11 de mai. de 2006

"Guess it's just another dream...

A coisa mais inesperada acontece. Ao melhor estilo “uma nave extraterrestre desceu na minha sacada, eu jantei com ETs e depois eles partiram, de barriga cheia”.
Mexe com tudo, com toda a estrutura dessa minha vida cansada. Dá-lhe remoer, repensar, refletir, rememorar, redefinir. Re.
E sonhar.
E quebrar a cara.
E achar tudo isso uma delícia. E.

Alguns valores mudam, alguns dogmas são desfeitos.
O mouse vai para mão esquerda!

A adaptação tem sido rápida. Alguns movimentos mais precisos ainda são difíceis, mas to insistindo.
Por enquanto não me sinto mais inteligente, nem mais ágil. Espero que eu seja, ao menos, um velhinho sem Alzheimer.
Tomara que eu seja um velhinho. Para roubar os suspensórios do meu irmão.
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Enquanto isso, msn, com o nick “Lucasof - fanático religioso pseudo-neo-pentecostal”:
Vamos casar e viajar de lua de mel num conversível, com essa música tocando...

...That's slipping away
Each time I fall asleep
It seems I'm just drifting away
Just as yo have touched my heart
Babe, I wake and we're apart
Yeah, and it's slipping away"

9 de mai. de 2006

Cinco de Mayo

Pensei um sem fim de vezes em escrever sobre a Batalha de Puebla no dia 5 de maio. O dia passou, eu esqueci e o charme da lembrança acabou. Em resumo muito sucinto, tratou-se de uma grande vitória mexicana durante a Segunda intervenção francesa no México, em 1862, comemorada todos os anos no feriado de Cinco de Mayo. Outra história que reforça o orgulho patriótico dos mexicanos.
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Quando um amigo teimou comigo que as pessoas liam os textos em blogs e flogs, fizemos uma aposta. Eu escrevi um monte de palavrões ao contrário no meu, apostando que nenhuma pessoa iria notar e aguardamos comentários. Ninguém achou estranho, ninguém comentou nada que não os genéricos de sempre.

A partir daí comecei a escrever as coisas ao contrário. Escrevia a frase do jeito certo e ia, letra por letra, reescrevendo ao contrário. Depois de um tempo comecei a fazer de cabeça, direto. Hoje é automático.

E agora me aparecem com os cartazes de “icniV ad ogidòC O”. Nhé.
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Ontem, seguindo dica de minha editora-chefe para “abrir novos caminhos para as sinapses”, mudei o mouse de mão.
Meus neurônios são uns tapados! Os dedos mexem involuntariamente, uma mão quer se sobrepor a outra, uma confusão.
Seguindo a linha do dono, resistem a mudanças físicas. Vamos ver se acostumo. Novidades em breve.

8 de mai. de 2006

Tudo flui

"Para todos nós, em algum momento, nossa existência se revela como alguma coisa de particular, intransferível e preciosa. Quase sempre esta revelação se situa na adolescência. A descoberta de nós mesmos se manifesta como um saber que estamos sós; entre o mundo e nós surge uma impalpável, transparente muralha: a da nossa consciência.

É verdade que, mal nascemos, sentimo-nos sós; mas as crianças e os adultos podem transcender a sua solidão e esquecer-se de si mesmos por meio da brincadeira ou do trabalho. Em compensação, o adolescente, vacilante entre a infância e a juventude, fica suspenso um instante diante da infinita riqueza do mundo.

O adolescente se assombra com o ser. E ao pasmo segue-se a reflexão: inclinado para o rio de sua consciência pergunta-se se este rosto que aflora lentamente das profundezas, deformado pela água, é o seu. A singularidade de ser – mera sensação na criança – transforma-se em problema e pergunta, em consciência inquisidora."

Octavio Paz, O Labirinto da Solidão e Post Scriptum
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Agonia e êxtase.
Adorando o frio.
Fondue?

5 de mai. de 2006

Ode ao água de tomate

Mais uma incursão multimídia neste retrógrado espaço. Influências do trabalho.

Sem Início Nem Fim – Parte III
http://www.youtube.com/watch?v=vDaKILmkRoQ
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A vida estava corrida, truncada. A auto-estima destruída. Até o domingo, seguido do feriado na segunda. A auto-estima foi aos céus e a vida ficou, ainda que mais corrida, leve, colorida e agradável.
...suspiro...
“Tão longe, de mim distante,onde irá, onde irá teu pensamento...”
Hoje a noite é de saudades.
E Minhocão, claro.

