Tira um tempo para olhar com certo distanciamento. Aí pára, coloca a mão no queixo, sobrancelha franzida e pensa: “que diabos estou fazendo?!”
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Nove dias sem comer unha, seis de academia e setecentos e sessenta e cinco de saco cheio.
4 de set. de 2007
3 de set. de 2007
No Twitter
De kalundum porque não sento mais ao lado de Adilia Belotti. A viGda perdeu um bocado de graça.
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Quanto mais novidade na internet, menos gosto dela e menos as pessoas percebem a vida. Qual a próxima, Zygmunt?
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Quanto mais novidade na internet, menos gosto dela e menos as pessoas percebem a vida. Qual a próxima, Zygmunt?
28 de ago. de 2007
Dia dos Pais tardio
O meu foco, nos últimos anos – os de convivência mais intensa – tem sido fazer o meu pai sair um pouco da austeridade social que ele tem (educação formal no Colégio São Bento e família rígida não são fáceis!) e aprender a “curtir a vida adoidado”. Conto, claro, com a essencial ajuda de meu irmão e de minha cunhada.
Tudo bem que vez ou outra ele precisa de um puxão de orelha também, porque exagera em algumas coisas (falta da adolescência), mas é o melhor divã para meus desabafos amorosos, profissionais e para pit stops de muita comida e gordura trans, nos mais diversos lugares.
Foi na parte culinária, aliás, que conseguimos dar nosso primeiro passo rumo à intimidade, depois de um período separados. Era na cozinha de sua casa que o tempo era só nosso e todas as vontades do estômago podiam ser atendidas, sem medo ou receio de qualquer coisa, incluindo um infarto.
Hoje as ressalvas são poucas e os momentos são muitos, mas ainda é no aconchego das panelas e das camisetas sujas de molho, ao entardecer com som de risadas e histórias da semana, que tenho certeza do amor que sinto por ele.
Aos que são e serão, ao meu e aos meus muito saudosos avôs, feliz Dia dos Pais!
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Clique aqui para resultado do almoço falado no post anterior.
Tudo bem que vez ou outra ele precisa de um puxão de orelha também, porque exagera em algumas coisas (falta da adolescência), mas é o melhor divã para meus desabafos amorosos, profissionais e para pit stops de muita comida e gordura trans, nos mais diversos lugares.
Foi na parte culinária, aliás, que conseguimos dar nosso primeiro passo rumo à intimidade, depois de um período separados. Era na cozinha de sua casa que o tempo era só nosso e todas as vontades do estômago podiam ser atendidas, sem medo ou receio de qualquer coisa, incluindo um infarto.
Hoje as ressalvas são poucas e os momentos são muitos, mas ainda é no aconchego das panelas e das camisetas sujas de molho, ao entardecer com som de risadas e histórias da semana, que tenho certeza do amor que sinto por ele.
Aos que são e serão, ao meu e aos meus muito saudosos avôs, feliz Dia dos Pais!
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Clique aqui para resultado do almoço falado no post anterior.
10 de ago. de 2007
Por que feijão, meu Deus?
Antes de eu revelar minha angústia sobre a roupa certa para encontrar com Pascal Barbot, do L'astrance e das três estrelas no Michelin, Luiz Horta se adiantou. Segue nossa intimidade dialogal revelada, em pormenores sórdidos:
Luiz diz:
Estou quebrando a cabeça sobre o dress code
Luiz diz:
Sou muito formal, não sei ir à feijoada de sábado
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu bem ia te perguntar sobre a vestimenta
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Uma camisa de linho branco, calça cáqui, chapéu e sandálias?
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Ou vamos de franceses dandies?
Luiz diz:
HAHAHAHAH
Luiz diz:
De boina e com uma baguete debaixo do braço e bigode pintado com rolha queimada
Luiz diz:
E um acordeom na mão
(...)
