Do rendez-vouz culinário durante o feriado na casa do Bob pai:
“Introduza uma das antenas da lagosta pela cauda até à cabeça, faça uma rotação ligeira e rapidamente puxe a antena. Tirada, desta forma, a tripa, deixa a lagosta sangrar para um tacho com dois dedos de água. Depois de bem sangrada, imobilize-a com a ajuda de um pano e corte-a pelos anéis. Em seguida, corte as antenas, as patas e as pinças. No sentido vertical abra a cabeça da lagosta, retire o saco cinza e aproveite todo o recheio, bem como o líquido que ficar na tábua (...).
Nota: Para que esta receita resulte em pleno é necessário trabalhar a lagosta bem viva. Processo cruel que tenderemos a desculpar e a esquecer, no momento em que a primeira garfada deste fantástico hino gastronômico nos inunde as papilas gustativas e a alma.”
Receita de Lagosta Suada à Moda de Peniche, IN Franscisco Guedes, Receitas Portuguesas: Os Pratos Típico de Todas as Regiões.
PS: Não, não fizemos lagosta!
15 de abr. de 2006
12 de abr. de 2006
Mind guerrilla
"Dia 07/04/06 (sexta-feira)
iG Jovem teve a melhor marca desde abril/2004, com 68.788 Unique Visitors."
Não interessam os métodos de guerrilha. Só a vitória!
--
Enquanto isso no msn:
"minha vontade é de matar a mulher q pariu aristóteles"
iG Jovem teve a melhor marca desde abril/2004, com 68.788 Unique Visitors."
Não interessam os métodos de guerrilha. Só a vitória!
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Enquanto isso no msn:
"minha vontade é de matar a mulher q pariu aristóteles"
10 de abr. de 2006
Versão Marshmallow
Quem dubla o polêmico e excomungado (e stylist) padre Pinto no altar é a Senadora top Heloísa Helena?
Quero os dois discursando no meu casamento.
--
Preciso de um personal ombudsman.
Quero os dois discursando no meu casamento.
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Preciso de um personal ombudsman.
8 de abr. de 2006
Dancing with myself
Sexta à noite (ou começo de sábado), Lucasof maquinando sobre o Minhocão. Pausa para o blog.
Mônica Bergamo também notou os cestos de mini-sanduiches na Daslu. Mas ninguém falou do café e das colheres de prata. Trouxe uma. Era brinde?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0704200614.htm
--
Eu não gosto de arroz e feijão, de guache e da Bjork. Alguém explica porque é justo ela que faz questão de irromper minha vida adentro pelas portas menos indicadas?
--
Uma amiga, essa sim jornalista de verdade, está tomando um remédio que é a cara da profissão: Fasulide.
--
Muuiitto obrigado Rita, que me deu o abridor de garrafas mais legal do mundo!
--
Vídeos incríveis de um ser idealizadamente idem:
http://www.youtube.com/watch?v=7ur-WBRHhxs
http://www.youtube.com/watch?v=KDf4Pnw0ngQ
--
Chega de pílulas. Volto ao Minhocão.
Mônica Bergamo também notou os cestos de mini-sanduiches na Daslu. Mas ninguém falou do café e das colheres de prata. Trouxe uma. Era brinde?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0704200614.htm
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Eu não gosto de arroz e feijão, de guache e da Bjork. Alguém explica porque é justo ela que faz questão de irromper minha vida adentro pelas portas menos indicadas?
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Uma amiga, essa sim jornalista de verdade, está tomando um remédio que é a cara da profissão: Fasulide.
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Muuiitto obrigado Rita, que me deu o abridor de garrafas mais legal do mundo!
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Vídeos incríveis de um ser idealizadamente idem:
http://www.youtube.com/watch?v=7ur-WBRHhxs
http://www.youtube.com/watch?v=KDf4Pnw0ngQ
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Chega de pílulas. Volto ao Minhocão.
6 de abr. de 2006
Meninos do Tráfico no alto da Daslu
No enorme salão de mármore do terraço da loja de luxo Daslu, jovens com rostos omitidos caminhavam, com armas nas mãos, por becos escuros contando suas vidas no mundo do tráfico brasileiro.
Quando encerrou-se a projeção de trechos do documentário Falcão - Meninos do Tráfico, do rapper MV Bill e do produtor Celso Athayde, as luzes foram acesas para que todos os presentes, uma mescla surreal de pessoas da “comunidade” e hip-hopers com socialites e jornalistas começassem um debate com MV Bill e o rapper Aliado G, apresentado pela ex-MTV Astrid Fontenelle e mediado pelo editor Paulo Lima.
No final das contas, toda a explanação sobre o que motivou a produção, as dificuldades, o feio e sujo foi ofuscada pelo inevitável e latente. Uma das convidadas pergunta se MV Bill não acha estranho falar sobre chegar em casa e não ter o que comer justo ali, onde serviam-se sanduichinhos bem-recheados.