3 de mai. de 2006

Please allow me to introduce myself…

Se o parente do dicionário Aurélio pode abrir sua intimidade em uma revista, justo que Lucasof escancare sua insignificante intimidade assassinando a gramática neste espaço.

PH Amorim ao telefone: “Diz pra ele que é mais importante falar comigo, que estou no iG e tenho 1.7 milhões de unique visitors por dia, do que com Folha e Estado juntos”.
Eu gosto assim! Bota o bilau na mesa e cospe na cara que é fodão mesmo! Inveja.

Sobre o fim de semana mais feriado, teve tudo de melhor na integralidade dessa vida semi-desnatada. Vai demorar para algum outro bater esse em audiência! Ótimo, surreal, agradável, diverso, empolgante, novo, inesperado, carinhoso...completo. E com minha primeira empreitada na home do iG. O poder nas mãos do povo!

Humor do dia por Padre Antônio Viera, no Sermão pelo bom sucesso (mas que suceeeesssso) das armas de Portugal contra as da Holanda: ecce nunc in pulvere dormiam, et si mane me quaesieris, non subsistam.

Por ora é isso. Só para não juntar pó.

…I'm a man of wealth and taste!

26 de abr. de 2006

Mutatis mutandi

"Esse e-mail vai em anexo, porque vai ser grande...

Só li seu e-mail hoje, (a gente se viu ontem), e queria dizer primeiro que você é foda... Nunca abaixa a guarda, é sempre mais frio pessoalmente, por que essa dificuldade de se dar para as pessoas? Eu sou sua amiga!

Foi ótimo na sua casa, mas eu nunca posso mostrar o tanto que estou com saudades porque você não deixa! Pronto, falei.

Lucas e seus amores. Eu tava falando com a Teresa agorinha e dizendo como vocês gostam de sarna para se coçar, né? Ela foi buscar um amor lá longe, e o meu tão pertinho, deu saudades vai e dá um beijinho...

Mas já que é uma coisa tão legal como você falou, então compensa correr atrás, mas você sabe: ação, demonstre, faça graça. Eu fico pasma com a facilidade que você tem de cantar uma pessoa qualquer e com a dificuldade de cantar a pessoa certa. LUCAS, TENHA ALVO!
(...)"
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E no msn, com o nick “de repente um repentista”:

“aproveitando o repente
Eu não sei como é que pode
Eu nao sei como é que pude
Comer caco de vidro
E cagar bola de gude nham nham nham nham (murmúrio natural dos repentistas)”

23 de abr. de 2006

Chi sogna di giorno...

Hoje, ao acordar, sonhei que aparava minhas costeletas e ficava 37 vezes mais bonito. Descoladas do rosto com muito cuidado e acomodadas sobre a pia do banheiro, eram penteadas com precisão e tesouradas fio a fio até assumirem um formato revolucionário. Quando terminado, tomei banho e me senti em paz.
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Agora à noite, me entupindo de gordura, descobri por que como quando estou ansioso. Sei que posso acabar com aquilo tudo, por mais que fique com a sensação de que vou explodir e que minha úlcera derrame tudo em minhas entranhas. Mas, ao fim da derradeira garfada, eu venci aquele prato, aquela panela, aquela embalagem. Eu cheguei ao fim. Conclui. E ganhei. O resto é resto, e que continue. Isso eu já terminei.
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No mundinho do msn:
“A gente devia poder apertar um botão e desapaixonar”

...conosce molte cose che sfuggono a chi sogna solo di notte.

18 de abr. de 2006

Hokum...

Já fui acusado por um ex-affair, que hoje tento transformar em memória, de só assistir blockbusters, os arrasa-quarteirão que buscam encher os olhos de platéias pouco exigentes.

Arte, quando muito, no Oscar® de efeitos especiais. Segundo o site Omelete, “(...) um tipo de filme mais acessível ao público, a mensagem, comum a todos, tem mais abrangência. Afinal, a superprodução tem público infinitamente maior”.

Que nada! Quem disse que blockbusters não têm arte e coisas não tão acessíveis? Tome-lhe V for Vendetta! Agarre-se ao seu combo mega de pipoca com squeeze grátis e siga-me.

