30 de mar. de 2015

Easy A

"I don't know what your generation's fascination is with documenting your every thought, but I can assure you, they're not all diamonds."

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23 de mar. de 2015

Eu te amo, Kerry Washington

"We have been pitted against each other and made to feel like there are limited seats at the table for those of us who fall into the category of 'other'. As a result, we've become afraid of one another, we compete with one another, we judge one another. Sometimes, we betray one another. Sometimes even within our own communities we designate who among us is best suited to represent us and who really shouldn't even be invited to the party. As others, we are taught that to be successful, we must reject those other others, or we will never belong. (...)

To be represented is to be humanized. And as long as anyone, anywhere is being made to feel less human, our very definition of humanity is at stake and we are all vulnerable. (...)

We must see each other, all of us; and we must see ourselves, all of us. We have to continue to be bold and break new ground until that is just how it is. Until we are no longer firsts and exceptions and rare and unique. In the real world, being an 'other' is the norm. In the real world, the only norm is uniqueness, and our media must reflect that."

 

20 de mar. de 2015

Sem miolo

Eu quero te encaixotar e esquecer tudo que tivemos, mas a memória nem sempre é obediente e simples como as líquidas conexões digitais. Não temos como nos esquivar de pequenos lembretes espalhados pela vida, como nos desconectar de estopins que nos remetem a momentos e pessoas, momentos com pessoas, pessoas em nossos momentos.

Lavo o rosto com água gelada para esfriar a cabeça e sua escova está ali, na caneca, ao lado da minha. Vou me trocar e a pequeníssima peça de roupa misturada entre as minhas ainda me faz rir. A camiseta de pinheirinhos junta-se aos escritos na janela pelo meu caminho. O prato de formigas não combina mais com meu brigadeiro de capim-limão.

Lembro quando você entrou em minha casa pela primeira vez, analisou tudo com as mãos para trás, como quem desbrava algo novo. Para mim, você parecia pertencer àquele lugar desde sempre. O seu sofá - e a brisa que nos acompanha - me desmanchou em poucos minutos.

Lembro quando vejo as flores de canudo, a cadeira branca de almofada florida ocupada por quem quer que seja, já sem graça alguma. Com os Aperof Spritzers e com tudo mais que fizemos nosso e trouxemos para o nosso mundo.

Para pegar a estrada, onde sempre consigo deixar tudo para trás, desenterro um CD e, surpresa, impossível brincar de "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". A segunda música é Sugar Pie Honey Bunch, a terceira diz: "Se me acaba el argumento y la metodología cada vez que se aparece frente a mí tu anatomia".

O amor é realmente uma coisa brega. Mais que meu cabelo outrora vermelho ou minhas roupas mais coloridas e estampadas. Mas é tão mais fácil abrir mão dessas outras coisas todas! Você puxou pra preto e suas poucas variações o tom das minhas roupas e coloriu minha vida.

Por mais que tenhamos voado milhares de quilômetros, caminhado por terras ultramarinas, usado o banheiro para os fins tradicionais nos lugares mais inusitados, trocado presentes, forjado um vocabulário próprio, nos beijado à meia-noite de 31 de dezembro sob pontualidade britânica e um sem fim de coisas nesses poucos meses, depois que eu soube seu verdadeiro estado e ele prevaleceu, você será para sempre um amor que não aconteceu, como o anexo desta mensagem.

Ontem passei mal. Saí do trabalho cambaleando e fui para casa no começo da tarde. Minha vontade era usar isso como desculpa, já que agora você trabalha perto de casa, e pedir socorro. Não por estar mal, mas para te ver. Adormeci, acordei no meio da madrugada um pouco feliz, ainda que zonzo e dolorido. Estava melhor e havia conseguido me segurar. Não te ver e manter meu argumento. Amar também é entender momentos e saber a hora de afastar. De perder. De reescrever todas essas palavras e imaginar quanto tempo o ritual vai levar desta vez.

"A arte de perder não é nenhum mistério; (...)
Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério
"

Forget about Montauk. Meet me in Berries.

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19 de mar. de 2015

Late Night Thoughts‬



























I think about dying but I don't want to die. Not even close. In fact my problem is the complete opposite. I want to live, I want to escape. I feel trapped and bored and claustrophobic. There’s so much to see and so much to do but I somehow still find myself doing nothing at all. I’m still here in this metaphorical bubble of existence and I can’t quite figure out what the hell I’m doing or how to get out of it.

Matty Healy | Foto Brooke DiDonato

3 de fev. de 2015

#137

A leitura dos clássicos da infância nunca me havia feito acreditar que um dia eu viveria uma história de amor envolvendo uma festa e sapatos deixados para trás.