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu não sei falar a língua dele. Vou tentar me comunicar com contas, espelhos e uma mulata
E terminamos em seu “Decálogo de 15” sobre a elegância:
1. Never brown in town.
2. Até 17 horas: ternos claros.
3. Depois das 17 horas: ternos escuros.
4. Preto é para luto, mafiosos e audiências no Vaticano.
5. Branco para bicheiros e quem está nas Bahamas.
6. Nunca comer pão com garfo.
7. Bêbado é quando não se consegue dar um double Windsor knot.
8. Não mencione.
9. Não importa quanto custou.
10. Melhor não tocar no assunto.
11. Sendo Príncipe de Gales pode tudo.
12. Never explain.
13. Never complain.
14. Gravata é um assunto sério.
15. Não intua. Não conclua...
Do 6 ao 10 estou indo mal, no 14 pequei. Meu score é triste!
Luiz diz:
Estou quebrando a cabeça sobre o dress code
Luiz diz:
Sou muito formal, não sei ir à feijoada de sábado
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu bem ia te perguntar sobre a vestimenta
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Uma camisa de linho branco, calça cáqui, chapéu e sandálias?
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Ou vamos de franceses dandies?
Luiz diz:
HAHAHAHAH
Luiz diz:
De boina e com uma baguete debaixo do braço e bigode pintado com rolha queimada
Luiz diz:
E um acordeom na mão
(...)
Lucasof - Zygmunt Bauman é meu amigo diz:
Eu não sei falar a língua dele. Vou tentar me comunicar com contas, espelhos e uma mulata
E terminamos em seu “Decálogo de 15” sobre a elegância:
1. Never brown in town.
2. Até 17 horas: ternos claros.
3. Depois das 17 horas: ternos escuros.
4. Preto é para luto, mafiosos e audiências no Vaticano.
5. Branco para bicheiros e quem está nas Bahamas.
6. Nunca comer pão com garfo.
7. Bêbado é quando não se consegue dar um double Windsor knot.
8. Não mencione.
9. Não importa quanto custou.
10. Melhor não tocar no assunto.
11. Sendo Príncipe de Gales pode tudo.
12. Never explain.
13. Never complain.
14. Gravata é um assunto sério.
15. Não intua. Não conclua...
Do 6 ao 10 estou indo mal, no 14 pequei. Meu score é triste!
8 de ago. de 2007
Sereníssima
Vem falar de tempo, de diferenças, desafios. Da velocidade terrível da queda. De citações, imagens, coisas assimiladas que nos fazem e desconstroem. Do abismo de outra época, que ecoa hoje e amanhã para ser nomeado clássico.
Quer que todos os caminhos permeiem sua alma e extraiam as respostas exatas para charadas insolúveis. É vontade de plantar-se no mundo, de grudar em entranhas, de brotar dos céus para dominar do alto. Louros.
“Entra-se por mim na cidade da tristeza; entra-se por mim no abismo da eterna dor; entra-se por mim na mansão dos condenados. A eterna Justiça moveu Deus criar-me; obra sou da Divina Potestade, da suma sapiência, e do primeiro amor. Antes de mim não foram criadas, senão substâncias eternas, e eu eternamente duro. Vós, que em mim entrais, perdei toda a esperança de sair!”
Tempo.
Enquanto isso eu penso Web 2.0, ponderando se a escolha, mais uma escolha, a última, foi certa, mentindo que o solado será suficiente para que encontre um caminho, seguro que a vida é acima do skyline de um monitor. Mas sem saber para onde olhar. E a areia é fina, fina.
“Havia uma dessas ampulhetas na casa de meu pai. O orifício por onde a areia sai é tão fino que parece que a parte de cima nunca muda. Aos nossos olhos parece que a areia só acaba quando está no final. E até que aconteça, não vale a pena pensar até seu último momento. Quando já não há mais tempo. Quando não há mais tempo de se pensar.”
A ironia toda é que, ao acaso, Mahler me acolhe. Mas não elucida.
Quer que todos os caminhos permeiem sua alma e extraiam as respostas exatas para charadas insolúveis. É vontade de plantar-se no mundo, de grudar em entranhas, de brotar dos céus para dominar do alto. Louros.
