momento, é o que preciso além do seu abraço. Em troca, aceito dividir a pipoca no cinema.
Quando não trabalhávamos juntos, ia de São Bernardo até a Casa das Rosas para passar tardes com você e Lemp, comendo cocada e falando besteiras.
Viajamos. Desde o planejamento de longas viagens, tentando encaixar 153 lugares e afazeres em 30 dias de férias, até fugas rápidas para a praia ou indo aos shows de bandas de nossa adolescência.
Você me leva ao estádio para os jogos do Corinthians, ao samba, dança minhas músicas, cantamos juntos caminhando pelo bairro. “Quando piso em folhas secas”. "We came to far to give up who we are". "Ela tá dançando e o pimpolho tá de olho". Elogia a bricolagem, embora nem sempre confie de primeira nos meus feitos. Diz que sou forte quando carrego coisas pesadas, me faz dançar forró e diz que dancei direitinho. Não pelo peso ou pela força, pelos passos corretos ou pelo ritmo, mas pela graça.
Sabe meus maduros e meus podres. E dá broncas! Você me desarma. Faz com que eu entenda a vida, meus pais, meus amigos, meu irmão. Meus irmãos, talvez. E quão importante é entender algo antes de alguns sentimentos.
Não sei mais imaginar um dia sem pensar que você será parte dele. Se não imediatamente ao lado, nas mensagens, nas ligações, nas ideias. Tenho a sensação de sermos infinitos. Todavia, caso o mundo físico se altere, você vai continuar para sempre a fazer parte da minha existência, disso estou certo. Em meus pensamentos, em minha pele, em minhas palavras e em meu coração.
Você é um terremoto que bota tudo no lugar e me dá fôlego. Você me salva dia após dia durante tempestades e engrandece meu sorriso quando não estou envolto em besteiras.
Obrigado. Te amo.

Desde 2003, a gente só fez foi ficar cada vez mais lindo. =)
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2 de ago. de 2013
Nada ficou no lugar
A reposta veio em forma de canção na manhã de uma noite muito cansada.
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"(...) Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria (...)"
15 de jul. de 2013
Adolescência
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Andre Kertesz - Art Fair, painting of reader
27 de jun. de 2013
Um evento cotidiano
- Sim!
- Uau! Parabéns! Quero saber a receita dessa amarração aí!
- Ih, rapaz, é muito simples. Memória fraca e muita risada. Ajuda pra caramba!
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30 de abr. de 2013
As canções que você fez pra mim
- Você é muito diferente, né
- Sou muito diferente. Meu caráter jesuíta não é só para amizades, é para o universo. E todos mais que houver
- (Risos) Para a galáxia
- Dou espelhos e quero devoção. E fé
- Cega
- Faca amolada
- Vaca atolada. Minha mãe cantava assim pra mim, demorei pra descobrir
- Eu demorei a saber que faca amolada não era uma faca que alguém deixou de saco cheio