O rapper contornou a situação dizendo que o documentário deve, sim, ser exibido para os ricos. O pessoal da comunidade está acostumado, pois vive aquela realidade. A classe-média desliga a TV aos domingos tranqüila com o fim de mais um capítulo daquela série com atores anônimos, da qual “qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”. A platéia do evento é que precisa de ânimo, talvez um pouco de choque - medo também? - para promover mudanças que estão ao seu longo alcance.
Outra convidada, uma moradora da comunidade Coliseu, retruca, contando que Eliana Tranchesi, dona da Daslu, entrou na favela sem seguranças, conheceu barracos, elogiou a limpeza e disse que se tivesse que limpar sua casa sozinha e trabalhar, ela não seria tão limpa como aquela, de madeira e plástico fincados no barro. Pobre, mas limpinha.
Uma senhora de busto balouçante grita, cuspindo Botox, “viva Eliana!”, ao que todos seguem com palmas acaloradas.
Depois disso, não demorou a terminar o debate e começar a circulação dos convidados das promotoras e das supridas pelo suposto tráfico de roupas.
Uma repórter da Globo aborda uma pessoa que está com o livro em mãos e pergunta se tem como comprar alguma coisa na loja depois de ouvir tudo aquilo. “Não, claro que não. Agora é hora de refletir”, diz a moça, agarrada ao exemplar e com as bochechas vermelhas emolduradas por lindos brincos em cascata by Tiffany & Co.
Em seu autógrafo, MV Bill, o Mensageiro da Verdade, consegue, enfim, retomar sua proposta: “Para o Lucas, um abraço do MV Bill, por um Brasil melhor”.
PS: A Daslu, preocupadíssima com o mundo ao seu redor, formou uma parceria no final de 2005 com a ONG CUFA - Central Única das Favelas.
Quando encerrou-se a projeção de trechos do documentário Falcão - Meninos do Tráfico, do rapper MV Bill e do produtor Celso Athayde, as luzes foram acesas para que todos os presentes, uma mescla surreal de pessoas da “comunidade” e hip-hopers com socialites e jornalistas começassem um debate com MV Bill e o rapper Aliado G, apresentado pela ex-MTV Astrid Fontenelle e mediado pelo editor Paulo Lima.
No final das contas, toda a explanação sobre o que motivou a produção, as dificuldades, o feio e sujo foi ofuscada pelo inevitável e latente. Uma das convidadas pergunta se MV Bill não acha estranho falar sobre chegar em casa e não ter o que comer justo ali, onde serviam-se sanduichinhos bem-recheados.
O rapper contornou a situação dizendo que o documentário deve, sim, ser exibido para os ricos. O pessoal da comunidade está acostumado, pois vive aquela realidade. A classe-média desliga a TV aos domingos tranqüila com o fim de mais um capítulo daquela série com atores anônimos, da qual “qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”. A platéia do evento é que precisa de ânimo, talvez um pouco de choque - medo também? - para promover mudanças que estão ao seu longo alcance.
Outra convidada, uma moradora da comunidade Coliseu, retruca, contando que Eliana Tranchesi, dona da Daslu, entrou na favela sem seguranças, conheceu barracos, elogiou a limpeza e disse que se tivesse que limpar sua casa sozinha e trabalhar, ela não seria tão limpa como aquela, de madeira e plástico fincados no barro. Pobre, mas limpinha.
Uma senhora de busto balouçante grita, cuspindo Botox, “viva Eliana!”, ao que todos seguem com palmas acaloradas.
Depois disso, não demorou a terminar o debate e começar a circulação dos convidados das promotoras e das supridas pelo suposto tráfico de roupas.
Uma repórter da Globo aborda uma pessoa que está com o livro em mãos e pergunta se tem como comprar alguma coisa na loja depois de ouvir tudo aquilo. “Não, claro que não. Agora é hora de refletir”, diz a moça, agarrada ao exemplar e com as bochechas vermelhas emolduradas por lindos brincos em cascata by Tiffany & Co.
Em seu autógrafo, MV Bill, o Mensageiro da Verdade, consegue, enfim, retomar sua proposta: “Para o Lucas, um abraço do MV Bill, por um Brasil melhor”.
PS: A Daslu, preocupadíssima com o mundo ao seu redor, formou uma parceria no final de 2005 com a ONG CUFA - Central Única das Favelas.
31 de mar. de 2006
Lucy in the Sky with Diamonds
Subiu o nosso astrocosmonauta Marcos Pontes ao espaço (não, ele não foi para a internet. Ele foi, vivo, para o céu)! E o Brasil finalmente foi, de vez, para o espaço!
O meio de transporte é uma nave que parece um dardo, a Soyuz TMA 8, e ficava guardada em um galpão destelhado no Cazaquistão. Foi lançada dia 30 de março de 2006, da mesma plataforma de onde partiu Iuri Gagarin, em 1961.
Se um carro com 15, 20 anos de uso já está caindo aos pedaços, imagine um monte de aparatos espaciais com 40 e tantos!