Minha nuca encantou-se com você antes mesmo que pudesse vê-lo por inteiro, a não ser quando roubava pelos reflexos da tela do computador ou pelos cantos dos olhos. Depois meus ouvidos, certamente suscetíveis ao enredo contado pela nuca, renderam-se à sua voz rouca, modulada conforme seu interesse.

Um dia eu olhei. No outro, você levou a misturinha do café da manhã. As rodinhas de minha cadeira passaram a querer percorrer o chão branco o tempo todo para ficar mais perto, sentir seu cheiro. Encostei em você. E de novo. E você já era parte. Juntos. Dois.

De um sofá sob a brisa de uma janela em Moema até repetidas vezes no cartório. Do meu Memory Motel no Largo da Batata, onde provei que existe uma receita científica para se gostar de alguém (embora apaixonado desde a primeira linha da experiência), até as caminhadas nos dias frios 9.497 quilômetros distantes de onde estamos hoje.

Seguindo nas tags e métricas, cozinhamos risoto no Natal, com 100 quilômetros nos separando. Jantamos os fogos de 31 de dezembro dividindo os mesmos centímetros, SPHB. Não precisamos de monumentos ou grandes obras, éramos nós a principal referência em todos os guias e mapas. Ignoramos algumas das pinturas mais icônicas da humanidade porque tudo que importava era seu nome entalhado na parede. Você era tudo que me importava. Usei seus sapatos e seus casacos, usamos Estomazil, dividimos a cama, a banheira, os rodopios no parque e dias inenarráveis.

Cantei para você. Ouvi você cantando repetidas vezes. Minha vontade, ou a de meu coração, ainda com as marcas de dobra, é ouvir muitas mais.

Desisti de procurar explicações para algumas coisas. “People fall in love in mysterious ways. Maybe just the touch of a hand”. Você apareceu para, como um plano de metas de JK, me fazer viver cinco anos em cinco meses. Para me mostrar, como numa minissérie, que ainda é possível viver romances como os dos longa-metragens dos cinemas. Com tramas, mentiras, sentimentos intensos. Loucura. Escolhas. Com amor.

Mas agora é tarde em meu coração. Vou dobrá-lo para caber no bolso, sempre ao alcance da mão, mudar o canal e acordar para um novo momento. Ao lado da televisão, você será um dos pôsteres emoldurados e pendurados na parede:

- But what about us?
- We’ll always have berries.

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28 de jan. de 2015

Birdman

- Truth or dare?
- Truth.
- You're boring.
- The truth is always more interesting.

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15 de dez. de 2014

Cleaner

"My dad says that stains have memories. They remember their shape, their color, their smell. And the really deep ones return again and again. With these stains it's easier to start over than to try cleaning them. Sometimes you have a choice, sometimes you don't. All you can do is hope."

6 de dez. de 2014

Manu e Maria Tereza

Acredito que, de formas diretas ou indiretas, todos passamos grande parte do tempo tentando entender a vida, nossa existência, qual o propósito desse magical mistery tour.

Talvez por isso apreciemos tanto os artistas, a música, a poesia. Por conseguirem dar forma a alguns sentimentos, sugerir alguns caminhos. Talvez por isso alguns procurem uma religião ou misticismo. Por darem um alento e algumas pistas. Talvez por isso eu vague algumas noites pelas ruas ou me encolha no silêncio da minha casa. Todas essas coisas trazem em palavras, quadros, canções, fé, poesias, bebidas e afins um pouco da síntese desse mistério.

Eu já não tinha mais a clareza da busca até que recebi a notícia, primeiro via SMS - tempos modernos! - e depois via telefone. Em alguns meses eu seria tio! E de uma dupla! Que tarde cheia de encanto, sonhos e planos. Pouco tempo depois, na noite em que Duda e Aline fizeram o chá de bebê, passei a fazer parte do time que tem um vislumbre de uma possível resposta. Foi com as mãos na barriga da Aline, sentindo um chute de Maria Tereza, um soco da Manoela e toda a vida ali dentro, prestes a se espalhar pelas nossas.

Após elas rebentarem, na maternidade, aqueles dois pacotinhos já se mostravam uma indústria e deixavam pouco tempo para reflexões! Centenas de fraldas e de litros de leite divididos em banhos, horas e mililitros. Madrugada adentro e pouco sono para meu irmão que, o oposto de mim, que busco confundir as coisas pelas noites e pelas ruas, sempre gostou de dormir cedo e muito. Mas elas já eram, além da trabalheira toda, uma espécie de materialização do imensurável amor que sinto pelo Duda.