“Entra-se por mim na cidade da tristeza; entra-se por mim no abismo da eterna dor; entra-se por mim na mansão dos condenados. A eterna Justiça moveu Deus criar-me; obra sou da Divina Potestade, da suma sapiência, e do primeiro amor. Antes de mim não foram criadas, senão substâncias eternas, e eu eternamente duro. Vós, que em mim entrais, perdei toda a esperança de sair!”
Tempo.
Enquanto isso eu penso Web 2.0, ponderando se a escolha, mais uma escolha, a última, foi certa, mentindo que o solado será suficiente para que encontre um caminho, seguro que a vida é acima do skyline de um monitor. Mas sem saber para onde olhar. E a areia é fina, fina.
“Havia uma dessas ampulhetas na casa de meu pai. O orifício por onde a areia sai é tão fino que parece que a parte de cima nunca muda. Aos nossos olhos parece que a areia só acaba quando está no final. E até que aconteça, não vale a pena pensar até seu último momento. Quando já não há mais tempo. Quando não há mais tempo de se pensar.”
A ironia toda é que, ao acaso, Mahler me acolhe. Mas não elucida.
7 de ago. de 2007
Em que parte da língua sinto o doce?
Acabo de assistir Sem Reservas, de Scott Hicks. Bonitinho e mais dramático do que prometia o cartaz ao chamá-lo de comédia romântica. Pipoca, Coca®, Mentos® e Mayara.
O mérito fica com a escolha da atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) para um papel que, seguindo a lógica dos grandes estúdios, caberia a chatinha e passada Dakota Fanning. Ela era boa, mas resolveu crescer e gritar demais. Ok, eles não são bonzinhos. Abigail está em alta.
E a tradução de “tartar” ficou por tártaro mesmo.
O mérito fica com a escolha da atriz Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) para um papel que, seguindo a lógica dos grandes estúdios, caberia a chatinha e passada Dakota Fanning. Ela era boa, mas resolveu crescer e gritar demais. Ok, eles não são bonzinhos. Abigail está em alta.
E a tradução de “tartar” ficou por tártaro mesmo.
3 de ago. de 2007
2 de ago. de 2007
Um golinho de vinho, se lhe agrada
Pedir as dicas de vinho ao Luiz acabou transformando um encontro de amigos que harmonizam tudo muito bem com refrigerantes em um jantar com algumas responsabilidades. Trocamos os copos pelas taças e aguçamos nossas curiosidades e paladares pensando no que teríamos pela frente.
A boa pedida da noite era um fondue com base de queijo gruyère e um de chocolate, para a sobremesa. As indicações foram um branco – não devemos temer nem menosprezá-los – e um Porto. Quebramos um pouco o protocolo e compramos também um tinto para bater com o queijo.
E assim desenrolou-se a noite, entre suspiros de agrado e caretas de reprovação:
Usei uma receita básica para o fondue, que não é uma coisa que exija muitos segredos, com pão italiano, filão e ciabatta. O primeiro a ser desarrolhado foi o branco, Alamos Chardonnay, safra 2006 (Mistral). Para quem pensa que os brancos são levinhos, bem a cara de “lançamentos em livrarias chiques”, esse é uma surpresa. É bem intenso, casou perfeitamente com o gruyère. Aplaudido!
Terminada essa rodada, fomos para o tinto (sugestão minha, não culpem o Horta!), um Isla Negra, safra 2006, com 85% de Syrah e 15% de Cabernet Sauvignon (Enoteca Fasano). Com a boca e papilas limpas, ele é suave, bastante frutado, puxando para o cassis e com linda cor vermelho rubi, aveludada. Depois do queijo, ficou bastante adstringente, merecendo uma discreta careta.
Quando os pães acabaram e enxergamos o fundo da panela, partimos para o de chocolate, feito com barras de 70% de cacau e uma pitada de “ao leite”. Hora do convidado mais ousado e difícil de encontrar, um Porto Niepoort. Mais adocicado, com notas (finos que somos!) de frutas secas e especiarias. Ficou saboroso com nossa sobremesa, cada um com seu espaço merecido, sem concorrência. Mas tomamos pouco, porque gente leiga acha que Porto é pra ser apreciado em pequenos goles sorvidos de tacinhas miúdas.