Na bagagem de astronauta tem bandeira e camisa da seleção e um chapéu panamá igual ao do Santos Dumont. Esse é dos meus, adora uma quinquilharia! Vai pro espaço? Leve apenas o necessário e imprescindível: um chapéu e uma camiseta, claro.
Para provar que é brasileiro mesmo, o moço vai fazer um roçadinho de feijão lá no alto e oferecer aquela feijoada para os amigos russos.
Segundo depoimento de Mauricio Turma da Mônica Sousa, "Pontes sabe tudo, mas não deixa de ser o brasileiro ingenuamente deslumbrado e simpático".
Eles ficaram dois dias, quatro horas e treze minutos imóveis ao sair do chão. Para resistir tanto tempo na mesma posição, fizeram, antes de partir, uma lavagem no intestino e na bexiga. Duvido que tenham escovado os dentes.
--
Romantismo nos meus tempos é meiar um doce na balada e brindar cruzado com Ayuasca. Sucesso!
O meio de transporte é uma nave que parece um dardo, a Soyuz TMA 8, e ficava guardada em um galpão destelhado no Cazaquistão. Foi lançada dia 30 de março de 2006, da mesma plataforma de onde partiu Iuri Gagarin, em 1961.
Se um carro com 15, 20 anos de uso já está caindo aos pedaços, imagine um monte de aparatos espaciais com 40 e tantos!
Na bagagem de astronauta tem bandeira e camisa da seleção e um chapéu panamá igual ao do Santos Dumont. Esse é dos meus, adora uma quinquilharia! Vai pro espaço? Leve apenas o necessário e imprescindível: um chapéu e uma camiseta, claro.
Para provar que é brasileiro mesmo, o moço vai fazer um roçadinho de feijão lá no alto e oferecer aquela feijoada para os amigos russos.
Segundo depoimento de Mauricio Turma da Mônica Sousa, "Pontes sabe tudo, mas não deixa de ser o brasileiro ingenuamente deslumbrado e simpático".
Eles ficaram dois dias, quatro horas e treze minutos imóveis ao sair do chão. Para resistir tanto tempo na mesma posição, fizeram, antes de partir, uma lavagem no intestino e na bexiga. Duvido que tenham escovado os dentes.
--
Romantismo nos meus tempos é meiar um doce na balada e brindar cruzado com Ayuasca. Sucesso!
25 de mar. de 2006
Good day, sunshine!
Sábado, seis horas da manhã. Amenos 22º C na capital paulista.
Uma redação. Dois peões. Três funcionários da faxina, um deles batendo vigorosamente, um por um, os trinta teclados na bancada laranja, para extrair de suas entranhas todos os cabelos, pêlos, restos de comida e animais silvestres.
Um pote de água sanitária, maximizando meu estado de torpor e facilitando minha conversa com o mamute azul.
Sete televisões, uma delas obviamente ligada na “segunda etapa da última prova do líder” do BBB6, onde eles reclamam de “tanto sofrimento” e passam mal com tamanha provação.
Um rádio, na CBN. Vozes amenas. Sono.
O vizinho workaholic chega de helicóptero no conglomerado ao lado.
Dois aparelhos de ar-condicionado. A civilização começa aos 19ºC. Acima é barbárie.
Uma enceradeira do tempo em que a White Westinghouse era gerida pelo severo marido da senhoura Leite Moça, irmã do palito Gina.
Na pracinha da Amauri, em frente ao prédio onde a cena se realiza, um rapaz munido de uma moto-serra , com notável vocação para Jason Vorhees, tenta arrumar (ou destruir de vez) o moderno e nada funcional portão de metal.
Ao meio-dia, uma voz me resgata, parafraseando um ministro, da quinta camada do Inferno de Dante, o Alighieri e salva o dia com um golpe de capitalismo:
- Vamos pedir Mc?
Sorrio e respondo:
- Sim, um Mc Lanche Feliz com a Dorie, do Nemo.
Super Size Me, é claro.
E um pingo de leite em minha quente água, se lhe agrada.
Uma redação. Dois peões. Três funcionários da faxina, um deles batendo vigorosamente, um por um, os trinta teclados na bancada laranja, para extrair de suas entranhas todos os cabelos, pêlos, restos de comida e animais silvestres.
Um pote de água sanitária, maximizando meu estado de torpor e facilitando minha conversa com o mamute azul.
Sete televisões, uma delas obviamente ligada na “segunda etapa da última prova do líder” do BBB6, onde eles reclamam de “tanto sofrimento” e passam mal com tamanha provação.
Um rádio, na CBN. Vozes amenas. Sono.
O vizinho workaholic chega de helicóptero no conglomerado ao lado.
Dois aparelhos de ar-condicionado. A civilização começa aos 19ºC. Acima é barbárie.
Uma enceradeira do tempo em que a White Westinghouse era gerida pelo severo marido da senhoura Leite Moça, irmã do palito Gina.
Na pracinha da Amauri, em frente ao prédio onde a cena se realiza, um rapaz munido de uma moto-serra , com notável vocação para Jason Vorhees, tenta arrumar (ou destruir de vez) o moderno e nada funcional portão de metal.