O filme é cheio de referências. Umas enormes, outras nanicas. Até para os que têm mais bagagem estilo diplomata, que sabe pouco sobre muito, algumas coisas passam em branco. Para que preocupação com outra coisa que não referências?

A trama não chega a ser uberssexual, mas, como bom filme “moderno”, tem homossexualismo e lésbicas que usam Levi´s. Na trilha sonora, Overture 1812, de Tchaikovsky, e uma Jukebox Wurlitzer que canta "Cry Me a River", Julie London. Tem a cabelosdeCher Cat Power também. Aos que conhecem a historia e um Museu/Memorial do Holocausto, o ditador Big Brother hitleresco, as valas comuns e a cena no museu ficam de fácil digestão. Uma rápida passada em Retrato de Giovanni Arnolfini e sua esposa, pintado por Jan van Eyck.

Muitas coisas. Propostas e questionamentos também. Mas esses eu não enxerguei...Curiosidade? Atores Stephen Rea e Stephen Fry. Cabalístico.

Agora vou ligar para o Hora Certa Telefônica, pois explodiram o Big Ben para encerrar o filme. Sobem créditos ao som de Street Fighting Man, Rolling Stones. Sacada invejável.

PS: Se falo sério? Óbvio que sim. Sempre.
PS2: Lembrei do Kurt Geron.

...ou por que assistir V de Vingança.

17 de abr. de 2006

Minhocando

Quem, por que e a partir do que a memória é produzida? A referência à memória nos remete à idéia de esquecimento: o que queremos lembrar? De qual forma queremos lembrar? O que nos é permitido esquecer?
E todo exercício de memória é um ato do presente: olhamos para o passado e as coisas são re-significadas para atualizar e instituir concepções sobre um determinado período.

Querendo apenas boas memórias. E que, ainda assim, elas não me assolem. Não agora.
Respiiiiiiira.

15 de abr. de 2006

Comidinhas na Panelinha

Do rendez-vouz culinário durante o feriado na casa do Bob pai:

“Introduza uma das antenas da lagosta pela cauda até à cabeça, faça uma rotação ligeira e rapidamente puxe a antena. Tirada, desta forma, a tripa, deixa a lagosta sangrar para um tacho com dois dedos de água. Depois de bem sangrada, imobilize-a com a ajuda de um pano e corte-a pelos anéis. Em seguida, corte as antenas, as patas e as pinças. No sentido vertical abra a cabeça da lagosta, retire o saco cinza e aproveite todo o recheio, bem como o líquido que ficar na tábua (...).

Nota: Para que esta receita resulte em pleno é necessário trabalhar a lagosta bem viva. Processo cruel que tenderemos a desculpar e a esquecer, no momento em que a primeira garfada deste fantástico hino gastronômico nos inunde as papilas gustativas e a alma.”

Receita de Lagosta Suada à Moda de Peniche, IN Franscisco Guedes, Receitas Portuguesas: Os Pratos Típico de Todas as Regiões.

PS: Não, não fizemos lagosta!

12 de abr. de 2006

Mind guerrilla

"Dia 07/04/06 (sexta-feira)
iG Jovem teve a melhor marca desde abril/2004, com 68.788 Unique Visitors."

Não interessam os métodos de guerrilha. Só a vitória!
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Enquanto isso no msn:
"minha vontade é de matar a mulher q pariu aristóteles"

10 de abr. de 2006

Versão Marshmallow

Quem dubla o polêmico e excomungado (e stylist) padre Pinto no altar é a Senadora top Heloísa Helena?
Quero os dois discursando no meu casamento.
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Preciso de um personal ombudsman.

8 de abr. de 2006

Dancing with myself

Sexta à noite (ou começo de sábado), Lucasof maquinando sobre o Minhocão. Pausa para o blog.

Mônica Bergamo também notou os cestos de mini-sanduiches na Daslu. Mas ninguém falou do café e das colheres de prata. Trouxe uma. Era brinde?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0704200614.htm
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Eu não gosto de arroz e feijão, de guache e da Bjork. Alguém explica porque é justo ela que faz questão de irromper minha vida adentro pelas portas menos indicadas?
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Uma amiga, essa sim jornalista de verdade, está tomando um remédio que é a cara da profissão: Fasulide.
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Muuiitto obrigado Rita, que me deu o abridor de garrafas mais legal do mundo!
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Vídeos incríveis de um ser idealizadamente idem:
http://www.youtube.com/watch?v=7ur-WBRHhxs
http://www.youtube.com/watch?v=KDf4Pnw0ngQ
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Chega de pílulas. Volto ao Minhocão.