Um sucesso! Será a rendição de jovens da geração “de cola não alcoólica” ao mundo do “mosto de uvas viníferas fermentado, com duração indefinida"?
*Publicado originalmente no Glupt!, de Luiz Horta.
A boa pedida da noite era um fondue com base de queijo gruyère e um de chocolate, para a sobremesa. As indicações foram um branco – não devemos temer nem menosprezá-los – e um Porto. Quebramos um pouco o protocolo e compramos também um tinto para bater com o queijo.
E assim desenrolou-se a noite, entre suspiros de agrado e caretas de reprovação:
Usei uma receita básica para o fondue, que não é uma coisa que exija muitos segredos, com pão italiano, filão e ciabatta. O primeiro a ser desarrolhado foi o branco, Alamos Chardonnay, safra 2006 (Mistral). Para quem pensa que os brancos são levinhos, bem a cara de “lançamentos em livrarias chiques”, esse é uma surpresa. É bem intenso, casou perfeitamente com o gruyère. Aplaudido!
Terminada essa rodada, fomos para o tinto (sugestão minha, não culpem o Horta!), um Isla Negra, safra 2006, com 85% de Syrah e 15% de Cabernet Sauvignon (Enoteca Fasano). Com a boca e papilas limpas, ele é suave, bastante frutado, puxando para o cassis e com linda cor vermelho rubi, aveludada. Depois do queijo, ficou bastante adstringente, merecendo uma discreta careta.
Quando os pães acabaram e enxergamos o fundo da panela, partimos para o de chocolate, feito com barras de 70% de cacau e uma pitada de “ao leite”. Hora do convidado mais ousado e difícil de encontrar, um Porto Niepoort. Mais adocicado, com notas (finos que somos!) de frutas secas e especiarias. Ficou saboroso com nossa sobremesa, cada um com seu espaço merecido, sem concorrência. Mas tomamos pouco, porque gente leiga acha que Porto é pra ser apreciado em pequenos goles sorvidos de tacinhas miúdas.
Um sucesso! Será a rendição de jovens da geração “de cola não alcoólica” ao mundo do “mosto de uvas viníferas fermentado, com duração indefinida"?
*Publicado originalmente no Glupt!, de Luiz Horta.
30 de jul. de 2007
2 de jul. de 2007
29 de jun. de 2007
21 de jun. de 2007
D-tox
Quero colocar fogo em meu guarda-roupa, passar a, finalmente, andar pelado e enterrar a Juliana Imai junto com o Gianfranco Ferré.
Vai passar.
Vai passar.
18 de jun. de 2007
Auto-estima? É para os fracos.
Para aplacar minha infinita tristeza com o fim de Siri e Alemão, um elogio simpático. De Flávia Durante, no Blah Blah Blog:
“SPFW
São Paulo Fashion Week é igual ao Oscar e Copa do Mundo. O povo fala mal mas adora dar pelo menos uma olhadinha...Bom, eu adoro o tema e acompanho tudo. Mas não dá pra deixar de rir com alguns momentos V.A. Pra se divertir com os exageros e gafes dê um pulo no Vodca Barata, no Papel Pop e no Blog de Moda, que estão fazendo uma cobertura super bem-humorada do evento.
Postado por Flávia Durante às 01:15 1 comentários”
De Bean, no Trash it Up:
"Os queridos do Sampaist Mayara, LucasOf e Lígia estão lá 24h/7 e fazendo um blog incrível. Absurdinho, olha só."
“SPFW
São Paulo Fashion Week é igual ao Oscar e Copa do Mundo. O povo fala mal mas adora dar pelo menos uma olhadinha...Bom, eu adoro o tema e acompanho tudo. Mas não dá pra deixar de rir com alguns momentos V.A. Pra se divertir com os exageros e gafes dê um pulo no Vodca Barata, no Papel Pop e no Blog de Moda, que estão fazendo uma cobertura super bem-humorada do evento.
Postado por Flávia Durante às 01:15 1 comentários”
De Bean, no Trash it Up:
"Os queridos do Sampaist Mayara, LucasOf e Lígia estão lá 24h/7 e fazendo um blog incrível. Absurdinho, olha só."