Ao meio-dia, uma voz me resgata, parafraseando um ministro, da quinta camada do Inferno de Dante, o Alighieri e salva o dia com um golpe de capitalismo:
- Vamos pedir Mc?
Sorrio e respondo:
- Sim, um Mc Lanche Feliz com a Dorie, do Nemo.
Super Size Me, é claro.
E um pingo de leite em minha quente água, se lhe agrada.
24 de mar. de 2006
Fim do perímetro urbano
Não é fácil abrir mão, deixar partir, terminar, não ser único, querer mais, ser/estar/ficar sozinho...
Mas devo assumir que ainda prefiro isso tudo, junto e dolorido, a quebrar a cara pela mesma coisa duas vezes.
Fica o que tem de bom, o carinho, amor (seja lá isso o que for), bons momentos.
Vão as possibilidades, algumas vontades.
Mas uma hora há que se fazer escolhas, e as minhas tendem a ser drásticas. Pudesse administrar tudo de maneira a ter sempre e só o melhor das coisas, das pessoas.
Terminar é brusco. Sufocando. Não sei (mentira) definhar relacionamentos (embora seja bom em desfibrilamentos). E esse já teve idas e vindas, altos e baixos mais do que posso agüentar sem despedaçar-me.
O ano desembestou no trabalho, nas amizades, desanuviou com o pai. É justo que algo cutuque a alma. Como adiantaram os astros!
“Mais ne prenez pas le deuil
Ça noircit le blanc de l'oeil
Et puis ça enlaidit”
Agora vai!
PS: http://eueasmulheres.blig.ig.com.br/#post_18438298
Mas devo assumir que ainda prefiro isso tudo, junto e dolorido, a quebrar a cara pela mesma coisa duas vezes.
Fica o que tem de bom, o carinho, amor (seja lá isso o que for), bons momentos.
Vão as possibilidades, algumas vontades.
Mas uma hora há que se fazer escolhas, e as minhas tendem a ser drásticas. Pudesse administrar tudo de maneira a ter sempre e só o melhor das coisas, das pessoas.
Terminar é brusco. Sufocando. Não sei (mentira) definhar relacionamentos (embora seja bom em desfibrilamentos). E esse já teve idas e vindas, altos e baixos mais do que posso agüentar sem despedaçar-me.
O ano desembestou no trabalho, nas amizades, desanuviou com o pai. É justo que algo cutuque a alma. Como adiantaram os astros!
“Mais ne prenez pas le deuil
Ça noircit le blanc de l'oeil
Et puis ça enlaidit”
Agora vai!
PS: http://eueasmulheres.blig.ig.com.br/#post_18438298
16 de mar. de 2006
“Nuestras horas son minutos...
Meu querido blog, há quanto tempo não lhe tenho tempo.
Muito trabalho, muito TCC. Há um Minhocão me possuindo entre um iG e outro.
Quando não, assisto Filhos do Carnaval, no HBO. Tudo por causa de uma das cenas finais do primeiro capítulo, que assisti por acaso, na qual três dos quatros filhos deixam clara sua origem em comum e as diferenças acentuadas entre cada um. Muito boa. E uma cuspida em Avassaladoras.
Do encarnado Sábio da Folhinha, uma dúvida plantada: como pode o inferno serem os outros (Jean Paul Sartre, Entre Quatro Paredes) se o outro não existe (Antonio Machado, abrindo O Labirinto da Solidão e Post Scriptum)?
Dã.
Galo que muito canta está dormindo quando amanhece.
...cuando esperamos saber,
y siglos cuando sabemos
lo que se puede aprender
(...)
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar”
Muito trabalho, muito TCC. Há um Minhocão me possuindo entre um iG e outro.
Quando não, assisto Filhos do Carnaval, no HBO. Tudo por causa de uma das cenas finais do primeiro capítulo, que assisti por acaso, na qual três dos quatros filhos deixam clara sua origem em comum e as diferenças acentuadas entre cada um. Muito boa. E uma cuspida em Avassaladoras.
Do encarnado Sábio da Folhinha, uma dúvida plantada: como pode o inferno serem os outros (Jean Paul Sartre, Entre Quatro Paredes) se o outro não existe (Antonio Machado, abrindo O Labirinto da Solidão e Post Scriptum)?
Dã.
Galo que muito canta está dormindo quando amanhece.
...cuando esperamos saber,
y siglos cuando sabemos
lo que se puede aprender
(...)
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar”
7 de mar. de 2006
Devaneios do Sábio da Folhinha
Chega de arte.
Nenhuma parte.
Depois da meia-noite, sempre começa a clarear.
Por ali ou por aqui?
Nenhuma parte.
Depois da meia-noite, sempre começa a clarear.
Por ali ou por aqui?
3 de mar. de 2006
Sábio da folhinha
Por isso que chocolate é a solução para a humanidade. Principalmente porque você não precisa ficar abraçado com a embalagem.