Já tivemos o primeiro passeio, o primeiro sorriso, a primeira papinha, a primeira febre, o primeiro resmungo, o primeiro dente apontando… A primeira festa, com todos aqui reunidos para partilhar dessa alegria e de todo esse mundo que elas têm a desbravar! E reunidos também para testemunhar a promessa que tenho a protocolar. Oficialmente estou aqui, como tio e padrinho, para firmar que, caso algo aconteça, me responsabilizo pelo futuro das meninas. Mas, se Deus quiser, meu papel vai ser um só e vai passar muito longe disso.

E é por isso que minha promessa, hoje, é um desdobramento dessa. Prometo, com todos vocês aqui, que vou ser o tio mais babão do universo e fazer tudo que essas mimadas possam querer. E por um motivo muito simples: porque o tempo que passo com elas é um tempo de certezas. Quando estou com Manu e Maria Tereza, cada vez que elas passam a mão em meu rosto, sorriem, fazem birra ou dormem, em cada um desses momentos elas são toda a música, toda a poesia, toda a fé, todas as respostas, todo o sentido da minha vida.

4 de dez. de 2014

Anglo-saxônico

You make me feel drunk when I'm highly sober. Maybe that's why I like you. And it's not about being lonely, it's about feeling complete.

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2 de dez. de 2014

Bad blood, mad love

"A good partnership is not so much one between two healthy people (there aren’t many of these on the planet), it’s one between two demented people who have had the skill or luck to find a non-threatening conscious accommodation between their relative insanities"

In "On Marrying the Wrong Person"

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27 de nov. de 2014

White Collar

- You're the romantic. I mean, what's the deal with the bottle?
- It's an 82 Bordeaux.
- Yeah. Costs 800 bucks a pop.
- It does when it's full. I got it empty.
- Empty?
- Look, when Kate and I met, we had nothing. I got that bottle, and I used to fill it up with whatever cheap wine we could afford. And we'd sit in that crappy apartment and drink it over cold pizza and pretend we were living in the Côte d'Azur.
- How'd that work out for you?
- It didn't. Cause that bottle was a promise of a better life.

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Sobre outro.

18 de nov. de 2014

Ontem

Tive um flash do passado, assassinei um apelido, fui embora descalço e empilhei a noite como os arquivos do Instagram. Mais um quadrado sendo sobreposto lentamente por outros momentos. A câmera está a postos.

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8 de out. de 2014

It takes two to tango

Olhares de entrada, a gente para o jantar e minhas mãos sobre a mesa. Um brinde, sem contas a pagar.

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      Poorly Drawn Lines

6 de out. de 2014

Into the Wild | Alexander Supertramp

"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past."

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"There is a pleasure in the pathless woods."

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"Happiness only real when shared."

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"The sea's only gifts are harsh blows and, occasionally, the chance to feel strong. Now, I don't know much about the sea, but I do know that that's the way it is here. And I also know how important it is in life not necessarily to be strong but to feel strong, to measure yourself at least once, to find yourself at least once in the most ancient of human conditions, facing blind, deaf stone alone, with nothing to help you but your own hands and your own head." (Primo Levi)

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29 de set. de 2014

Nymphomaniac: Vol. I

"Perhaps the only difference between me and other people is that I've always demanded more from the sunset, more spectacular colours when the sun hit the horizon. That's perhaps my only sin."

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14 de ago. de 2014

De graça

- Acho que me identifico. E você?
- To parado desde a hora que li. Sempre penso nisso, o quanto o humor não é só barricada. No fundo, queria que alguém transpusesse e me tomasse de assalto.
- Mas, não, serve só pra mascarar a doideira que a gente é por dentro e projetar uma alegria amistosa, que não gere questionamentos.
- Como é bom encontrar doidos iguais. Rs

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"De fato a capacidade de juntar elementos distintos é uma característica da criatividade, mas também das psicoses. Já a habilidade de fazê-lo de forma surpreendente e rápida é central para o humor, mas surge igualmente nos episódios maníacos. Sendo assim, o dom de criar piadas parece ser mais fácil para as pessoas que vivem perigosamente próximas tanto da psicose como dos picos e vales do humor."

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10 de ago. de 2014

Hermitage

Eu escrevo sobre tudo, mas ainda não tinha escrito sobre você. Talvez por você ter toda a erudição que sonhei ter, pelos textos e poesias que deixava com nosso café pelas manhãs. Talvez por ainda ter questões pendentes desde que você encerrou as atividades do meu Banco Sacul S/A e o despejou do guarda-roupa de sua casa, aos meus oito anos, quando, com todas as resoluções de um menino dessa idade, decidi que não queria mais te ver e dei um mosh na vida. Mãe, Du, Cecília (minha professora da 4ª série), Tuto, Tio Domenico, Carlão e outros tantos braços que me carregaram no alto até eu descer nos 18 anos, quando você me procurou.