Diálogos sem voz (a.k.a. Afiando as facas)
Das conversas com Luiz Horta pelo messenger, com o nick “Nasci para ter um açougue em um bairro calmo”:
Luiz diz:
oi lucas
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Olá
Luiz diz:
açougue de boa carne?
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Esteja certo q sim!
Luiz diz:
manda um bife de chorizo aqui pra mim
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
E seria um mestre em cortes
Luiz diz:
olha
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
É pra já, chefia
Luiz diz:
pode dar dinheiro
Luiz diz:
eu nasci para morar no bairro calmo com um bom açougue
(...)
Luiz diz:
bom spwf! cambio e desligo. quero tambem meio quilo de alcatra, sem contrapeso.
PS: Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.
Luiz diz:
oi lucas
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Olá
Luiz diz:
açougue de boa carne?
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
Esteja certo q sim!
Luiz diz:
manda um bife de chorizo aqui pra mim
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
E seria um mestre em cortes
Luiz diz:
olha
Lucasof [SPFW] - Nasci para ter um açougue num bairro calmo. diz:
É pra já, chefia
Luiz diz:
pode dar dinheiro
Luiz diz:
eu nasci para morar no bairro calmo com um bom açougue
(...)
Luiz diz:
bom spwf! cambio e desligo. quero tambem meio quilo de alcatra, sem contrapeso.
PS: Nunca forneça sua senha ou o número do cartão de crédito em uma conversa de mensagem instantânea.
16 de jun. de 2007
Justa causa dissimulada. Ou customizada.
Como diria Paula Balsinelli, amiga – grande amiga – e mentora dos jogos de xadrez da vida, quem inventou a moda (e o poema) é idiota. Da parte do poema eu discordo, da outra, depois de quatro dias confinado na Bienal, já não sei mais.
Além de agüentar vaidades, banalidades, senilidades, sensibilidades, má educação, pressão, falta de noção, ainda tenho que ouvir que meu chefe quer muitos biquínis na home de nossa página especial e ver o cofrinho de nosso ombudsman – que como disse Tutty Vasques, parece ser vestido pela filha do Dunga - em visita ao nosso lounge.
Acho que vou escrever para ele dizendo que apelar por cliques é triste e antiético e para meu chefe dizendo que é feio homens usarem cintura muito baixa e camisa muito alta e justa com barriga.
E gente que não veio, não viu e quer contar e comer de colher. E palpitar. E diminuir.
Sim, péssimo humor. E ainda terei que pagar a conta do meu celular.
Mas gostando muito de trabalhar com os outros peões, tanto do conteúdo quanto do estúdio, dando um duro danado e fazendo um bonito trabalho.
Além de agüentar vaidades, banalidades, senilidades, sensibilidades, má educação, pressão, falta de noção, ainda tenho que ouvir que meu chefe quer muitos biquínis na home de nossa página especial e ver o cofrinho de nosso ombudsman – que como disse Tutty Vasques, parece ser vestido pela filha do Dunga - em visita ao nosso lounge.
Acho que vou escrever para ele dizendo que apelar por cliques é triste e antiético e para meu chefe dizendo que é feio homens usarem cintura muito baixa e camisa muito alta e justa com barriga.
E gente que não veio, não viu e quer contar e comer de colher. E palpitar. E diminuir.
Sim, péssimo humor. E ainda terei que pagar a conta do meu celular.
Mas gostando muito de trabalhar com os outros peões, tanto do conteúdo quanto do estúdio, dando um duro danado e fazendo um bonito trabalho.
14 de jun. de 2007
Nada mais gostoso que um Bubaloo banana...
Depois de um tour latino-americano com os quatro do Minhocão - Lemp (o homem que vai onde a notícia está e crítico musical), Fountains (a sensatez rock´n roll), Lucasof (o Censo) e Yaya (a caçula mimada que faz cara de dó e intérprete com pigarro) e muitas horas – muitas – acampado em aeroportos, voltei com minha gripe para terras brasileiras e fui direto para a Bienal, acompanhar o SPFW.