28 de fev. de 2006
Saudades e cinzas foi o que restou
Depois de 15 dias trabalhando sem parar, lá vamos nós para mais um post. Vindo para o iG esses dias todos eu me sinto em Vanilla Sky. Tudo vazio, as ruas vazias. Eco, eco, eco...Até o Ecco (dã).
Na passarela do samba, Gaviões. Ah, Gaviões. Sempre fazendo meu carnaval um pouquinho mais feliz. Depois de perderem a carta de motorista de carro alegórico por dirigirem embriagados e botarem abaixo o relógio do sambódromo, esse ano liberaram a cota de patrocínio para o pessoal dos geradores e resolveram sambar um pouquinho além do tempo. Um sucesso. Nota: deeeeeezzzzzz! Na segunda divisão, claro.
É só. Mais nada de fofocas, nada de falácias, de reflexões. Meu cérebro saiu para sambar! E meu corpo aproveitou para dormir. Eu até gostaria de acompanhá-lo, "mas é carnaval, não me diga mais quem é você..."
Só nos resta a Páscoa e o jejum da quaresma.
Agora vou rodar igual a ala das baianas para ver se caio zonzo e durmo mais um pouco.
Divirtam-se todos, que eu vou sonhar que estou me atracando aos avisos da Organização Mundial da Saúde, bordões, jargões, marchinhas, sambas e mulatas. Porque de branca já chega minha barriga!
Na passarela do samba, Gaviões. Ah, Gaviões. Sempre fazendo meu carnaval um pouquinho mais feliz. Depois de perderem a carta de motorista de carro alegórico por dirigirem embriagados e botarem abaixo o relógio do sambódromo, esse ano liberaram a cota de patrocínio para o pessoal dos geradores e resolveram sambar um pouquinho além do tempo. Um sucesso. Nota: deeeeeezzzzzz! Na segunda divisão, claro.
É só. Mais nada de fofocas, nada de falácias, de reflexões. Meu cérebro saiu para sambar! E meu corpo aproveitou para dormir. Eu até gostaria de acompanhá-lo, "mas é carnaval, não me diga mais quem é você..."
Só nos resta a Páscoa e o jejum da quaresma.
Agora vou rodar igual a ala das baianas para ver se caio zonzo e durmo mais um pouco.
Divirtam-se todos, que eu vou sonhar que estou me atracando aos avisos da Organização Mundial da Saúde, bordões, jargões, marchinhas, sambas e mulatas. Porque de branca já chega minha barriga!
22 de fev. de 2006
Story to remain untold
A tarde prometia chuva. A noite foi amena e incrível.
Quando o vento soprar e arrepiar, abrace seu irmão & for the reverend Martin Luther King, sing: “free at last, they took your life, they could not take your pride”
Como foi Lucasof ao som de One? Segredo. From the cradle to the grave.
Para temperar, ver Quincy Jones fazendo xixi.
--
Show do Oásis no “Complexo do Credicard Hall (Área ao Ar Livre)”.
Área esta com divisões em amarelo para estacionamento de veículos e algumas marcas de óleo pelo chão. Muito semelhante ao complexo do Carrefour ou do Shopping Center Norte, mas lá eles levam o estranho e diferente nome de estacionamento.
Quando o vento soprar e arrepiar, abrace seu irmão & for the reverend Martin Luther King, sing: “free at last, they took your life, they could not take your pride”
Como foi Lucasof ao som de One? Segredo. From the cradle to the grave.
Para temperar, ver Quincy Jones fazendo xixi.
--
Show do Oásis no “Complexo do Credicard Hall (Área ao Ar Livre)”.
Área esta com divisões em amarelo para estacionamento de veículos e algumas marcas de óleo pelo chão. Muito semelhante ao complexo do Carrefour ou do Shopping Center Norte, mas lá eles levam o estranho e diferente nome de estacionamento.
20 de fev. de 2006
El angel del Cabare
- Alô?
- Quien abla?
- Quer falar com quem, heim?
- Holla, soy yo, cariño, desde Mexico!
- E quem é Jô, com carinho? Nunca tive no México pra te conhecer desde lá!
- Soy yo, como estás? No te recuerda?
- Que? Eu que não conheço nenhuma Jô, muito menos pra dar corda. Tchau.
- Quien abla?
- Quer falar com quem, heim?
- Holla, soy yo, cariño, desde Mexico!
- E quem é Jô, com carinho? Nunca tive no México pra te conhecer desde lá!
- Soy yo, como estás? No te recuerda?
- Que? Eu que não conheço nenhuma Jô, muito menos pra dar corda. Tchau.
18 de fev. de 2006
Non ti scordar di me
Trabalhando mal-dormido pós-aniversário. A comemoração começou quinta, em mais uma orgia gastronômica com os amigos capitais no Outback, com direito a sobremesa no Mc.
Ontem, dia oficial, teve festinha na firma, com bolo coberto com brigadeiro e uma vela que parecia um foguete de São João.