6 de abr. de 2006

Meninos do Tráfico no alto da Daslu

No enorme salão de mármore do terraço da loja de luxo Daslu, jovens com rostos omitidos caminhavam, com armas nas mãos, por becos escuros contando suas vidas no mundo do tráfico brasileiro.

Quando encerrou-se a projeção de trechos do documentário Falcão - Meninos do Tráfico, do rapper MV Bill e do produtor Celso Athayde, as luzes foram acesas para que todos os presentes, uma mescla surreal de pessoas da “comunidade” e hip-hopers com socialites e jornalistas começassem um debate com MV Bill e o rapper Aliado G, apresentado pela ex-MTV Astrid Fontenelle e mediado pelo editor Paulo Lima.

No final das contas, toda a explanação sobre o que motivou a produção, as dificuldades, o feio e sujo foi ofuscada pelo inevitável e latente. Uma das convidadas pergunta se MV Bill não acha estranho falar sobre chegar em casa e não ter o que comer justo ali, onde serviam-se sanduichinhos bem-recheados.

O rapper contornou a situação dizendo que o documentário deve, sim, ser exibido para os ricos. O pessoal da comunidade está acostumado, pois vive aquela realidade. A classe-média desliga a TV aos domingos tranqüila com o fim de mais um capítulo daquela série com atores anônimos, da qual “qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”. A platéia do evento é que precisa de ânimo, talvez um pouco de choque - medo também? - para promover mudanças que estão ao seu longo alcance.

Outra convidada, uma moradora da comunidade Coliseu, retruca, contando que Eliana Tranchesi, dona da Daslu, entrou na favela sem seguranças, conheceu barracos, elogiou a limpeza e disse que se tivesse que limpar sua casa sozinha e trabalhar, ela não seria tão limpa como aquela, de madeira e plástico fincados no barro. Pobre, mas limpinha.

Uma senhora de busto balouçante grita, cuspindo Botox, “viva Eliana!”, ao que todos seguem com palmas acaloradas.

Depois disso, não demorou a terminar o debate e começar a circulação dos convidados das promotoras e das supridas pelo suposto tráfico de roupas.

Uma repórter da Globo aborda uma pessoa que está com o livro em mãos e pergunta se tem como comprar alguma coisa na loja depois de ouvir tudo aquilo. “Não, claro que não. Agora é hora de refletir”, diz a moça, agarrada ao exemplar e com as bochechas vermelhas emolduradas por lindos brincos em cascata by Tiffany & Co.

Em seu autógrafo, MV Bill, o Mensageiro da Verdade, consegue, enfim, retomar sua proposta: “Para o Lucas, um abraço do MV Bill, por um Brasil melhor”.

PS: A Daslu, preocupadíssima com o mundo ao seu redor, formou uma parceria no final de 2005 com a ONG CUFA - Central Única das Favelas.

31 de mar. de 2006

Lucy in the Sky with Diamonds

Subiu o nosso astrocosmonauta Marcos Pontes ao espaço (não, ele não foi para a internet. Ele foi, vivo, para o céu)! E o Brasil finalmente foi, de vez, para o espaço!

O meio de transporte é uma nave que parece um dardo, a Soyuz TMA 8, e ficava guardada em um galpão destelhado no Cazaquistão. Foi lançada dia 30 de março de 2006, da mesma plataforma de onde partiu Iuri Gagarin, em 1961.

Se um carro com 15, 20 anos de uso já está caindo aos pedaços, imagine um monte de aparatos espaciais com 40 e tantos!

Na bagagem de astronauta tem bandeira e camisa da seleção e um chapéu panamá igual ao do Santos Dumont. Esse é dos meus, adora uma quinquilharia! Vai pro espaço? Leve apenas o necessário e imprescindível: um chapéu e uma camiseta, claro.

Para provar que é brasileiro mesmo, o moço vai fazer um roçadinho de feijão lá no alto e oferecer aquela feijoada para os amigos russos.
Segundo depoimento de Mauricio Turma da Mônica Sousa, "Pontes sabe tudo, mas não deixa de ser o brasileiro ingenuamente deslumbrado e simpático".