Hotsite: http://www.moda.ig.com.br/especial/
Blog: http://moda.blig.ig.com.br/
Espero sobreviver e poder retomar, um dia, os post freqüentes aqui. Saudades de blogar para mim, por nada de mais.
Hotsite: http://www.moda.ig.com.br/especial/
Blog: http://moda.blig.ig.com.br/
Espero sobreviver e poder retomar, um dia, os post freqüentes aqui. Saudades de blogar para mim, por nada de mais.
31 de mai. de 2007
Relendo
"Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num enorme campo de centeio, e ninguém por perto. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu queria fazer o dia todo. Ia ser o apanhador no campo de centeio. Sei que é maluquice..."
O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Sallinger
E nunca quis matar ninguém depois.
O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Sallinger
E nunca quis matar ninguém depois.
14 de mai. de 2007
Eu e Lynch, Lynch e eu
Embora ele tenha feito dois filmes que gosto muito - mato quem pensar que um deles é Mulholland Dr. -, continuo com sérios problemas de relacionamento com David Lynch. Mas não posso negar sua genialidade. Pena que eu não entendo.
"Quando comecei a meditar tinha uma fúria dentro de mim e eu a descontava em minha primeira esposa. Depois de duas sessões de meditação, a fúria foi embora."
David Lynch, diretor de cinema americano, recomendando a meditação para acabar com a violência nas escolas de seu país
IN Revista Veja, edição 2007, 9 de maio de 2007
"Quando comecei a meditar tinha uma fúria dentro de mim e eu a descontava em minha primeira esposa. Depois de duas sessões de meditação, a fúria foi embora."
David Lynch, diretor de cinema americano, recomendando a meditação para acabar com a violência nas escolas de seu país
IN Revista Veja, edição 2007, 9 de maio de 2007
10 de mai. de 2007
They could not take your pride
Depois dos vários debates comigo mesmo sobre Borat, humor, riso por obrigação e Banzé no Oeste, agora é a vez de índios, negros e mídia.
Essa questão já me assolava quando eu trabalhava com o Chaparro e, em seu site, discutíamos coisas assim, principalmente na seção Foco na Foto. Somou-se a isso o fato dos índios da tribo seminole, nos EUA, terem comprado a rede Hard Rock. Depois ouvi a declaração que se os americanos tomaram as terras dos índios – incluindo Manhattan - eles iriam comprar tudo de volta, cassino por cassino.
Neurônio vai, neurônio volta, li no ombudsman da Folha uma crítica ao infográfico que fizeram para ilustrar o “massacre na Virgínia”, no qual mostraram um homem com feições de negro, embora já soubessem com certeza que o atirador era sul-coreano.
Explodo em blog, um pouco tardiamente, depois de um encontro com Bob Butler, editor da rádio KCBS de São Francisco e diretor da Associação Nacional dos Jornalistas Negros nos Estados Unidos (NABJ), e Mary Kim Titla, a primeira repórter de origem indígena do Arizona, na Casa do Saber.
Passada a estranheza com os copos tão pequenos de café que temos no Brasil, os dois abriram uma discussão sobre esse tema que parte da idéia que o jornalismo é declaradamente racista.
A maneira como os segmentos sociais são tratados na mídia dependem também da inserção desses grupos nas redações. A presença – ou ausência – deles é refletida no jornalismo que é produzido.
Se comentamos a ida de Heraldo Pereira para a bancada do Jornal Nacional, imagino o impacto de um Xavante trabalhando na televisão. As faculdades não preparam profissionais para trabalhar e discutir esse tema. As famílias também não. A educação de base, tampouco. Saída para um cenário assim?
Complexo agir na mídia. Por isso, falar com uma só voz é muito importante. Encontrar e divulgar histórias que não sejam só de sangue, fontes de diferentes etnias para histórias boas, não utilizá-las apenas como ilustração para crimes e massacres.
É mais fácil agir nos anunciantes. Eles hoje têm políticas rígidas sobre diversidade, não porque sejam bons, mas porque sabem trabalhar o valor, o alcance e a inserção de suas marcas no mercado. Uma porta de entrada, uma troca, uma voz alta para a busca de objetivo difícil com caminho áspero.