Em seguida fui ao cinema, assistir Match Point, do corujito Woody Allen, que já abriu os olhos depois de dirigir no escuro e manda bem nesse filme. Com direito a caipirinha, Diários de Motocicleta, a bola que não cai, a aliança que cai e mais um sem fim de sugestões. E ópera. La Traviata, que puxa A Dama das Camélias, que puxa tragédia que se ajeita (ao menos para uma das partes) no final, que puxa colegial e José de Alencar. Urgh.
Hoje, sábado, manhã, estou aquiG, de plantão. A TV ao meu lado no iG tem pague-pra-ver do BBB 5 (A maldição de Jason Voorhees). É diversão a valer nonstop. Enquanto trabalhava, poucos instantes atrás, pude contemplar um moço sentado durante 30 minutos embaixo do chuveiro, com água caindo. Haja desperdício! Salvem as baleias e os pingüins e a água doce (que é insípida)!
Na lógica da "Teoria dos Seis Graus de Separação”, descobri que estou muuuito mais perto do que imaginava do Tristão de Athayde.
O pecado mora ao lado e o inimigo é íntimo.
Mesmo já tendo visto Stones e com ingresso pro U2, estou com inveja de quem foi pro Rio.
Ontem, dia oficial, teve festinha na firma, com bolo coberto com brigadeiro e uma vela que parecia um foguete de São João.
Em seguida fui ao cinema, assistir Match Point, do corujito Woody Allen, que já abriu os olhos depois de dirigir no escuro e manda bem nesse filme. Com direito a caipirinha, Diários de Motocicleta, a bola que não cai, a aliança que cai e mais um sem fim de sugestões. E ópera. La Traviata, que puxa A Dama das Camélias, que puxa tragédia que se ajeita (ao menos para uma das partes) no final, que puxa colegial e José de Alencar. Urgh.
Hoje, sábado, manhã, estou aquiG, de plantão. A TV ao meu lado no iG tem pague-pra-ver do BBB 5 (A maldição de Jason Voorhees). É diversão a valer nonstop. Enquanto trabalhava, poucos instantes atrás, pude contemplar um moço sentado durante 30 minutos embaixo do chuveiro, com água caindo. Haja desperdício! Salvem as baleias e os pingüins e a água doce (que é insípida)!
Na lógica da "Teoria dos Seis Graus de Separação”, descobri que estou muuuito mais perto do que imaginava do Tristão de Athayde.
O pecado mora ao lado e o inimigo é íntimo.
Mesmo já tendo visto Stones e com ingresso pro U2, estou com inveja de quem foi pro Rio.
15 de fev. de 2006
Lucharemos...
Reunião de todo o staffsil Telecom hoje, para sabermos que o iG estará lançando amanhã, às 21h, ao espaço virtual, sua nova home, junto com o fantástico mundo do gerúndio. Tudo culpa do Geraldo Vandré.
Para logo mais: ouvir os lelelelelele dondondondon do João Bosco na gravação do seu dvd ao vivo no auditório do Ibirapuera ou ir para a House of Erik!a (ralho que nome mais estúpido) escutar os agudos de Vanessa da Mata, que é neguinha? O barato é grátis.
E tem Videobrasil no Sesc. Salve Nam June Paik. Quem?! Ele mesmo, o da tartaruga TV. "A arte é pura fraude. Você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes”.
O certo é a janta a dois logo depois. Está aberta a temporada de comemorações do meu aniversário e de fazer valer as palavras de Andrew Strong.
Hoje não circulam placas com final 5 e 6.
...hasta anular la ley.
Para logo mais: ouvir os lelelelelele dondondondon do João Bosco na gravação do seu dvd ao vivo no auditório do Ibirapuera ou ir para a House of Erik!a (ralho que nome mais estúpido) escutar os agudos de Vanessa da Mata, que é neguinha? O barato é grátis.
E tem Videobrasil no Sesc. Salve Nam June Paik. Quem?! Ele mesmo, o da tartaruga TV. "A arte é pura fraude. Você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes”.
O certo é a janta a dois logo depois. Está aberta a temporada de comemorações do meu aniversário e de fazer valer as palavras de Andrew Strong.
Hoje não circulam placas com final 5 e 6.
...hasta anular la ley.
Kantuta
Por que eu consigo discutir com a Fê sobre Lynch e não brigar? Algumas coisas são tão mais simples. Ou deveriam. Não gosto de feijão e arroz porque não me apetece. Experimento? Vez ou outra. Não acho tão ruim, mas prefiro não. Que tem?
E você com as colunas sociais?
Além das TATU, quem mais já desassumiu publicamente sua homossexualidade? Não falo sobre rumores. Não gosto delas também.
Cansado. Feliz.
Ganhei presente do meu irmão e da minha cunhada hoje, porque fui contratado. O livro Sozinho na Cozinha, com um cartãozinho:
“Para um homem solteiro, independente, empregado, de bom gosto, com muitos amigos e um salário digno!
Parabéns, acreditamos muito em você!