Era bem diferente de tudo que eu lembrava e imaginava. Adolescente clichê, chutei portas e tentei botar pra fora toda a raiva acumulada. Você se desculpou, explicou, aguentou, insistiu. Até que, no ano mais difícil da minha vida, me carregou no colo sem fazer muitas perguntas, deixando claro que me entendia, aceitava e permitindo que eu fizesse da sua casa em SP um bunker onde me escondi inúmeras vezes.

Nesse tempo, você fazia janta e deixava bilhetes pela manhã, ao sair pro trabalho. Ah, os bilhetes pela manhã! Escrevia longos e-mails pra mim, ouvia minhas baboseiras, criou coragem pra me dar a primeira bronca. Do fundo do meu poço, entendi minha solidão – o eremita que herdei de você – e, em vez de dividi-la, deixei que me ajudasse a sair dela e fizesse companhia. Você segurou uma barra imensa e voltei a te chamar de pai em meus pensamentos.

Abaixei a guarda e ganhamos o mundo. Rimos alto quando você foi trapaceado por uma pimenta disfarçada na Cidade do México. Bebemos vodka nas noites de sol infinito do verão russo. Vi uma alegria infantil nos seus olhos azuis, sempre camuflados pelos óculos, e seus pés balançando quando pode pilotar uma lancha pela primeira vez na vida, ladeado por ilhas cheias de vinhedos.

Fomos ao show do Eric Clapton, seu primeiro show em estádio. Ao Paul McCartney. Vimos juntos Bruce Springsteen cantar Thunder Road nos meus 30 anos. Gosto de ver você batendo tímidas palmas e levantando os pés, no que não caracteriza um pulo, quando está curtindo um show. E não seguro um sorriso emocionado quando você transcende e pula na pista ao som de Jump, do Van Halen.

Conversamos muito sobre a vó e família. Du e eu vivemos tantas coisas com ela, como netos, e é bonito poder unir com suas lembranças de filho. Eu gosto da sua história, até das partes em que troca os pés pelas mãos.

Foi por sua história torta que acabei destituído do meu posto de caçula para ganhar uma irmã mais nova, entender isso tudo e me emocionar ao vê-la de noiva e casando.

Jantamos juntos, ficamos trilili tomando vinho, que você tanto gosta e eu faço graça ao avaliar aromas, falamos sobre a vida e rimos. Gosto quando faço você rir com minhas besteiras.

Hoje estamos todos indo para a casa do Duda, eu como tio e padrinho, você como avô babão de gêmeas, para comemorar o primeiro dia dos pais dele. Vamos cozinhar!

Você está em duas das minhas tatuagens. Está no meu coração. Eu não escrevi sobre você até hoje porque esperei a hora e a coragem de dizer pra todo mundo o quanto eu te amo.

Feliz dia dos pais.  =)


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Um pouco do pai, para o pai

(...) Viajamos nós quatro, ou com avós e tios, rimos juntos e vivemos uma festa. Que grande infância pudemos ter graças a isso. Mesmo quando as noites na chácara tornavam-se um breu de escuras, com as constantes quedas de energia que havia, ele nos levava para o quarto dele com a mãe, acendia um abajur, e lia capítulos de livros que jamais esquecemos: Tarzan, a Ilha do Tesouro e Origens (com um fóssil na capa!) foram acompanhados como novela, um capítulo atrás do outro, noite após a outra... Não à toa a leitura estar entranhada nos seus filhos!

(...) O Rui pai voltou com sua timidez, seu sorriso por detrás de um par de óculos. Seus olhos azuis traziam a companhia de cabelos grisalhos. Mas era o Rui pai, disposto a voltar a sê-lo. Nenhuma história de separação é completa se não flertar com a história da volta, da reconciliação, do perdão. Mútuo e definitivo. Perdoar não significa esquecer, mas lembrar para que não mais ocorra e, com isso, renovar as chances de erro mutuamente. Dar a chance para incontáveis acertos e poucos e novos erros. Perdoamo-nos, construímo-nos de novo. E isso foi muito legal.

(...) Mas, acima de tudo, sonhamos e desejamos ver se iluminar o quarto do menino que você tem dentro de si e que ele possa mirar seus próprios olhos azuis no espelho de seu coração e sorrir, sem medo de mais nada: você é um grande pai, o melhor que poderíamos ter.

11 de jul. de 2014

Memory Motel

Em oito dias não vence nem um queijo branco, mas vence um amor.

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        Post it noturno, Luiza Pannunzio