E discutir. Talvez não Malcom X, nem Martin Luther King. Mas nunca mais Jim Crow, Black Codes ou Emmet Till. Compartilhar experiências pode não ser o segredo para a solução, mas com certeza pode fazer diferença em mais um problema com origem na má educação e heranças torpes.
Para Rosa Parks, porque ainda temos um sonho, de um menino que trabalha em uma redação sem nenhum negro ou índio.
Essa questão já me assolava quando eu trabalhava com o Chaparro e, em seu site, discutíamos coisas assim, principalmente na seção Foco na Foto. Somou-se a isso o fato dos índios da tribo seminole, nos EUA, terem comprado a rede Hard Rock. Depois ouvi a declaração que se os americanos tomaram as terras dos índios – incluindo Manhattan - eles iriam comprar tudo de volta, cassino por cassino.
Neurônio vai, neurônio volta, li no ombudsman da Folha uma crítica ao infográfico que fizeram para ilustrar o “massacre na Virgínia”, no qual mostraram um homem com feições de negro, embora já soubessem com certeza que o atirador era sul-coreano.
Explodo em blog, um pouco tardiamente, depois de um encontro com Bob Butler, editor da rádio KCBS de São Francisco e diretor da Associação Nacional dos Jornalistas Negros nos Estados Unidos (NABJ), e Mary Kim Titla, a primeira repórter de origem indígena do Arizona, na Casa do Saber.
Passada a estranheza com os copos tão pequenos de café que temos no Brasil, os dois abriram uma discussão sobre esse tema que parte da idéia que o jornalismo é declaradamente racista.
A maneira como os segmentos sociais são tratados na mídia dependem também da inserção desses grupos nas redações. A presença – ou ausência – deles é refletida no jornalismo que é produzido.
Se comentamos a ida de Heraldo Pereira para a bancada do Jornal Nacional, imagino o impacto de um Xavante trabalhando na televisão. As faculdades não preparam profissionais para trabalhar e discutir esse tema. As famílias também não. A educação de base, tampouco. Saída para um cenário assim?
Complexo agir na mídia. Por isso, falar com uma só voz é muito importante. Encontrar e divulgar histórias que não sejam só de sangue, fontes de diferentes etnias para histórias boas, não utilizá-las apenas como ilustração para crimes e massacres.
É mais fácil agir nos anunciantes. Eles hoje têm políticas rígidas sobre diversidade, não porque sejam bons, mas porque sabem trabalhar o valor, o alcance e a inserção de suas marcas no mercado. Uma porta de entrada, uma troca, uma voz alta para a busca de objetivo difícil com caminho áspero.
E discutir. Talvez não Malcom X, nem Martin Luther King. Mas nunca mais Jim Crow, Black Codes ou Emmet Till. Compartilhar experiências pode não ser o segredo para a solução, mas com certeza pode fazer diferença em mais um problema com origem na má educação e heranças torpes.
Para Rosa Parks, porque ainda temos um sonho, de um menino que trabalha em uma redação sem nenhum negro ou índio.
8 de mai. de 2007
Salvo pelo Tremendão
Como disse Natasha, Helena falou bonitinho sobre nossa Virada Cultural. Vão lá ler! Ou aqui. Clique no aqui. Aqui!
Só acrescento que não tinha empanada no café da Pinacoteca, mas um show lá dentro fica bem louco. Batuque de branco é foda, o metrô é legal e voltar a pé pra casa sem blusa, com 19ºC, pode ser constipante. Bons amigos são sempre a melhor causa, o melhor programa, a melhor virada. E mais pontos para xixi, por favor. Quando é a próxima?
E espero que um programa tão bonito e bem aplicado não fique marcado pelo embate na Sé.
Só acrescento que não tinha empanada no café da Pinacoteca, mas um show lá dentro fica bem louco. Batuque de branco é foda, o metrô é legal e voltar a pé pra casa sem blusa, com 19ºC, pode ser constipante. Bons amigos são sempre a melhor causa, o melhor programa, a melhor virada. E mais pontos para xixi, por favor. Quando é a próxima?
E espero que um programa tão bonito e bem aplicado não fique marcado pelo embate na Sé.
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