Beijos com carteira assinada,
Du e Lin”
Alguém topa jantinha em casa, com gororobas manufaturadas por este que lhes escreve (vez ou outra, é verdade)?
“My funny valentine
Sweet comic valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable
Unphotographable
Yet you’re my favourite work of art
Is your figure less than greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?
But don’t you change one hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine stay
Each day is valentine’s day”
My Funny Valentine – Com Chat Baker, se lhe agrada.
Só.
E você com as colunas sociais?
Além das TATU, quem mais já desassumiu publicamente sua homossexualidade? Não falo sobre rumores. Não gosto delas também.
Cansado. Feliz.
Ganhei presente do meu irmão e da minha cunhada hoje, porque fui contratado. O livro Sozinho na Cozinha, com um cartãozinho:
“Para um homem solteiro, independente, empregado, de bom gosto, com muitos amigos e um salário digno!
Parabéns, acreditamos muito em você!
Beijos com carteira assinada,
Du e Lin”
Alguém topa jantinha em casa, com gororobas manufaturadas por este que lhes escreve (vez ou outra, é verdade)?
“My funny valentine
Sweet comic valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable
Unphotographable
Yet you’re my favourite work of art
Is your figure less than greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?
But don’t you change one hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine stay
Each day is valentine’s day”
My Funny Valentine – Com Chat Baker, se lhe agrada.
Só.
9 de fev. de 2006
Silenzio, no hay banda...
Acabei de assistir ainda outra vez no Telecine Cult – porque todo mundo quer ser – o filme Mulholland Dr, aka Cidade dos Sonhos (não, Lucasof. Rua das Ilusões é 8 Mile. Que também não é The Green Mile) do David Lynch.
Continuo achando muito parecido comigo: um conglomerado de coisas que ignora a linearidade temporal, “polvilhada por flashbacks e flashforwards, visões, pesadelos, sonhos dentro de sonhos e abstrações sem aparente resolução” que culmina em um exibicionismo nonsense.
Tudo bem, eu exijo que um filme não gere estranheza e dúvida, mas aceito sem franzir as sobrancelhas a abstração da música.
Se eu não entendi? É provável. Assumir isso? Jamais!
“Quero que pense e pare de bancar o espertinho. Você pode fazer isso por mim?”
O que o filme tem de bom, indubitavelmente, é o Angelo Badalamenti. Além da trilha sonora, ele mostra as abençoadas orelhas afinadas e manda ver no papel de Luigi Castigliane. No curriculum carrega o som de The Beach, Twin Peaks, Blue Velvet (muuuiiitttoo bons)...e Dark Water, do Walter Salles.
E a Globo vai re-reprisar No Vale a Pena Ver de Novo de Novo a terrível novela A Viagem, com o ator chato Guilherme Fontes, do imaginário filme Chatô. Além da audiência que promete para o horário dona-de-casa-fã-do-Chico-Xavier-criança-que-não-tem-o-que-fazer-e-nem-tv-a-cabo, deve gerar alguma receita com os direitos de imagem para os membros do elenco.
Espero que isso o ajude a devolver os R$ 35 milhões que deve aos cofres da União.
…il n'ya pas d'orchestra. It's only a tape.
Continuo achando muito parecido comigo: um conglomerado de coisas que ignora a linearidade temporal, “polvilhada por flashbacks e flashforwards, visões, pesadelos, sonhos dentro de sonhos e abstrações sem aparente resolução” que culmina em um exibicionismo nonsense.
Tudo bem, eu exijo que um filme não gere estranheza e dúvida, mas aceito sem franzir as sobrancelhas a abstração da música.
Se eu não entendi? É provável. Assumir isso? Jamais!
“Quero que pense e pare de bancar o espertinho. Você pode fazer isso por mim?”
O que o filme tem de bom, indubitavelmente, é o Angelo Badalamenti. Além da trilha sonora, ele mostra as abençoadas orelhas afinadas e manda ver no papel de Luigi Castigliane. No curriculum carrega o som de The Beach, Twin Peaks, Blue Velvet (muuuiiitttoo bons)...e Dark Water, do Walter Salles.
E a Globo vai re-reprisar No Vale a Pena Ver de Novo de Novo a terrível novela A Viagem, com o ator chato Guilherme Fontes, do imaginário filme Chatô. Além da audiência que promete para o horário dona-de-casa-fã-do-Chico-Xavier-criança-que-não-tem-o-que-fazer-e-nem-tv-a-cabo, deve gerar alguma receita com os direitos de imagem para os membros do elenco.
Espero que isso o ajude a devolver os R$ 35 milhões que deve aos cofres da União.
…il n'ya pas d'orchestra. It's only a tape.
7 de fev. de 2006
Sounds os Silence
Hoje e ontem e amanhã não estou com vontade.
Então, vamos de Mônica Horta: "Hoje o amor pode fazer exigências contraditórias. Você sonhará com alguém que ao mesmo tempo desafie a sua inteligência e atenda à sua necessidade de carinho e aconchego..."