Eles ficaram dois dias, quatro horas e treze minutos imóveis ao sair do chão. Para resistir tanto tempo na mesma posição, fizeram, antes de partir, uma lavagem no intestino e na bexiga. Duvido que tenham escovado os dentes.
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Romantismo nos meus tempos é meiar um doce na balada e brindar cruzado com Ayuasca. Sucesso!

25 de mar. de 2006

Good day, sunshine!

Sábado, seis horas da manhã. Amenos 22º C na capital paulista.

Uma redação. Dois peões. Três funcionários da faxina, um deles batendo vigorosamente, um por um, os trinta teclados na bancada laranja, para extrair de suas entranhas todos os cabelos, pêlos, restos de comida e animais silvestres.

Um pote de água sanitária, maximizando meu estado de torpor e facilitando minha conversa com o mamute azul.

Sete televisões, uma delas obviamente ligada na “segunda etapa da última prova do líder” do BBB6, onde eles reclamam de “tanto sofrimento” e passam mal com tamanha provação.

Um rádio, na CBN. Vozes amenas. Sono.

O vizinho workaholic chega de helicóptero no conglomerado ao lado.

Dois aparelhos de ar-condicionado. A civilização começa aos 19ºC. Acima é barbárie.

Uma enceradeira do tempo em que a White Westinghouse era gerida pelo severo marido da senhoura Leite Moça, irmã do palito Gina.

Na pracinha da Amauri, em frente ao prédio onde a cena se realiza, um rapaz munido de uma moto-serra , com notável vocação para Jason Vorhees, tenta arrumar (ou destruir de vez) o moderno e nada funcional portão de metal.

Ao meio-dia, uma voz me resgata, parafraseando um ministro, da quinta camada do Inferno de Dante, o Alighieri e salva o dia com um golpe de capitalismo:

- Vamos pedir Mc?

Sorrio e respondo:

- Sim, um Mc Lanche Feliz com a Dorie, do Nemo.

Super Size Me, é claro.

E um pingo de leite em minha quente água, se lhe agrada.

24 de mar. de 2006

Fim do perímetro urbano

Não é fácil abrir mão, deixar partir, terminar, não ser único, querer mais, ser/estar/ficar sozinho...
Mas devo assumir que ainda prefiro isso tudo, junto e dolorido, a quebrar a cara pela mesma coisa duas vezes.

Fica o que tem de bom, o carinho, amor (seja lá isso o que for), bons momentos.
Vão as possibilidades, algumas vontades.

Mas uma hora há que se fazer escolhas, e as minhas tendem a ser drásticas. Pudesse administrar tudo de maneira a ter sempre e só o melhor das coisas, das pessoas.

Terminar é brusco. Sufocando. Não sei (mentira) definhar relacionamentos (embora seja bom em desfibrilamentos). E esse já teve idas e vindas, altos e baixos mais do que posso agüentar sem despedaçar-me.

O ano desembestou no trabalho, nas amizades, desanuviou com o pai. É justo que algo cutuque a alma. Como adiantaram os astros!

“Mais ne prenez pas le deuil
Ça noircit le blanc de l'oeil
Et puis ça enlaidit”

Agora vai!

PS: http://eueasmulheres.blig.ig.com.br/#post_18438298

16 de mar. de 2006

“Nuestras horas son minutos...

Meu querido blog, há quanto tempo não lhe tenho tempo.

Muito trabalho, muito TCC. Há um Minhocão me possuindo entre um iG e outro.

Quando não, assisto Filhos do Carnaval, no HBO. Tudo por causa de uma das cenas finais do primeiro capítulo, que assisti por acaso, na qual três dos quatros filhos deixam clara sua origem em comum e as diferenças acentuadas entre cada um. Muito boa. E uma cuspida em Avassaladoras.

Do encarnado Sábio da Folhinha, uma dúvida plantada: como pode o inferno serem os outros (Jean Paul Sartre, Entre Quatro Paredes) se o outro não existe (Antonio Machado, abrindo O Labirinto da Solidão e Post Scriptum)?

Dã.

Galo que muito canta está dormindo quando amanhece.

...cuando esperamos saber,
y siglos cuando sabemos
lo que se puede aprender
(...)
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar”

7 de mar. de 2006

3 de mar. de 2006

Sábio da folhinha

Por isso que chocolate é a solução para a humanidade. Principalmente porque você não precisa ficar abraçado com a embalagem.