"All alone but too afraid to love..." - Andrew Strong
Riso descontrolado.
postpartum blues
Adendo: "O traço do amor que os une e o depoimento do seu irmão foram para tocar pedras empedernidas. Se seu irmão tivesse feito o mesmo discurso diante de Pilatos, Cristo e Barrabás há dois milênios, com certeza todos os judeus teriam se convertido e Cristo não teria morrido"
Leandro Karnal, chefe do departamento de História da Unicamp
Então, vamos de Mônica Horta: "Hoje o amor pode fazer exigências contraditórias. Você sonhará com alguém que ao mesmo tempo desafie a sua inteligência e atenda à sua necessidade de carinho e aconchego..."
"All alone but too afraid to love..." - Andrew Strong
Riso descontrolado.
postpartum blues
Adendo: "O traço do amor que os une e o depoimento do seu irmão foram para tocar pedras empedernidas. Se seu irmão tivesse feito o mesmo discurso diante de Pilatos, Cristo e Barrabás há dois milênios, com certeza todos os judeus teriam se convertido e Cristo não teria morrido"
Leandro Karnal, chefe do departamento de História da Unicamp
31 de jan. de 2006
É tudo mentira...
Caso todo o estudo proposto no post anterior falhe, o que é praticamente impossível, desengavete rapidamente o plano B: a vida paralela.
Todo mundo tem um ser, à sua imagem e semelhança, que habita um imaginário - mas não tão distante - mundo perfeito. É aquele astro de rock que toca guitarra descomunalmente bem enquanto você manda um air guittar de cueca na frente do espelho, ou aquele que foi diversas vezes a Paris, só para espairecer, enquanto você enche a cara sozinho no boteco xexelento da esquina.
Com o devido embasamento, apodere-se das histórias dos outros e conte-as com você no lugar do protagonista. Invente fatos mirabolantes, que beiram o incrível, e salpique detalhes ínfimos para não gerar desconfiança.
Decore alguns nomes de lugares, pesquise cafés e dicas de cada cidade. Veja muitas, muitas fotos.
Fale sempre com naturalidade. Diga que não vai ao show dos Stones porque já assistiu a diversos em outros países. E quem aqui não tem dinheiro e se borra de medo do Rio?
Melhor: tranque-se na sua casa, assista pela televisão, de olho nos detalhes, claro. Leia todos os jornais no dia seguinte e "retorne" para sua cidade feliz e jubilado por tê-los visto ao vivo.
Não esqueça das vezes que experimentou taças e mais taças de Chateau Latour de diversas safras, em uma degustação vertical, e dirigiu um BMW Z4 a mais de 250km/h em Interlagos. Tudo graças a alguns amigos incríveis e desmiolados que você tem.
Ah, já pulou de bungee jumping e achou bem menos emocionante que saltar de pára-quedas.
Tudo pode seu outro eu. Aposente essa lástima com a qual todo mundo convive e seja possuído por este incrível e multifacetado ser.
Minta e acredite na mentira, porque assim ela logo vira verdade. Floreie, acrescente, dê um toque de arte e classe em suas histórias.
Afinal, quem é que classifica o que é ou não verdade?
...e daí?
Todo mundo tem um ser, à sua imagem e semelhança, que habita um imaginário - mas não tão distante - mundo perfeito. É aquele astro de rock que toca guitarra descomunalmente bem enquanto você manda um air guittar de cueca na frente do espelho, ou aquele que foi diversas vezes a Paris, só para espairecer, enquanto você enche a cara sozinho no boteco xexelento da esquina.
Com o devido embasamento, apodere-se das histórias dos outros e conte-as com você no lugar do protagonista. Invente fatos mirabolantes, que beiram o incrível, e salpique detalhes ínfimos para não gerar desconfiança.
Decore alguns nomes de lugares, pesquise cafés e dicas de cada cidade. Veja muitas, muitas fotos.
Fale sempre com naturalidade. Diga que não vai ao show dos Stones porque já assistiu a diversos em outros países. E quem aqui não tem dinheiro e se borra de medo do Rio?
Melhor: tranque-se na sua casa, assista pela televisão, de olho nos detalhes, claro. Leia todos os jornais no dia seguinte e "retorne" para sua cidade feliz e jubilado por tê-los visto ao vivo.
Não esqueça das vezes que experimentou taças e mais taças de Chateau Latour de diversas safras, em uma degustação vertical, e dirigiu um BMW Z4 a mais de 250km/h em Interlagos. Tudo graças a alguns amigos incríveis e desmiolados que você tem.
Ah, já pulou de bungee jumping e achou bem menos emocionante que saltar de pára-quedas.
Tudo pode seu outro eu. Aposente essa lástima com a qual todo mundo convive e seja possuído por este incrível e multifacetado ser.
Minta e acredite na mentira, porque assim ela logo vira verdade. Floreie, acrescente, dê um toque de arte e classe em suas histórias.
Afinal, quem é que classifica o que é ou não verdade?
...e daí?
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